<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693</id><updated>2011-04-21T20:32:08.743+02:00</updated><title type='text'>Agreste Avena</title><subtitle type='html'>"Dai-me hũa fúria grande e sonorosa / E não de agreste avena ou frauta ruda / Mas de tuba canora e belicosa / Que o peito acende e a cor ao gesto muda" &lt;i&gt;Luís Vaz de Camões&lt;/i&gt;, Os Lusíadas, canto I</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>280</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-5033768368068698706</id><published>2007-03-14T07:36:00.000+01:00</published><updated>2007-03-14T08:15:14.854+01:00</updated><title type='text'>A quem aqui passar: Tão cedo não volto</title><content type='html'>Já tempo foi que meus olhos folgavam&lt;br /&gt;de ver os verdes campos graciosos;&lt;br /&gt;tempo foi já também que os sonorosos&lt;br /&gt;ribeiros meus ouvidos recreavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tempo que nos bosques me alegravam&lt;br /&gt;os cantares das aves saudosos,&lt;br /&gt;os freixos e altos álamos umbrosos&lt;br /&gt;cujos ramos por cima se ajuntavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permanecer não pude em tal folgança;&lt;br /&gt;não me pôde durar esta alegria,&lt;br /&gt;não quis este meu bem ter segurança;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ainda neste tempo eu não sentia&lt;br /&gt;do fero Amor a força e a mudança,&lt;br /&gt;os laços e as prisões com que prendia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Luís Vaz de Camões&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2007/01/cames.html"&gt;Camões&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-5033768368068698706?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/5033768368068698706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=5033768368068698706&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/5033768368068698706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/5033768368068698706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/03/quem-aqui-passar-to-cedo-no-volto.html' title='A quem aqui passar: Tão cedo não volto'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-6322332218834634699</id><published>2007-02-15T04:20:00.000+01:00</published><updated>2007-06-10T17:06:38.836+02:00</updated><title type='text'>Banho-Maria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Visto que o pessoal aqui no Agreste Avena não se entende, e anda tudo à &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/guerra-aberta-na-redao-do-agreste.html" /&gt;pancada&lt;/a&gt;, eu não tenho vida para isto e vou pregar para outra freguesia. Mudo-me de armas e bagagens para o &lt;a href="http://avezdopeao.blogspot.com/"/&gt;Peão&lt;/a&gt;. Talvez volte aqui de vez em quando para uma pergunta sem importância ou uma citação, talvez não volte, talves volte mais tarde em pleno, talvez não. Por enquando fica o blogue em Banho-Maria. Como banda sonora fica a tocar o "Vou-me embora, vou partir", tema popular alentejano, cantado por Vitorino (com Zeca Afonso e Sérgio Godinho) do álbum "Semear salsa ao reguinho" (1976).&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Vou-me embora, vou partir&lt;br /&gt;(Popular Alentejano)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou-me embora, vou partir mas tenho esperança&lt;br /&gt;de correr o mundo inteiro, quero ir&lt;br /&gt;quero ver e conhecer rosa branca&lt;br /&gt;e a vida do marinheiro sem dormir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a vida do marinheiro branca flor&lt;br /&gt;que anda lutando no mar com talento&lt;br /&gt;adeus adeus minha mãe, meu amor&lt;br /&gt;eu hei-de ir hei-de voltar com o tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html"&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-6322332218834634699?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/6322332218834634699/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=6322332218834634699&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/6322332218834634699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/6322332218834634699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/02/banho-maria.html' title='Banho-Maria'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116889489749488165</id><published>2007-02-14T09:58:00.000+01:00</published><updated>2007-02-24T14:16:52.629+01:00</updated><title type='text'>Guerra aberta na redacção do Agreste Avena</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estalou o verniz na redacção do &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/"&gt;Agreste Avena&lt;/a&gt;. Segundo uma fonte anónima que nos falou a coberto do anonimato, por ocasião da reunião destinada a fazer o balanço do primeiro ano de actividades o conflito latente no seio da redacção transformou-se num confronto aberto. As várias secções concordam que o Agreste Avena (AA) necessita de um rumo mais definido, mais preciso, necessita de tornar-se num blogue mais especializado, já não conseguiram foi chegar a um acordo sobre a linha editorial a seguir.&lt;br /&gt;A secção de &lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/viagem-frica.html"&gt;viagens&lt;/a&gt;, e &lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/viagem-s-carabas.html"&gt;viagens&lt;/a&gt; terá sido a primeira a avançar, defendeu&lt;span class="fullpost"&gt; que o AA se devia especializar em escrever sobre outras paisagens, outros lugares, e argumentou que foi essa a génese do AA. A secção de &lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html"&gt;Política&lt;/a&gt; respondeu que a secção de viagens era a grande responsável pelo déficit do AA, aliás decidiu-se imediatamente pelo encerramento dessa secção por limitações orçamentais. A secção &lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/paris.html"&gt;Paris&lt;/a&gt; terá aproveitado a deixa para contrapor que escrever sobre Paris não acarreta custos adicionais, e permitindo respeitar a identidade do AA, ao que a secção de &lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html"&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt; retorquiu "quem é que quer saber de clichés sobre Paris?", recebendo a anuência da quase totalidade da redacção. Também a secção de &lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-do-belm.html"&gt;Posts do Belém&lt;/a&gt; tentou avançar com a ideia de um blogue especializado em futebol, e em particular no Belém, argumentando que a bola iria atrair audiências. A secção de Duvidosos referiu que num blogue que tem mais secções que leitores regulares o argumento das audiências não é válido, ao que a secção de Política acrescentou que o AA é um blogue intelectual de esquerda, e que a secção de bola é só mesmo para dar um ar mais Povo, para afastar o espectro da esquerda caviar. Nesse momento a secção de &lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/luta-anti-cpe.html"&gt;Luta anti-CPE&lt;/a&gt; tentou a aproveita a circunstância para dizer qualquer coisa, mas já ninguém se lembrava muito bem do que era a luta anti-CPE. Foi então que secção &lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2007/01/cames.html" /&gt;Camões&lt;/a&gt; surgiu com a proposta do AA se especializar em poesia Camoniana, que isso sim seria um blogue original e iria pairar acima do nível da blogosfera. A redacção reagiu em coro, lembrando que aquela secção ainda não tinha contribuído com um único texto para o blogue, ao que a secção Camões ainda tentou reagir relembrando que contribui para posts de outros e, essencialmente para o título do AA. A secção de &lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt; apontou ainda a falta de preparação académica para lidar com o assunto. Decidiu-se manter a secção Camões apenas para efeitos simbólicos sendo-lhe atribuída uma mesa ao canto da redacção, mas sem computador, a secção de Camões retorquiu ainda "Morro, mas morro com a Pátria". Foi então a vez da secção de &lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/msica.html"&gt;Música&lt;/a&gt; tentar a sua sorte, mas de imediato a secção de duvidosos contra-atacou "Há mais blogosfera para além de Dizzy Gillespie, o espectro da secção de Música é demasiado reduzido". Nessa altura a secção de Ciência lança um ataque forte, numa longa e fundamentada intervenção advogou ser a única secção com uma preparação técnica suficientemente sólida para escrever sobre um tema em particular, finda a sua exposição a secção de Duvidosos exclamou "BOOOOOORRRIIIINNNNGGGGG", o que se revelou bastante eficaz. A secção de Política sentiu que a situação lhe era favorável e tentou avançar por seu turno, mas imediatamente teve a resistência de toda a redacção, o sentimento era de que há já demasiada política na blogosfera, e é necessário diversificar. A secção de Política não conseguindo impor-se, atingiu com um golpe palaciano a secção de Duvidosos que via como principal opositor, e conseguiu a cisão daquela secção com a criação de três novas secções: &lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2007/01/citaes.html"&gt;Citações&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2007/01/pequenas-perguntas-sem-importncia.html" /&gt;Pequenas perguntas sem importância&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2007/01/grande-e-francesa.html"&gt;À grande e à Francesa&lt;/a&gt;. A secção de Política justificou-se ainda que ninguém levaria a sério um blogue dominado por Posts Duvidosos, o que levou a secção de duvidosos a ironizar "O que o Agreste Avena mais aspira é a ser levado a sério...".&lt;br /&gt;À hora do fecho desta edição a reunião ainda decorria sem que houvesse indicações de que o conflito iria acalmar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html"&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116889489749488165?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116889489749488165/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116889489749488165&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116889489749488165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116889489749488165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/guerra-aberta-na-redao-do-agreste.html' title='Guerra aberta na redacção do Agreste Avena'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116923367709349437</id><published>2007-02-13T20:06:00.000+01:00</published><updated>2007-02-13T20:34:35.085+01:00</updated><title type='text'>Pequenas perguntas sem importância (V)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque é que o vinho que se bebe bem quando faz frio vem dos países quentes, e a cerveja que se bebe bem quando faz calor vem dos países frios?&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2007/01/pequenas-perguntas-sem-importncia.html" /&gt;Pequenas perguntas sem importância&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116923367709349437?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116923367709349437/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116923367709349437&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116923367709349437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116923367709349437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/pequenas-perguntas-sem-importncia-v.html' title='Pequenas perguntas sem importância (V)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-8049917793446898658</id><published>2007-02-12T00:51:00.000+01:00</published><updated>2007-06-10T16:04:19.981+02:00</updated><title type='text'>Ainda não é desta que peço o divórcio...</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Eu e a minha nacionalidade temos uma relação difícil, estamos unidos oficialmente, no papel, mas está difícil. De há uns anos para cá é uma relação tumultuosa, com infidelidades várias (da minha parte). Um flirt que durou poucos meses, quando vim a esta minha casa actual pela primeira vez. Uma outra relação de quatro anos quando estive no exílio no Pacífico Noroeste - sabia que era temporário, que não ia durar para sempre, mas foi uma facadinha que me soube melhor do que eu esperaria. Agora há já um par de anos que estou onde estou, país desenvolvido, gente civilizada, gosto muito.&lt;br /&gt;Este fim-de-semana lá fui a casa falar com a minha nacionalidade, pôr as&lt;span class="fullpost"&gt; coisas em pratos limpos. Perguntei-lhe se estava preparada para uma relação moderna, civilizada e ocidental, se não tivesse era o divórcio. Ela respondeu-me que SIM, aí com uns 43,61% de empenho mas com uns bons 59,25% de certeza. É bonito, é uma resposta clara, não tão tímida quanto eu temia. E disse-me ainda que as coisas estão diferentes para melhor, que já não há tantos acidentes nas estradas, e que há uns serviços públicos que funcionam bem, e umas reformas que estão a avançar. Jurou-me que está a tentar tornar-se num país moderno. Fiquei comovido. Chega para não pedir o divórcio (pelo menos para já...). Vamos continuar assim, oficialemente mantemos a nossa união, mas vivemos separados de facto. Estou nos braços de outra, e vou ficando, mas de vez em quando volta a casa só para manter as aparências.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html"&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-8049917793446898658?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/8049917793446898658/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=8049917793446898658&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/8049917793446898658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/8049917793446898658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/02/ainda-no-desta-que-peo-o-divrcio.html' title='Ainda não é desta que peço o divórcio...'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-4362736508901438275</id><published>2007-02-08T22:00:00.000+01:00</published><updated>2007-02-08T11:32:51.243+01:00</updated><title type='text'>Lá vou eu de novo...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou de novo passar uns dias à &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/11/de-regresso-ao-inverno.html" /&gt;Primavera&lt;/a&gt;. Parece que têm lá uma questão complicada para resolver e querem saber a minha opinião, a mim parece-me bem que SIM. Na realidade eu é que me ofereci como voluntário para dar a minha opinião, e sou de opinião que SIM. Eu e mais uns quantos, achamos todos que SIM. Mas também há os que acham que NÃO, mas aquilo é um bocado confuso, os que acham que NÃO passam a vida a tentar baralhar as ideias dos que ainda não sabem se SIM se NÃO. Mas para mim - pessoalmente - está em jogo bem mais do que uma simples pergunta de SIM ou NÃO, é sobretudo tentar perceber o que é que a Primavera quer si própria, para eu saber o que quero dela (ou ela de mim). Enfim, lá para domingo ao fim da noite saberemos no que é que isto dá. Amanhã, pela alvorada, meto-me no avião e vou.&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html"&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-4362736508901438275?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/4362736508901438275/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=4362736508901438275&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/4362736508901438275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/4362736508901438275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/02/l-vou-eu-de-novo.html' title='Lá vou eu de novo...'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-4347184565531114912</id><published>2007-02-08T00:07:00.000+01:00</published><updated>2007-02-13T20:46:14.535+01:00</updated><title type='text'>Citações (IV)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Já se sabe: por uma linha razoável ou uma notícia correcta há léguas de insensatas cacofonias, de embrulhadas verbais e de incoerências"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Jorge Luís Borges, &lt;i&gt;in&lt;/i&gt; Ficções (A Biblioteca de Babel)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;P.S. - Aplica-se bem à campanha do NÃO por estes dias...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2007/01/citaes.html"&gt;Citações&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-4347184565531114912?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/4347184565531114912/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=4347184565531114912&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/4347184565531114912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/4347184565531114912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/02/citaes-iv.html' title='Citações (IV)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116310425439926014</id><published>2007-02-04T21:30:00.000+01:00</published><updated>2007-02-24T14:14:09.996+01:00</updated><title type='text'>O síndrome da mulher demasiado bonita</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheço uma mulher, jovem, que é lindíssima, podia até ser top model. É inteligente, tem um bom currículo académico, e em geral a vida tem-lhe corrido, pode dizer-se, bastante bem! Dá-me a sensação que única infelicidade que lhe aconteceu é tudo nela ser assim tão sem mácula. É como que a sua prisão. Só a perfeição é aceitável, nada abaixo de perfeito pode ser tolerado. A sua existência é um permanente zelar pela sua imagem de perfeição. Tudo tem que ser perfeito. A roupa que veste tem que ser perfeita, veste-se bem, mas desportiva, &lt;i&gt;casual&lt;/i&gt;, nunca roupa demasiado cara ou vistosa, seria uma demonstração de ostentação, exibicionismo, isso é imperfeito, ela tem que estar bem na sua pele,&lt;span class="fullpost"&gt; confortável e descontraída. Tem que dar a imagem que se veste bem, mas não liga muito a essas futilidades. O namorado também tem que ser perfeito, igualmente bonito, inteligente, bem sucedido e descontraído. Aquilo que diz também tem que ser perfeito, jamais arrisca fazer uma pergunta difícil pois poderia ser apanhada a fazer perguntas pouco pertinentes, e isso seria imperfeito. Quando diz algo incorrecto e lhe é chamada a atenção para isso, imediatamente nega, nota-se aliás uma enorme experiência no exercício desse contorcionismo que é explicar-nos que interpretámos mal o que disse e re-escrever o que realmente disse. Nunca arrisca contar uma piada, assim nunca conta piadas secas, e isso seria imperfeito. Contudo tem sempre um sorriso na cara, sempre jovial, fresca, solta, leve. Quando interpelada a tomar uma posição raramente se compromete, poderia acabar do lado errado, e isso seria imperfeito. Mas, claro, abre uma excepção quando se trata de uma posição consensual, aí adere ao consenso, pois encontrar-se só no grupo dos que não tomam posição quando a escolha é óbvia seria mal visto, logo imperfeito. A sua maneira de andar também tem que ser perfeita, tem que andar com elegância, mas sem ser espanpanante, um ligeiro gingar das ancas mas muito subtil, e sobretudo, oh céus!, evitar a vulgaridade. A sua maneira de olhar as pessoas quando fala com alguém tem que ser igualmente elegante e sóbria. Até a sua posição quando quando está sentada a trabalhar, se tiver que fazer uma escolha entre estar sentada confortavelmente e elegantemente, bem, nem sequer é um escolha, é uma obrigação. Faz pose em permanência, abomina a deselegância, e não se lhe conhece uma falha. De qualquer modo apontar-lhe uma falha seria deselegante, pior: insolente, e quem é insolente obviamente perde a razão, perde automaticamente a razão, está garantida assim a defesa contra que ouse apontar-lhe uma falha. O seu zelo pela imagem de perfeição é um notável esforço, titânico, sobre-humano. É impressionante a energia gasta nessa interminável tarefa. Visto do lado de quem é imperfeito é lamentável ver alguém nessa auto-infligida prisão (visto do lado de dentro estou certo que é bem diferente).&lt;br /&gt;Mas conheço pior, há quem se lance nessa senda, sem sequer se aproximar vagamente da perfeição, aí o drama transforma-se em tragi-comédia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html"&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116310425439926014?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116310425439926014/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116310425439926014&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116310425439926014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116310425439926014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/o-sndrome-da-mulher-demasiado-bonita.html' title='O síndrome da mulher demasiado bonita'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-2514685455855998668</id><published>2007-02-01T19:53:00.000+01:00</published><updated>2007-02-02T09:33:23.536+01:00</updated><title type='text'>Com dedicatória a Sarkozy</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/sarko.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/sarko.gif" alt="" height="200" width="120" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vai já para duas semanas que Sarkozy &lt;a href="http://www.latribune.fr/info/Nicolas-Sarkozy-s-efforce-de-convaincre-qu-il-a--change--%7E-OFRTP-FRANCE-PRESIDENTIELLE-SARKOZY-20070115TXT-$Db=News/News.nsf-$Channel=Politique"&gt;anunciou&lt;/a&gt; ao país que mudou, é um &lt;a href="http://www.lemonde.fr/web/article/0,1-0@2-823448,36-855308,0.html?xtor=RSS-3208"/&gt;homem novo&lt;/a&gt;. Sarkozy já não é aquele político autoritário obcecado com a segurança e com os estrangeiros, afinal agora preocupa-se com a justiça social. Já não é um político economicamente ultra-liberal, afinal sofre com o drama dos trabalhadores (sic). Já não é um atlantista, até critica Bush. Já não é aquele político irascível que não suporta a crítica, adoptou um tom moderado, concilidador e dialogante. Sarkozy disse não menos de nove vezes as palavras "J'ai changé" (Eu mudei), no seu discurso de posse como candidato à presidência pela UMP. É um homem novo que nasce, que mudou devido às duras provas por que tem passado na sua vida política.&lt;br /&gt;A mim, comovido (schuif, schuif) e sensibilizado pela nova dimensão humana do pequeno Nicolas, só me ocorre dedicar-lhe um poema, a letra de uma canção de Ney Matogrosso: Calúnias - Telma eu não sou Gay (que é uma tradução livre de &lt;i&gt;Tell me once again&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Diz que vai dar, meu bem / Seu coração pra mim / Eu deixei aquela vida de lado / E não sou mais um transviado&lt;br /&gt;Refrão: Telma, eu não sou gay / O que falam de mim são calúnias / Meu bem, eu parei . . . &lt;br /&gt;Não me maltrate assim / Não posso mais sofrer / Vamos ser um casal moderno / Você de bobs e eu de terno&lt;br /&gt;(refrão)&lt;br /&gt;Eu sou introvertido / Até no futebol / Isso tudo não faz sentido / E não é meu esse baby-dool&lt;br /&gt;(ref.)&lt;br /&gt;( Telma, ô Telminha, não faz assim comigo, Não me puna por essas manchas do passado, Já passou, Esses rapazes são apenas meus amigos...)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;P.S. - Publicado originalmente no &lt;a href="http://avezdopeao.blogspot.com/"&gt;Peão&lt;/a&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-2514685455855998668?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/2514685455855998668/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=2514685455855998668&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/2514685455855998668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/2514685455855998668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/02/com-dedicatria-sarkozy.html' title='Com dedicatória a Sarkozy'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116868606469019230</id><published>2007-02-01T10:39:00.000+01:00</published><updated>2007-02-13T20:33:37.660+01:00</updated><title type='text'>Pequenas perguntas sem importância (IV)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que horas são no Pólo Norte?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2007/01/pequenas-perguntas-sem-importncia.html" /&gt;Pequenas perguntas sem importância&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116868606469019230?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116868606469019230/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116868606469019230&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116868606469019230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116868606469019230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/pequenas-perguntas-sem-importncia-iv.html' title='Pequenas perguntas sem importância (IV)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-4999646042965748783</id><published>2007-02-01T10:13:00.000+01:00</published><updated>2007-02-01T10:25:10.369+01:00</updated><title type='text'>Estou mesmo orgulhoso...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu que pensava que só os blogues "importantes" é que tinham direito a lixo nas caixas dos comentários... Agora o também o Agreste Avena já faz parte desse clube tão selecto que são os blogues a quem o riapa se dedica a deixar comentários, e logo 2 (DOIS!, &lt;a href="https://www2.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116203572818521629&amp;isPopup=true"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="https://www2.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=1577672957039300350&amp;isPopup=true"&gt;aqui&lt;/a&gt;) comentários racistas, insultuosos, irracionais, fascistoídes, enfim o melhor do melhor do que faz o riapa. Estou tocado no fundo do meu âmago, não caibo em mim de contentamento, aos meses que eu esperava por este momento. Esses rapazes que se dedicam a tempo inteiro à arte de deixar lixo nas caixas dos comentários dos blogues, horas de sono perdido nessa incansável labuta de formiguinha, que é ler blogues de que não gostam para depois poderem insultar, essa gente finalmente dedicou-me uns minutos da sua atenção. Do fundo do coração: Muito obrigado!&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html"&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-4999646042965748783?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/4999646042965748783/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=4999646042965748783&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/4999646042965748783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/4999646042965748783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/02/estou-mesmo-orgulhoso.html' title='Estou mesmo orgulhoso...'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116203572818521629</id><published>2007-01-30T13:41:00.000+01:00</published><updated>2008-12-11T08:25:06.611+01:00</updated><title type='text'>Para quem acha que o Belenenses é um clube de direita</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracef*ully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_y0f_YZty5Pk/Rb5zGq3kfXI/AAAAAAAAAAM/LyDnaChctGs/s1600-h/BelemEsquerda.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_y0f_YZty5Pk/Rb5zGq3kfXI/AAAAAAAAAAM/LyDnaChctGs/s400/BelemEsquerda.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5025580792615828850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acontece-me amiúde ouvir o seguinte comentário: "O quê? [sobrolho levantado e testa franzida] Tu és do Belenenses e és de esquerda? [contracção facial fácil demonstrando desdém]". Mais ainda, isto vem de notórios lagartos (que é nome que se dá aos adeptos do clube do Visconde, esse grande defensor da classe operária) ou de ferrenhos lampiões (nome que se dá aos adeptos do clube conseguiu, durante a ditadura, ser fascista e comunista ao mesmo tempo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois a 30 de Janeiro de 1938 (comemoram-se hoje 69 anos) deu-se o acontecimento que tira todas as dúvidas sobre o assunto. Vê-se ali na foto acima, e é o mais antigo acto público de protesto contra a ditadura&lt;span class="fullpost"&gt; fascista em Portugal de que tenho conhecimento (o que não quer dizer que seja o mais antigo em absoluto), e foi levado a cabo por três jogadores do Belenenses: Amaro (histórico capitão de equipa), Quaresma (tio-avô do Ricardo Quaresma) e Simões. Na foto são os quarto, quinto e sexto jogadores a contar da esquerda. Estava para iniciar-se o jogo entre Portugal e Espanha, jogo não reconhecido internacionalmente devido à Guerra Civil Espanhola, e quando os jogadores da selecção nacional deveriam fazer a saudação fascista, os três jogadores do Belenenses não o fizeram. Quaresma simplesmente não levantou o braço, Amaro e Simões ainda mais provocatoriamente cerram o punho, em alusão à simbologia comunista. Foram todos interrogados pela PIDE a seguir. O mais caricato foi quando a revista &lt;i&gt;Stadium&lt;/i&gt; tentou acrescentar uns dedos postiços a Amaro e Simões, o que só trouxe mais atenção ao protesto dos jogadores (ampliando a imagem talvez dê para ver). Quaresma conta a sua versão &lt;a href="http://cantoazulaosul.blogspot.com/2005/05/fomos-campees-parte-i.html" /&gt;neste post&lt;/a&gt; do Henrique Amaral (mais para o fim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena referir ainda que o Belenenses é desde a sua génese um clube popular. Foi fundado por Artur José Pereira, numa cisão do Sport Lisboa e Benfica, porque Artur José Pereira - um puro - achou que o SLB já não correspondia ao clube do povo que fora outrora o seu percursor Sport Lisboa. O Belenenses continua a ser ainda hoje o clube popular de Artur José Pereira. Quando uma pessoa escolhe o seu clube (o que acontece por volta dos quatro anos) deve ter estes factores em conta. Eu debrucei-me, à época, afincadamente sobre o assunto, fiz inúmeras pesquisas na internet e cheguei à conclusão que o Belenenses é o clube que melhor se identifica com as minhas ideias. Quero lá saber que o mais &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/declarao-de-voto.html"/&gt;ridículo portugês de sempre&lt;/a&gt; fosse adepto do Belém, somos um clube tolerante e só por caridade (e porque ele nos pagou a construção do nosso lindíssimo estádio) que não o pusemos com dono.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-do-belm.html" /&gt;Posts do Belém&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116203572818521629?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116203572818521629/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116203572818521629&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116203572818521629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116203572818521629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/para-quem-pensa-que-o-belenenses-um.html' title='Para quem acha que o Belenenses é um clube de direita'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_y0f_YZty5Pk/Rb5zGq3kfXI/AAAAAAAAAAM/LyDnaChctGs/s72-c/BelemEsquerda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-1577672957039300350</id><published>2007-01-29T00:27:00.000+01:00</published><updated>2007-02-01T10:28:25.894+01:00</updated><title type='text'>Escolhe o teu Esquerdista preferido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu primeiro &lt;a href="http://avezdopeao.blogspot.com/2007/01/escolhe-o-teu-esquerdista-preferido.html"/&gt;post&lt;/a&gt; no &lt;a href="http://avezdopeao.blogspot.com"/&gt;Peão&lt;/a&gt; vai ser sobre as eleições presidenciais em França (e palpita-me que não vai ser o último sobre o tema).&lt;br /&gt;Há cinco anos Jean-Marie Le Pen conseguiu passar à segunda volta da eleições, ultrapassando Lionel Jospin. Apesar de gozar de uma boa imagem Jospin viu os votos da esquerda distribuídos por uma miríade de candidatos (o que não desresponsabiliza Jospin e p PSF da derrota). Este ano parece que o eleitorado "aprendeu" a lição e mais que provavelmente a candidata do PS, Ségolène Royal, vai beneficiar do voto útil, as sondagens apontam para mais de 30% à primeira volta, o que seria o dobro de Jospin em 2002.&lt;br /&gt;A questão é de saber se os partidos à esquerda do PS "aprenderam" também alguma coisa, e quer-me parecer que não. A esquerda alternativa (quero dizer alternativa ao PSF) encontra-se num beco sem saída, se se verificarem as previsões das sondagens serão os grandes prejudicados pelo voto útil, se não for o caso arriscam-se a levar de novo a extrema-direita à segunda volta. A solução seria uma candidatura&lt;span class="fullpost"&gt; unitária que permitisse uma convergência dos vários partidos e movimentos de esquerda, que até já se vem desenhando desde o movimento anti-globalização. Seria uma excelente ocasião para o aparecimento de um novo movimento político à esquerda, com possiblidades de ter um expressão importante. Mas não foi o que aconteceu.&lt;br /&gt;Alguns simplesmente apoiam Ségolène Royal, como Christiane Taubira (Parti Radical de Gauche), deputada guianesa que em 2002 ganhou muitos votos das Antilhas, e Nicolas Hulot apresentador de televisão ecologista que seria a figura mediática para uma candidatura dos "Verdes". No resto repete-se mais ou menos o cenário de 2002. Arlette Laguiller (Lute Ouvirère) decidiu candidatar-se pela sexta (!) vez às presidenciais, esteve desde início fora de qualquer possibilidade de convergência. O Partido Comunista (PCF) ainda tentou fazer crer que estaria interessado numa candidatura unitária. Foi lançada uma iniciativa conjunta com outros partidos e colectividades da sociedade civil para encontrar um candidato comum, fixou-se que seria um candidato de consenso e não eleito por simples maioria. O PCF recuperou os maus hábitos de comunistas, enviou militantes para as colectividades para tentar influenciar a escolha do candidato e forçou a mão. O PCF nunca esteve interessado numa candidatura conjunta, simplesmente quis aproveitar o movimento em benefício da sua própria candidatura, a de Marie-George Buffet. Nem quando viu que essa estratégia estava condenada desistiu, o resultado foi um estrondoso falhanço da candidatura unitária. Além de Buffet, que avançou sozinha, resultou deste falhanço também a candidatura Olivier Besancenot (Ligue Comuniste Révolutionaire), a candidatura dos Verdes, e muito provavelmente de José Bové. Pelos Verdes, com a retirada de Nicolas Hulot apresenta-se Dominique Voynet. José Bové, inicialmente tinha posto de parte uma candidatura por não ser consensual, mas neste cenário vai seguramente avançar. E espero não me ter esquecido de ninguém...&lt;br /&gt;O que me incomoda nesta fragmentação é que uma esquerda que ser diz defensora de valores como a solidariedade e a tolerância não consiga viver com a diversidade. Vendo bem, todos estes candidatos se diferenciam muito pouco em termos do programa político, para o eleitor torna-se uma questão quase pessoal escolher entre um deles. Ainda assim, para mais sabendo que avançam para o suicídio político, continuam.&lt;br /&gt;Mesmo sem acompanhar muito a cena política fora de Portugal e França, parece-me que não há muitos exemplos, se é que há de todo, de convergência entre a esquerdas alternativas como o Bloco de Esquerda em Portugal. Nitidamente o resultado é mais do que a soma das partes, mas é um exemplo que ninguém parece seguir, e em França está bem patente que não vai acontecer tão cedo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-1577672957039300350?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/1577672957039300350/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=1577672957039300350&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/1577672957039300350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/1577672957039300350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/escolhe-o-teu-esquerdista-preferido.html' title='Escolhe o teu Esquerdista preferido'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-3209184506015522568</id><published>2007-01-26T19:35:00.000+01:00</published><updated>2007-01-26T19:49:29.804+01:00</updated><title type='text'>A Vez do Peão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O &lt;a href="http://avezdopeao.blogspot.com/"&gt;Peão&lt;/a&gt; é um novo blogue que surgiu há pouco, e para o qual fui convidado a participar. Aceito o convite, com muito gosto, e vou mandar a primeira posta em breve. Vou continuar aqui no Agreste Avena, vou andar cá e lá. Talvez algumas coisas sejam postadas aqui e lá, ou talvez não, talvez separe os temas dos posts num lado e noutro, e talvez no Agreste Avena mude um pouco o estilo, não sei, nem é muito importante agora.&lt;br /&gt;Vou participar num blogue colectivo, com bloguers que aprecio bastante. Vai ser engraçado. Passem por lá e leiam, já há muito material, eu já lá vou ter não tarda.&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html"&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-3209184506015522568?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/3209184506015522568/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=3209184506015522568&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/3209184506015522568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/3209184506015522568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/vez-do-peo.html' title='A Vez do Peão'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116445240833411833</id><published>2007-01-26T08:59:00.000+01:00</published><updated>2007-02-13T20:45:54.006+01:00</updated><title type='text'>Citações (III)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"mais l'œuvre de l'homme vient seulement de commencer&lt;br /&gt;et il reste à l'homme à conquérir toute interdiction immobilisée aux coins de sa ferveur&lt;br /&gt;et aucune race ne possède le monopole de la beauté, de l'intelligence, de la force&lt;br /&gt; et il est place pour tous au rendez-vous de la conquête"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.cesaire.org/" /&gt;Aimé Césaire&lt;/a&gt;, Cahier d’un retour au pays natal (1956)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;tradução (minha):&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;"mas a obra do homem apenas agora começou&lt;br /&gt;e falta ainda ao homem conquistar todas as interdições fixadas nos resquícios do seu fervor&lt;br /&gt;e nenhuma raça possui o monopólio da beleza, da inteligência, da força&lt;br /&gt;e é um lugar para todos o encontro marcado com a conquista"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2007/01/citaes.html"&gt;Citações&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116445240833411833?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116445240833411833/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116445240833411833&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116445240833411833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116445240833411833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/citaes-iii.html' title='Citações (III)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116967770212833338</id><published>2007-01-25T08:09:00.000+01:00</published><updated>2007-02-07T09:29:12.273+01:00</updated><title type='text'>Quem faz investigação, quem a paga e quem beneficia?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem faz a investigação científica são em grande maioria instituições públicas, ou instituições privadas sem fins lucrativos. Ou seja, a investigação é numa enorme maioria paga por dinheiros públicos, ou seja de contribuintes, e por doações de beneméritos. Há excepções, como algumas áreas ligadas às tecnologias, mas seguramente não nas ciências biomédicas. A investigação que leva à descoberta de novos fármacos para combater qualquer doença é feita em laboratórios públicos, universidades, ou institutos de investigação fundamental, nunca nos laboratórios das empresas farmacêuticas. Se, por exemplo, se fizer uma pesquisa bibliográfica sobre os últimos desenvolvimentos no combate à SIDA pode verificar-se isso mesmo, se for o Cancro dá no mesmo, e por aí a fora. No entanto são as empresas farmacêuticas quem detém as patentes dos medicamentos que comercializam, e graças a isso podem estabelecer monopólios de determinados produtos. Para obterem as patentes&lt;span class="fullpost"&gt; as farmacêuticas têm duas possibilidades, podem pura e simplesmente comprar essas patentes aos investigadores que desenvolveram a pesquisa (o que me parece eticamente duvidoso, embora seja legal), ou então fazer ligeiras alterações aos produtos já existentes e patentear esse produto modificado (o que não passa de um estratagema). Acontece que essas modificações não alteram o efeito terapêutico, não trazem nada de clinicamente novo, mas podem tornar a produção mais fácil e mais barata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão que a me parece importante - a mim e a muita gente - é saber se é legítimo uma empresa farmacêutica deter a patente, e logo o monopólio, de um produto que pode salvar vidas e é conseguido graças ao dinheiro de contribuintes (e beneméritos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem isto a propósito de um processo em tribunal lançado pela Novartis, um gigante suíço da indústria farmacêutica, algo como a terceira maior do mundo, contra o estado indiano. A Índia tem uma lei de patentes que permite a produção de genéricos em larga escala, a preços reduzidos sem ter que sujeitar-se a autorizações das empresas farmacêuticas. Repare-se que a lei indiana nem sequer impede as patentes de medicamentos, simplesmente considera que alterações triviais de fármacos já existentes não merece uma nova patente. Para dar um exemplo concreto, uma alteração trivial é o aspegic em relação à aspirina, em vez de ácido acetil-salicílico tem-se acetil-salicilato de sódio, o que dá no mesmo. Se o produto original já tiver uma patente é essa patente que vale (o que até pode proteger as farmacêuticas em certos casos), se o produto original não tiver patente então as modificações também não são patenteadas e são de uso livre. A Novartis alega que esta lei é contrária às regras da Organização Mundial do Comércio (mas OMC), mas a OMC tem excepções às regras de propriedade intelectual específicas para os produtos farmacêuticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a Novartis ganhar o processo as consequências podem ser, serão seguramente, enormes, e quem vai ser prejudicado são aqueles que beneficiam hoje dos medicamentos a baixo custo produzidos na Índia. E a Índia está a tornar-se numa espécie de farmácia para o "terceiro mundo" (o que quer que isso seja), os medicamentos a baixo custo produzidos na Índia servem a muita gente, por exemplo 80% dos anti-retrovirais que a ONG &lt;a href="http://www.msf.org/" /&gt;Médicos Sem Fronteiras (MSF)&lt;/a&gt; usa nos seus programas de combate à SIDA vêm da Índia. Este processo judicial não é único, já em 2001 várias farmacêuticas, entre as quais a Novartis, moveram em conjunto um processo idêntico que acabaram por abandonar devido à intensidade dos protestos a nível internacional. Actualmente as outras farmacêuticas estão na expectativa, a ver para que lado cai, se a Novartis ganhar, outras moverão processos idênticos, Tal como fizeram em 2001, os MSF lançaram agora uma &lt;a href="http://www.msf.org/petition_india/france.html" /&gt;petição online&lt;/a&gt; contra este processo, e ao que parece a recolha das assinaturas segue a bom ritmo (a minha incluída), e lançaram outras iniciativas para fazer pressão sobre a Novartis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem quiser ler mais sobre o assunto, embora não esteja nas primeiras páginas dos jornais (o que tenho alguma dificuldade em perceber) há vários artigos disponíveis: Uma notícia na Nature (link só para assinantes, mas está aqui em &lt;a href="http://agresteavena.noosblog.fr/mon_weblog/files/NatureMSF.pdf" /&gt;PDF&lt;/a&gt;), &lt;a href="http://www.lemonde.fr/web/article/0,1-0@2-3234,36-859023,0.html?xtor=RSS-3208" /&gt;uma no Le Monde&lt;/a&gt;, na &lt;a href="http://in.today.reuters.com/news/NewsArticle.aspx?type=businessNews&amp;storyID=2006-12-20T084841Z_01_NOOTR_RTRJONC_0_India-280880-1.xml" /&gt;Reuters em inglês&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://br.today.reuters.com/news/newsArticle.aspx?type=worldNews&amp;storyID=2006-11-14T232144Z_01_B502042_RTRIDST_0_MUNDO-CIENCIA-PATENTES-REMEDIOS-POL.XML" /&gt;em português&lt;/a&gt;, e no site da ONG &lt;a href="http://www.oxfamsol.be/fr/article.php3?id_article=849" /&gt;Oxfam&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116967770212833338?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116967770212833338/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116967770212833338&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116967770212833338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116967770212833338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/quem-faz-investigao-quem-paga-e-quem.html' title='Quem faz investigação, quem a paga e quem beneficia?'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116959243044946350</id><published>2007-01-23T21:35:00.000+01:00</published><updated>2007-01-25T10:02:54.640+01:00</updated><title type='text'>Por um ponto-e-vírgula, f#$%-se!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/1600/778706/TemplateExplorer.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/400/332386/TemplateExplorer.jpg" border="0" width="200" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem já veio aqui a este blogue usando o Internet Explorer deve ter reparado que havia um pequeno problema com o template (é o caso do meu amigo &lt;a href="http://anauel.blogspot.com/" /&gt;Anauel&lt;/a&gt;, veja-se o &lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116651471808446724&amp;isPopup=true" /&gt;comentário&lt;/a&gt; ao post anterior). Pois correndo o risco de me expor ao ridículo vou contar a verdadeira estória, que não tem nada de excitante a não ser talvez o ridículo a que me exponho. Pois acontece que eu nem sou muito versado em html (coisa extremamente inútil para quem trabalha com genética e biologia molecular), mas deu-me na cabeça que aqui o Agreste Avena haveria de ter duas colunas, uma de cada lado do texto&lt;span class="fullpost"&gt; principal. O Blogger não tinha à época nenhum template disponível com duas colunas, ou seja, tive que inventar, o que me deu algum trabalho. Como não frequento o Explorer (eu sou um gajo muito Mac), isto foi tudo feito com o Safari e Firefox. Só  mais tarde me apercebi que havia um problema com o Explorer, a coluna da direita sobrepunha-se com o texto principal, e o resultado era uma coisa feia (ver foto). A cena irritou-me um bocadinho, coisa pouca, mas já era tarde de mais, voltar atrás era demasiado trabalho. Lá fui amiúde fazendo as minhas tentativas de resolver o problema (o que no final de contas talvez não tenha sido menos trabalho), sempre sem sorte nenhuma - ainda para mais fazia um dia uma tentativa, só no dia seguinte é que via o resultado, ou a falta dele para ser mais exacto. Pus um aviso no cima da página a dizer que os outros browsers funcionavam nem, num de herói tipo "não quero saber do Bill Gates para nada!". Tretas, não conseguia era resolver a porcaria do erro com o html. Um dia lá pedi um PC emprestado, Ella emprestou-me o d'Ella, e ataquei-me ao problema usando o Explorer para ver se finalmente dava com a coisa. Não que eu tenha finalmente cedido à opressão do monopólio Windows, mas preocupava-me era esses dois terços da população que estavam privados de usufruir o Agreste Avena em toda a sua plenitude (sim, que eu sou um filantropo). Já não basta serem oprimidos pelo Bill Gates, ainda por cima ficam privados deste humilde blogue. Era nessas pessoas que esteve o meu pensamento o tempo todo. Lá me pus às voltas e a páginas tantas olhei para uma linha e pensei "olha falta ali um ';'..." (agora por extenso "olha falta ali um ponto-e-vírgula..."), e experimentei pôr lá o ';', e não é que a porra do ';' resolveu-me a merda do problema?!?! Isto dá-me vontade de me armar em &lt;a href="http://acausafoimodificada.blogspot.com/"/&gt;maradona&lt;/a&gt; e escrever um post cheio de palavrões c%ß%lho! Tanta coisa, por um ponto-e-vírgula, f#$%-se!&lt;br /&gt;Convenhamos também que o Explorer é um gajo um bocado burro. E foi isso que fez este situação arrastar-se tanto tempo. Pois quando eu explico ao resto da malta o template que eu quero - ao Firefox, ao Safari, ao Netscape, ao Opera - eles todos percebem o que quero dizer, mesmo sem o raio do ';', só o Explorer é que não percebe, é burro. Mas logo é esse burro que a maioria dos leitores preferem vá-se lá saber porquê. Seja como for, já passou, agora podeis todos desfrutar deste blogue sem discriminações. Enjoy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. - Imagem sacada no &lt;a href="http://www.telmoduarte.com.pt/5036.html" /&gt;Fragmentos Digitais&lt;/a&gt; (curioso isto de ir a outro lado sacar uma imagem do meu blogue...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html"&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116959243044946350?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116959243044946350/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116959243044946350&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116959243044946350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116959243044946350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/por-um-ponto-e-vrgula-f-se.html' title='Por um ponto-e-vírgula, f#$%-se!'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116651471808446724</id><published>2007-01-21T20:51:00.000+01:00</published><updated>2007-02-13T21:09:54.699+01:00</updated><title type='text'>À grande e à Francesa: O conceito de contrepétrie</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto quando se é imigrante, tentar perceber a cultura de um outro povo, além de um necessidade prática não negligenciável, pode ser um desafio estimulante. O sentido de humor é, na minha humilde opinião, um inestimável recurso, incomparável fonte de informação. Pergunto-me amiúde sobre os outros "O que é que os faz rir?". Neste busca encontrei a &lt;i&gt;Contrepétrie&lt;/i&gt;, é assim um género de trocadilho com que os franceses se divertem, e - mais importante - que eles próprios vêm como sendo algo muito francês. Consiste em encontrar frases que trocando-se-lhes de posição apenas uma sílaba, ou um som, altera-se completamente  o sentido da frase. Para ser uma boa &lt;i&gt;contrepétrie&lt;/i&gt; deve transformar-se uma frase banal e inocente numa outra muito menos recomendável, o objectivo é mesmo perverter a frase inicial. E o gozo está em conseguir com o mínimo toque, tão subtil quanto possível, obter o máximo de efeito. É aí que reside a essência da coisa, porque corresponde ao arquétipo do estilo (essa obsessão nacional).&lt;br /&gt;Dando como exemplo a &lt;i&gt;contrepétri&lt;/i&gt; mais famosa no mercado: "&lt;i&gt;Je te laisse le choix dans la date&lt;/i&gt;" (deixo-te a escolha da data). O indivíduo põe um ar inocente, alega uma pretensa dislexia e troca os sons do "ch" e "d", foneticamente a frase fica: "&lt;i&gt;Je te laisse de doigt dans la chatte&lt;/i&gt;" (deixo-te o dedo na rata). Lá está uma &lt;i&gt;contrepétrie&lt;/i&gt; perfeita. Ainda outro exemplo "&lt;i&gt;Le Fakir est parvenu à passer par la Chine&lt;/i&gt;" (O Faquir conseguiu passar pela China) trocando o "p" e o "ch" fica "&lt;i&gt;Le Fakir est parvenu à chier par la pine&lt;/i&gt;" (esta vou abster-me de traduzir). De facto percebo-os muito melhor agora...&lt;a href="http://" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2007/01/grande-e-francesa.html"&gt;À grande e à Francesa&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116651471808446724?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116651471808446724/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116651471808446724&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116651471808446724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116651471808446724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/grande-e-francesa-o-conceito-de.html' title='À grande e à Francesa: O conceito de &lt;i&gt;contrepétrie&lt;/i&gt;'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116819763282870672</id><published>2007-01-18T20:08:00.000+01:00</published><updated>2007-02-13T20:44:53.415+01:00</updated><title type='text'>Citações (II)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"C'est ça que les journalistes ont parfois du mal à saisir. Un spectateur peut, le lundi, voir le Disney, et le mardi, le Woody Allen. C'est la même personne(...)"&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.luc-besson.com/"&gt;Luc Besson&lt;/a&gt; em entrevista ao &lt;i&gt;A Nous Paris&lt;/i&gt; (Dezembro, 2006)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;tradução (minha):&lt;span class="fullpost"&gt; "É isso que por vezes os jornalistas têm dificuldade em perceber. Um espectador pode, segunda-feira, ver um filme Disney, e terça, um Woody Allen. É a mesma pessoa (...)"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2007/01/citaes.html"&gt;Citações&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116819763282870672?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116819763282870672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116819763282870672&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116819763282870672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116819763282870672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/citaes-ii.html' title='Citações (II)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116906816442174356</id><published>2007-01-17T21:43:00.000+01:00</published><updated>2007-06-10T16:30:22.754+02:00</updated><title type='text'>Música do CPE: Ah!, gloriosos anos...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/1600/774605/CircoDeFeras.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; float:left; cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/320/896344/CircoDeFeras.jpg" width="200" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já vai sendo altura de mudar a música ali da JukeBox da coluna da direita. O meu &lt;a href="http://garedelest.blogspot.com/2006/04/contrato-pe-esta-que-espectacular.html"/&gt;parceiro&lt;/a&gt; do CPE, que é um gajo porreiro, escolheu e escolheu bem. Decidiu levar-nos (falo na primeira pessoa do plural referindo-me aos que já temos idade para ir vendo alguns cabelos brancos nas nossas cabeças, ou noutros casos a falta deles) de volta aos nossos anos de &lt;i&gt;teenagers&lt;/i&gt;. Vai daí o &lt;a href="http://garedelest.blogspot.com/"/&gt;Belo&lt;/a&gt; manda-me um clássico do Rock Português, devidamente assinalado por uma comenda do 10 de Junho aqui há uns anos, de que eu por acaso até tenho o original em Vinil (e nem sei muito bem como é que vou conseguir passar para MP3, mas isso é outra conversa). Toca a partir de agora "Contentores" dos "Xutos e Pontapés", do álbum "Circo de Feras" de 1987 (já foi há vinte anos, porra!). E é melhor eu ficar por aqui que a escrita está-me a resvalar para a inconsssiência - com três S's, os mais velhos talvez se lembrem ainda da piada....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficam aqui a letra e a música:&lt;/div&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://agresteavena.noosblog.fr/mon_weblog/files/Contentores.m4a" autoplay="false" height="30" width="150"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;Contentores&lt;br /&gt;Xutos e Pontapés&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carga pronta metida nos contentores&lt;br /&gt;Adeus aos meus amores que me vou&lt;br /&gt;P'ra outro mundo&lt;br /&gt;É uma escolha que se faz&lt;br /&gt;O passado foi lá atrás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carga pronta metida nos contentores&lt;br /&gt;Adeus aos meus amores que me vou&lt;br /&gt;P'ra outro mundo&lt;br /&gt;Num voo nocturno num cargueiro espacial&lt;br /&gt;Não voa nada mal isto onde vou&lt;br /&gt;P'lo espaço fundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudaram todas as cores&lt;br /&gt;Rugem baixinho os motores&lt;br /&gt;E numa força invencível&lt;br /&gt;Deixo a cidade natal&lt;br /&gt;Não voa nada mal&lt;br /&gt;Não voa nada mal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela certeza dum bocado de treva&lt;br /&gt;De novo Adão e Eva a renascer&lt;br /&gt;No outro mundo&lt;br /&gt;Voltar a zero num planeta distante&lt;br /&gt;Memória de elefante talvez&lt;br /&gt;O outro mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma escolha que se faz&lt;br /&gt;O passado foi lá atrás&lt;br /&gt;E nasce de novo o dia&lt;br /&gt;Nesta nave de Noé&lt;br /&gt;Um pouco de fé&lt;/span&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/msica.html" /&gt;Música&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116906816442174356?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116906816442174356/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116906816442174356&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116906816442174356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116906816442174356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/msica-do-cpe-ah-gloriosos-anos.html' title='Música do CPE: Ah!, gloriosos anos...'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116838218446418400</id><published>2007-01-15T23:21:00.000+01:00</published><updated>2007-01-16T09:14:28.363+01:00</updated><title type='text'>Quem vota NÃO vota em quê?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem votar NÃO no referendo vai estar a votar no &lt;i&gt;Status Quo&lt;/i&gt; actual: pode praticar-se o aborto livremente, desde que seja clandestino. O que incomoda quem anda a fazer campanha pelo NÃO não é a prática do aborto, apenas a sua legalização. O que os move não é a defesa da vida que dizem sagrada, querem apenas que o aborto não tenha uma legitimação legal, política e social. Pode fazer-se o aborto à vontade desde que não se veja, é essa a realidade do país há décadas (ou será séculos) e parece não incomodar os apoiantes do NÃO. É essa a realidade que vai manter-se se não ganhar o SIM.&lt;br /&gt;Não devemos subestimar uma questão cultural que joga aqui um papel importante; a contradição que existe entre o que são os princípios morais e o que é a &lt;i&gt;praxis&lt;/i&gt;. Há princípios que podem não ser respeitados desde que não se assuma, e se continue - claro! - a carregar o estigma da culpa. Não que isso seja exclusivo da cultura portuguesa (longe disso), mas encaixa-se muito bem. Dei-me conta disto quando discutia há pouco com alguém que hesitava entre votar SIM e votar NÃO. Pesava a favor do SIM o não querer que as mulheres vão presas, a favor do NÃO o manancial do costume (mas sem grande convicção), e diz-me a certa altura "De qualquer modo não há nenhuma mulher presa por praticar o aborto". Há pelo menos um dos movimentos pelo NÃO que &lt;a href="http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2007&amp;m=01&amp;d=13&amp;uid=&amp;id=116465&amp;sid=12898"/&gt;usa este argumento&lt;/a&gt; (aliás, tem sido recorrente como &lt;a href="http://5dias.net/2007/01/15/medo-incerteza-e-duvidas/"/&gt;refere&lt;/a&gt; o Rui Tavares na crónica do último sábado). Pergunto eu: Como é que se pode usar como argumento a favor da manutenção da lei actual o seu incumprimento? Contradição? Incoerência? Esquizofrenia? Ou todas? Os apoiantes do NÃO nada fizeram para que a lei actual seja efectivamente cumprida. Nada fizeram contra os praticam o aborto clandestino. A lei actual nada resolveu até agora, nem há-de resolver, mas mobilizam-se para mantê-la, o que só pode ter como consequência deixar as coisas como elas estão. Não aceito e não uso o argumento de que o aborto deve ser legalizado pelo simples facto de que ele existe e não pode ser erradicado, mas o que se exige é coerência daqueles que se dizem contra o aborto. Se acham que lei actual é boa então façam alguma coisa coisa para que seja cumprida, denunciem à polícia as mulheres que praticam o aborto, mandem-nas para a cadeia, façam manifestações a favor da condenação dessas mulheres quando elas vão a julgamento, façam pressão política para que a lei seja cumprida, façam petições, façam qualquer coisa. É isso que fazem os apoiantes do NÃO? Nada disso, há até quem vote NÃO já tendo praticado o aborto. Histórias como aquelas narradas &lt;a href="http://gloriafacil.blogspot.com/2006/12/o-glria-fcil-feito-pelas-suas-leitoras.html" /&gt;neste&lt;/a&gt; post da Fernanda Câncio no Glória Fácil também conheço. Certa vez, antes do referendo de 1998 discutia (acaloradamente) com colegas sobre o assunto, até que uma delas confessou já ter feito um. Como sempre a situação dela era especial (como se as outras não fossem), que era culpa da médica, e mais não-sei-quê, e que votava NÃO. Acho que histórias destas não faltam para aí. Claro que estas pessoas acham legítimo que se pratique o aborto, o que não acham legítimo é que seja legalizado, que seja socialmente aceite, que deixe de ser feito às escondidas, que deixe de ser estigmatizado, que deixe de ser crime.&lt;br /&gt;Eu pessoalmente não gosto de contradições, especialmente nas leis, especialmente quando tem as consequências que tem esta contradição. Se a lei não é para se aplicar, então é porque não é boa, mude-se a lei. Se é aceitável a pratica do aborto então que seja feita em condições de higiene e segurança. Se há circunstâncias especiais em que se justifica a interrupção da gravidez, então que a mulher (ou o casal) tenha o direito de tomar essa decisão, e que isso deixe de ser um crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adenda: Monsenhor Luciano Guerra, reitor do santuário de Fátima, explica melhor do que eu o que quero dizer. Vejam &lt;a href="http://gloriafacil.blogspot.com/2007/01/do-mal-e-dos-culos-escuros.html" /&gt;aqui&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://arrastao.weblog.com.pt/arquivo/2007/01/novo_catecismo" /&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116838218446418400?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116838218446418400/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116838218446418400&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116838218446418400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116838218446418400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/quem-vota-no-vota-em-qu.html' title='Quem vota NÃO vota em quê?'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-114914292052125903</id><published>2007-01-14T23:16:00.000+01:00</published><updated>2007-01-15T09:09:05.160+01:00</updated><title type='text'>Etnografia comparada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Inglaterra não se pode ter o bolo e ter comido o bolo (you can not eat the cake and have it) - Lapaliciano.&lt;br /&gt;Em França não se pode ter a manteiga e o dinheiro da manteiga (on ne peut pas avoir le beure et l'argent du beurre) - Pragmático.&lt;br /&gt;Em Portugal não se pode ter sol na eira e chuva no nabal - Bucólico-Poético.&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-114914292052125903?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/114914292052125903/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=114914292052125903&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/114914292052125903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/114914292052125903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/etnografia-comparada.html' title='Etnografia comparada'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116802502823159898</id><published>2007-01-13T00:21:00.000+01:00</published><updated>2007-02-13T20:32:50.046+01:00</updated><title type='text'>Pequenas perguntas sem importância (III)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque é que a &lt;i&gt;Rue des Crèpes&lt;/i&gt; aparece em todos os mapas e moradas oficiais indicada como &lt;i&gt;Rue du Montparnasse&lt;/i&gt;?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2007/01/pequenas-perguntas-sem-importncia.html" /&gt;Pequenas perguntas sem importância&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116802502823159898?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116802502823159898/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116802502823159898&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116802502823159898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116802502823159898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/pequenas-perguntas-sem-importncia-iii.html' title='Pequenas perguntas sem importância (III)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116838063880276311</id><published>2007-01-12T20:07:00.000+01:00</published><updated>2007-01-13T00:36:44.410+01:00</updated><title type='text'>Quando a realidade ultrapassa a ficção (científica)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje em dia já é possível ao cérebro humano ouvir música sem que seja produzido som algum. Numa pessoa que tenha um &lt;a href="http://www.implantecoclear.org.br/textos.asp?id=5" /&gt;implante coclear&lt;/a&gt; o som é captado por uma unidade externa com um micro- mas verdadeiramente micro -fone e é transformado em formato digital, transmitido a um eléctrodo implantado na cóclea (daí o nome), este eléctrodo estimula a cóclea, mimetizando o que seria a transmissão normal do som pelo ouvido interno, e finalmente a cóclea transmite ao cérebro naturalmente por via nervosa. Se a pessoa que tem um implante coclear tiver também um &lt;a href"http://www.apple.com.pt/por/ipod/"/&gt;iPod&lt;/a&gt; pode ligá-lo directamente à unidade externa do implante coclear através de uma pequena ficha, ou seja sem passar pelos auscultadores nem pelo microfone. Ora, as músicas que estão no iPod são ficheiros, logo estão em formato digital, são transmitidas ao implante que as recebe, também em formato digital, e que as transmite ao eléctrodo que transmite à cóclea que transmite ao cérebro, ou seja passa de digital a impulso nervoso, sem nunca ser produzido som. Mas a pessoa ouve a música, mesmo não havendo som há a percepção do som pelo cérebro, que é o que interessa. E quem diz um iPod, diz ligar a um computador para falar no Skype, ou um telemóvel, ou uma aparelhagem Hi-Fi, na realidade tudo o que tenha uma ficha para ligar os auscultadores.&lt;br /&gt;É um admirável mundo novo que anda por aí, e que nem damos conta. Mas o mais admirável é que o implante coclear se destina a surdos, esta forma virtual de transmitir o som possibilita-lhes talvez algo que de outro modo era impossível. Para eles este não apenas uma qualquer alternativa, é a única maneira possível de ouvir música.&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116838063880276311?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116838063880276311/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116838063880276311&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116838063880276311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116838063880276311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/quando-realidade-ultrapassa-fico.html' title='Quando a realidade ultrapassa a ficção (científica)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116695880099325907</id><published>2007-01-09T12:12:00.000+01:00</published><updated>2007-01-10T00:26:25.073+01:00</updated><title type='text'>O céu é o limite...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo começa quando o Sr. &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/King_C._Gillette" /&gt;Gilette&lt;/a&gt; inventa a primeira &lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/320/432140/lamina1.jpg" /&gt;lâmina de barbear descartável&lt;/a&gt;, a coisa deu para as encomendas durante umas largas décadas. Um dia alguém se lembra que talvez &lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/1600/590574/lamina2.jpg" /&gt;duas lâminas&lt;/a&gt; seja melhor do que apenas uma, abriu-se uma Caixa de Pandora. Não tardou muito que alguém se lembrasse que talvez &lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/1600/913769/lamina3.gif" /&gt;três lâminas&lt;/a&gt; seja melhor do que duas, o que desencadou em mim não mais que um sorriso condescendente como quem pensa "estes gajos lembram-se de cada coisa...". Não obstante o desenvolvimento e o progresso continuam imparáveis e vorazes por entre faixas &lt;i&gt;lubrastrip&lt;/i&gt; e suspensões activas. Preplexo vejo num ápice passar-se para &lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/320/997716/lamina4.jpg" /&gt;quattro lâminas&lt;/a&gt;, em titânio e tudo. Nem tempo tenho para respirar, o ritmo acelera-se ainda mais, chegamos a &lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/320/218748/lamina5.jpg" /&gt;cinco lâminas&lt;/a&gt;, e com vibrador. Pergunto-me apenas: onde é que isto &lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/320/591998/laminan.jpg" /&gt;vai parar&lt;/a&gt;?&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116695880099325907?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116695880099325907/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116695880099325907&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116695880099325907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116695880099325907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/o-cu-o-limite.html' title='O céu é o limite...'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116804373891267738</id><published>2007-01-06T01:28:00.000+01:00</published><updated>2007-01-10T00:32:09.206+01:00</updated><title type='text'>A Royal candidata à presidência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar das minhas &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/09/ser-mulher-bom-mas-no-chega.html" /&gt;reticências&lt;/a&gt; rendo-me ao talento político de Ségolène Royal. O mais recente exemplo é o vídeo que lançou na internet a desejar um bom ano novo aos franceses (podem ver o vídeo no fim do post). Num vídeo caseiro, que o &lt;i&gt;Le Monde&lt;/i&gt; descreve de forma sublime como "falsamente amador", diz o que os franceses querem ouvir e do modo que os franceses querem ouvir, e faz passar uma mensagem política num tom bem afável. Mas este vídeo é apenas um exemplo, nos últimos meses a subida de Ségolène tem sido notável, e o mérito vai todo a estratégia que desenhou. Quando escrevi o tal &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/09/ser-mulher-bom-mas-no-chega.html" /&gt;post&lt;/a&gt; criticava sobretudo falta de comparência de Ségolène ao debate político, dizia-me um amigo francês, declarado simpatizante de Royal, que isso só demonstra que ela sabe muito bem para onde quer ir. Vejo-me obrigado agora reconhecer a razão desse meu amigo. Reconheço sobretudo o realismo e pragmatismo de Ségolène, que me parece agora perfeitamente capaz de bater o candidato da direita (provavelmente Sarkozy) na segunda volta. Apresentou-se ao debate na altura certa, evitou expor-se em demasia antes de tempo, e absteve-se de participar em quezílias que só deperstigiam todos os que nelas participam. E embora não me reveja em algumas das suas posições, o seu posicionamento é demasiado ao centro para meu gosto, agrada-me a&lt;span class="fullpost"&gt; sua maneira de fazer política. Ségolène aparece em defesa da democracia participativa, numa sociedade francesa que, apesar de muito politizada e com uma sociedade civil bastante activa, tem uma tradição política bastante institucional e fechada. Incitava há pouco tempo (lamento mas perdi o link) os militantes socialistas a fazerem campanha discutindo nas associações locais, nos seus bairros, nos cafés, e fala-se em lançar uma iniciativa "tipo estados gerais" para recolher as opiniões dos cidadãos e inclui-las no seu programa político. Este modo de fazer política contrasta bem com as costumeiras campanhas à base de autocolantes, panfletos e sacos de plástico. Mais ainda, vem na sequência das iniciativas que já tinha tido na internet, outra das suas inovações na maneira de fazer política. Agora que chegou a altura Ségolène não teme os debates difíceis, como não temeu fazer uma viagem ao Médio Oriente para dar a conhecer os seus pontos de vista sobre os problemas da região, mas sobretudo para ouvir os intervinentes.&lt;br /&gt;Nos últimos tempos, mais precisamente desde as eleições primárias dentro do PSF, houve uma inversão das posições, o que fez com que Sarkozy ande agora a reboque d as iniciativas de Ségolène Royal. Sarkozy teve até que tirar da manga à última da hora uma eleição primária que o legitimasse dentro do próprio partido, onde foi afinal - imagine-se! - candidato único. Já Ségolène apresentou-se contra dois candidatos à partida fortes dentro do Partido Socialista, Strauss-Kahn e Laurent Fabius, os três debateram  os respectivos programas em várias ocasiões diante dos militantes socialistas, e foram debates genuínos, por vezes até crispados (não da parte de Ségolène, que é a calma em pessoa). O resultado é conhecido, Royal ganhou à primeira volta com mais de 60% dos votos dos militantes. Esta vitória deu, para além de uma autêntica legitimidade, um impulso para uma dinâmica de vitória à campanha de Ségolène, projectou-a como uma candidata com reais possibilidades de ganhar as eleições. A realização de primárias no seio do próprio partido, bastante rara na Europa (ao contrário dos E.U.A. - esperemos que a moda pegue), foi antes de mais uma estratégia da direcção do PSF e particularmente de François Hollande, e é a ele que deve ser dado o mérito, se bem que todos os candidatos tenham aderido de bom grado. Para além de permitir o debate democrático no interior do partido, neste caso particular teve ainda outra consequência que pode vir a ser importante para o decorrer da campanha: milhares de novos militantes aderiram ao PSF agradados com a ideia de poder participar na escolha do candidato às presidenciais. Isto é uma verdadeira benção para um partido que quer por uma máquina de campanha em marcha e mobilizar os militantes para uma eleição que se adivinha difícil.&lt;br /&gt;Nas últimas &lt;a href="http://www.lemonde.fr/web/article/0,1-0@2-823448,36-851771,0.html"/&gt;sondagens&lt;/a&gt; Ségolène Royal continua a subir na intenção de votos à primeira volta, e consegue numa segunda volta recolher mais votos do que o somatório da esquerda na primeira, o inverso de Sarkozy.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;object width="400" height="316"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/2l2Urc5NP2JRB6jXj"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.dailymotion.com/swf/2l2Urc5NP2JRB6jXj" type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="316" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.dailymotion.com/video/xwak9_les-voeux-de-segolene-royal-pour-20"&gt;Les voeux de Ségolène Royal pour 2007&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;P.S. - O que eu não percebo é que se diga ou insinue, por manifesta misoginia, que o maior talento político de Ségolène é a sua beleza, ainda para mais ela nem muito bonita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116804373891267738?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116804373891267738/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116804373891267738&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116804373891267738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116804373891267738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/royal-candidata-presidncia.html' title='A Royal candidata à presidência'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116802486049425893</id><published>2007-01-05T20:00:00.000+01:00</published><updated>2007-02-13T20:38:37.574+01:00</updated><title type='text'>Citações (I)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Remember that truth alone is the matter that you are searching after; and if you have been mistaken, let not vanity seduce you to persist in your mistake."&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://encyclopedia.jrank.org/BAI_BAR/BAKER_HENRY_1698_1774_.html"&gt;Henry Baker&lt;/a&gt;, &lt;i&gt;in&lt;/i&gt; The Microscope Made Easy (1742)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tradução (minha):&lt;span class="fullpost"&gt;"Lembra-te que a verdade e apenas a verdade é o objecto que procuras; e se tiveres errado, não deixes que a vaidade te seduza a persistir no teu erro"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2007/01/citaes.html"&gt;Citações&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116802486049425893?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116802486049425893/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116802486049425893&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116802486049425893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116802486049425893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/citaes-i.html' title='Citações (I)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116795238189200370</id><published>2007-01-04T23:39:00.000+01:00</published><updated>2007-01-13T11:58:04.433+01:00</updated><title type='text'>Pequenos pormenores...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/1600/87772/saddamforca.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/200/148406/saddamforca.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda e qualquer morte de um ser humano é lamentável, mesmo a do mais sanguinário dos ditadores. Toda e qualquer condenação à morte é um erro, mesmo a do mais sanguinário dos ditadores, sobretudo a do mais sanguinário dos ditadores. Não dar ao ditador o mesmo tratamento que ele deu às suas vítimas seria uma demonstração de superioridade moral da nova ordem que se quer democrática, livre e justa. Pelo contrário as novas instituições iraquianas, e por arrastamento o aliado/invasor americano, pelo tratamento indigno que deram a Saddam Hussein rebaixaram-se ao seu nível. A pressa com que quiseram executá-lo, findo o julgamento, relembrou-me a execução de Ceausescu. Concordo portanto inteiramente com &lt;a href="http://5dias.net/2007/01/04/tres-notas-sobre-o-enforcamento/" /&gt;este&lt;/a&gt; post do Ivan Nunes no 5dias. Não tenho quase nada a acrescentar senão um pequeno pormenor que não sendo&lt;span class="fullpost"&gt; propriamente chocante não deixa de me surpreender, e na minha opinião reveste-se de um enorme simbolismo. Os homens que executam Saddam nem sequer estão fardados. É uma convenção (digo eu) universal: em qualquer lugar onde há um Estado (e não digo Estado democrático, digo Estado simplesmente) os agentes encarregues de fazer cumprir a lei em nome desse Estado têm uma farda que os identifica como representantes desse Estado. Sendo a execução do antigo ditador um momento crucial na fundação de uma nova ordem no Iraque, seria de esperar alguma solenidade. Pelo contrário, temos um tratamento indigno do condenado, com impropérios e gritos de alegria de homens encapuçados, num ambiente austero entre paredes de betão, filmado por um amador com telemóvel. Quem não soubesse tratar-se de Saddam Hussein poderia pensar que as imagens eram antes da execução de um refém ocidental por uma célula da Al-Qaeda no Iraque.&lt;br /&gt;Atendedo aos pequenos pormenores esta execução dá uma péssima imagem de um governo que quer dar apresentar-se como democrático e legítimo representante de todos os iraquianos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116795238189200370?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116795238189200370/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116795238189200370&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116795238189200370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116795238189200370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/pequenos-pormenores.html' title='Pequenos pormenores...'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116785149884896763</id><published>2007-01-03T19:54:00.000+01:00</published><updated>2007-01-05T00:12:43.796+01:00</updated><title type='text'>Será que em 2007...?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- As mulheres portuguesas vão puder escolher, e praticar a interrupção voluntária da gravidez em condições de segurança e higiene, sem receio de serem presas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os EUA vão sair do Iraque e entregar um país estável, sem atentados, a um governo democraticamente eleito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A União Europeia vai sair do marasmo pós-constituição e retomar o processo de integração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Israelitas e Palestinianos vão chegar a um acordo para por termo ao conflito, e viver ambos em paz e com dignidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma mulher moderadamente à esquerda vai ser eleita presidente da república em França? Ou será um homem desmesuradamente à direita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As emissões de CO2 vão diminuir? E a temperatura vai descer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vão ocorrer progressos significativos na investigação com células estaminais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O novo secretário geral da ONU vai estar à altura do seu predecessor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cavaco Silva vai dizer ou fazer alguma coisa de substancial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou sou um optimista ou é da época, mas acho que grande parte destas questões vão ter respostas positivas (se bem que de Cavaco já não espero nada).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116785149884896763?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116785149884896763/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116785149884896763&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116785149884896763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116785149884896763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2007/01/ser-que-em-2007.html' title='Será que em 2007...?'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116750316492781267</id><published>2006-12-30T19:03:00.000+01:00</published><updated>2007-01-06T01:55:46.256+01:00</updated><title type='text'>Umas boas entradas, e não só...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desejo a todos os leitores, para a o último jantar do ano, que tenham não apenas umas excelentes entradas, mas também excelentes aperitivos, excelentes pratos, excelentes sobremesas, excelentes vinhos e tudo o mais no menú. Assim por exemplo:&lt;/div&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Aperitivo&lt;br /&gt;Cocktail de salsichas do mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entradas&lt;br /&gt;Vieiras em molho de &lt;i&gt;echalottes&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prato Principal&lt;br /&gt;Vitela assada no tacho à francesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobremesa&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Cheesecake&lt;/i&gt; de Caramelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinho&lt;br /&gt;Bordeaux Château Sante Marie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acabem o ano velho em beleza para começar o ano novo em Grande!&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116750316492781267?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116750316492781267/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116750316492781267&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116750316492781267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116750316492781267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/12/umas-boas-entradas-e-no-s.html' title='Umas boas entradas, e não só...'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116749587494850800</id><published>2006-12-30T17:12:00.000+01:00</published><updated>2006-12-30T22:11:54.120+01:00</updated><title type='text'>Assim em jeito de balanço</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ano de 2006 foi em termos pessoais muito interessante, para além do muito da minha vida privada que vou poupar aos leitores, este ano ensinou-me pelo menos uma lição. Na realidade já desconfiava há uns tempos. Quando regressei temporariamente à pátria Lusa, depois de quatro anos de exílio no Pacífico Noroeste, a primeira coisa que me saltou à vista foi a tez morena das gentes da minha terra. Dei por mim a pensar "Estes gajos são mesmo escuros... quer dizer SOMOS mesmo escuros". Este ano, depois das viagens a &lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/viagem-frica.html" /&gt;África&lt;/a&gt; e às &lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/viagem-s-carabas.html" /&gt;Caraíbas&lt;/a&gt;, tive a certeza para além de qualquer refutação razoável:  nós portugueses somos pretos (cf. Araújo-Pereira, 2006), brancos são os suecos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Bibliografia&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Araújo-Pereira, R. "Orgulho 'beige'", &lt;i&gt;Visão&lt;/i&gt;, 23 de Junho 2006, pp 153 (&lt;a href="http://agresteavena.noosblog.fr/mon_weblog/files/Orgulhobeige.pdf" /&gt;PDF aqui&lt;/a&gt;)&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116749587494850800?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116749587494850800/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116749587494850800&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116749587494850800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116749587494850800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/12/assim-em-jeito-de-balano.html' title='Assim em jeito de balanço'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116695877062249640</id><published>2006-12-28T11:59:00.000+01:00</published><updated>2006-12-28T21:32:05.036+01:00</updated><title type='text'>Que parte da palavra de "Laicidade" é que ele não percebe?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A semana passada, nos seus votos de Natal, o papa Ratzinger voltou a &lt;a href="http://www.lemonde.fr/web/article/0,1-0@2-3214,36-848862@51-843590,0.html" /&gt;condenar veementemente&lt;/a&gt; o casamento homossexual. À partida parece-me muito bem que o papa se manifeste contra a possibilidade do casamento religioso católico ser aberto aos homossexuais, é completamente coerente com a doutrina apostólica romana. Se bem que me surpreenda que o papa se preocupe com o assunto, nunca me chegou ao conhecimento que houvesse um movimento importante favorável ao casamento católico para os homossexuais. Continuando a ler a notícia percebe-se que a preocupação do papa são afinal as "teorias funestas" favoráveis ao casamento homossexual civil, que actualmente se discute particularmente em Itália mas também noutros países europeus. Ora aí temos um problema, e é um problema recorrente, este papa teima em não perceber (ou não aceitar, o que é ainda mais grave) o princípio de separação da religião e do estado. O direito dos homessexuais a um casamento civil é um assunto que diz respeito às intituições políticas, não à igreja católica. Haverá um modo de lhe explicar que o laicismo é um dos pilares da democracia?&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116695877062249640?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116695877062249640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116695877062249640&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116695877062249640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116695877062249640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/12/que-parte-da-palavra-de-laicidade-que.html' title='Que parte da palavra de &quot;Laicidade&quot; é que ele não percebe?'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116707560042151104</id><published>2006-12-25T20:15:00.000+01:00</published><updated>2006-12-29T22:47:59.883+01:00</updated><title type='text'>Um minuto de silêncio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/1600/945170/MrDynamite.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/400/982969/MrDynamite.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.godfatherofsoul.com/" /&gt;James Brown&lt;/a&gt; (3 de Maio de 1933 - 25 de Dezembro de 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguiu ser&lt;span class="fullpost"&gt;, entre outras coisas, um monstro do palco &lt;a href="http://www.lemonde.fr/web/portfolio/0,12-0@2-3246,31-850304,0.html" /&gt;até ao fim&lt;/a&gt;.&lt;embed src="http://agresteavena.noosblog.fr/mon_weblog/files/TurnItLoose.m4a" autoplay="true" height="0" width="150"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/msica.html" /&gt;Música&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116707560042151104?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116707560042151104/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116707560042151104&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116707560042151104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116707560042151104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/12/um-minuto-de-silncio.html' title='Um minuto de silêncio'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116686948911048415</id><published>2006-12-23T11:19:00.000+01:00</published><updated>2007-02-13T20:31:57.886+01:00</updated><title type='text'>Pequenas perguntas sem importância (II)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu acrescentar à tradicional portuguesinha receita de "Pastéis de Bacalhau" um &lt;i&gt;Piment&lt;/i&gt; das Antilhas bem picante, isso é um atentado às tradições seculares ou uma inovação culinária?&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2007/01/pequenas-perguntas-sem-importncia.html" /&gt;Pequenas perguntas sem importância&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116686948911048415?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116686948911048415/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116686948911048415&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116686948911048415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116686948911048415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/12/pequenas-perguntas-sem-importncia-ii.html' title='Pequenas perguntas sem importância (II)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116677772369843357</id><published>2006-12-22T09:49:00.000+01:00</published><updated>2006-12-22T09:59:54.473+01:00</updated><title type='text'>Alive &amp; Kickin'</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A princípio fico meio perplexo ao ler &lt;a href="http://morel.weblog.com.pt/2006/12/entrevista_com_miguel_esteves.html#more" /&gt;esta&lt;/a&gt; excelente entrevista dada pelo Miguel Esteves Cardoso ao José Mário Silva, nem sei muito bem o que pensar. Seja como for não consegui evitar ler do princípio ao fim, e a primeira conclusão é óbvia: O MEC está bem vivo, e recomenda-se!&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116677772369843357?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116677772369843357/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116677772369843357&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116677772369843357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116677772369843357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/12/alive-kickin.html' title='&lt;i&gt;Alive &amp; Kickin&apos;&lt;/i&gt;'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116673230605788801</id><published>2006-12-21T21:11:00.000+01:00</published><updated>2007-01-06T02:00:46.016+01:00</updated><title type='text'>É mais importante encontrar o culpado ou a solução?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É sintomática a reacção dos defensores da política do governo Israelita em relação à Palestina. Está bem patente, por exemplo, nos &lt;a href="http://arrastao.weblog.com.pt/arquivo/2006/12/a_guerra_que_todos_queriam" /&gt;comentários a este post&lt;/a&gt; no Arrastão: resume-se a atribuir as culpas aos Palestinianos, e acaba-se aí a questão. Fica por saber se vislumbram alguma solução para o problema, ou se isso é algo que nem os preocupa. A minha primeira reacção é (e foi o comentário que lá deixei): A culpa de uns não iliba a culpa de outros, o Hamas é um grupo terrorista e a Fatah um partido corrupto, mas isso não apaga as responsabilidades dos sucessivos governos de Israel, e de quem os apoiou, por terem criado as condições para que se chegasse à situação actual. Ninguém é Inocente nesta história, mas isso é afinal o que menos interessa.&lt;br /&gt;É preciso ir além da católica questão da expiação da culpa. Importa saber sobretudo como é que se vai resolver o problema, e é essa a pergunta a que eu gostava que os incondicionais apoiantes do governo Israelita&lt;span class="fullpost"&gt; respondessem. Uma pergunta que se coloca a dois níveis. Primeiro ao nível dos princípios: Os Palestinianos têm ou não direito à autodeterminação e governar-se a si próprios? Têm ou não direito a um estado independente - efectivamente independente - e democrático, com governantes por si eleitos?&lt;br /&gt;Depois coloca-se a questão ao nível pragmático: A política seguida pelo governo de Israel (de forma continuada, há vários anos) serve para atingir que objectivos? Com esta política a Palestina será um dia um estado viável? Com esta política Israel conseguirá um dia viver tranquilamente, e em Paz com os seus vizinhos?&lt;br /&gt;As mesmas questões se colocam aos Estados Unidos e à Europa. Apoiar incondicionalmente o governo de Israel vai ajudar apaziguar o conflito? Vai fomentar a democracia na Palestina e no Médio Oriente? É essa a melhor maneira de defender os  interesses da região (Israel incluída) a longo prazo? É a melhor maneira de defender os seus próprios interesses?&lt;br /&gt;Independentemente de saber de quem é a culpa, será esta a melhor maneira de resolver o problema? De acabar com o conflito? Ou será que o problema não tem solução e é apenas natural que os Palestinianos se matem uns aos outros?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116673230605788801?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116673230605788801/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116673230605788801&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116673230605788801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116673230605788801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/12/mais-importante-encontrar-o-culpado-ou.html' title='É mais importante encontrar o culpado ou a solução?'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116648196599174149</id><published>2006-12-19T21:22:00.000+01:00</published><updated>2007-01-06T01:59:16.946+01:00</updated><title type='text'>BiGoogle Brother is Watching You</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro vi &lt;a href="http://epic.makingithappen.co.uk/" /&gt;este filme&lt;/a&gt;, uma ficção sobre como o &lt;a href="http://www.google.com/" /&gt;Google&lt;/a&gt; vai acabar com os jornais (cheguei lá através &lt;a href="http://5dias.net/2006/10/10/para-acabar-de-vez-com-os-jornais/" /&gt;deste post&lt;/a&gt; do António Figueira no 5dias). Depois uma amiga minha que tem uma conta Gmail diz-me que a publicidade na coluna ao lado da janela onde lê e-mail é escolhida em função do conteúdo da própria mensagem. Quando recebe mensagem que fala de Biologia Molecular a publicidade é a produtos de Biologia Molecular, a probabilidade de as duas coisas acontecerem simultaneamente por mera coincidência é ínfima, é mais que provável que o Gmail tenha um algoritmo que lê as mensagens de e-mail e afixa a publicidade em função do que lê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora aparece uma nova função, o Google Desktop Search. Vale a pena ler com atenção &lt;a href="http://www.certa.ssi.gouv.fr/site/CERTA-2006-INF-009/index.html" /&gt;este&lt;/a&gt; relatório (em Francês) do CERTES, um organismo governamental francês de combate aos ataques informáticos. Vale a pena sobretudo ler o ponto 3, sobre as ameaças potenciais do uso desta nova&lt;span class="fullpost"&gt; função. Por exemplo os ficheiros indexados (e-mail, chats, páginas de internet visitadas, ficheiros Word, etc...) são copiados para um &lt;i&gt;cache&lt;/i&gt;, e as cópias são guardadas, mesmo após a destruição do ficheiro original. Se a função for utilizada em multiposto os dados podem ser enviados para um servidor do Google. Os hábitos de navegação também são transmitidos ao Google e podem eventualmente ser fornecidos a terceiros. Em certas condições outros utilizadores podem ter acesso e pesquisar os ficheiros indexados. Mesmo os ficheiros Office protegidos por password e as páginas de internet seguras (https) podem ser partilhadas, a não ser que o utilizador defina especificamente que estes ficheiros não sejam indexados pelo GDS. E isto é apenas um resumo. A Dell entretanto assinou um acordo com o Google, e os novos computadores já são vendidos com o GDS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por essas e por outras que eu não gosto de cookies, e desconfio daqueles sites que insistem na instalação de cookies para poderem funcionar. A minha esperança é que seja demasiada informação para ser gerida, talvez ao tentar saber tudo sobre todos não consigam descobrir nada sobre ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116648196599174149?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116648196599174149/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116648196599174149&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116648196599174149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116648196599174149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/12/bigoogle-brother-is-watching-you.html' title='BiGoogle Brother is Watching You'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116325200716168400</id><published>2006-12-18T20:30:00.000+01:00</published><updated>2007-02-13T19:24:38.537+01:00</updated><title type='text'>Pequenas perguntas sem importância (I)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual é a ortografia correcta: &lt;i&gt;blogar&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;bloggar&lt;/i&gt;?&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2007/01/pequenas-perguntas-sem-importncia.html" /&gt;Pequenas perguntas sem importância&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116325200716168400?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116325200716168400/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116325200716168400&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116325200716168400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116325200716168400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/12/pequenas-perguntas-sem-importncia-i.html' title='Pequenas perguntas sem importância (I)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116613540258785134</id><published>2006-12-15T23:29:00.000+01:00</published><updated>2006-12-22T10:03:49.493+01:00</updated><title type='text'>Não menos que uma Tragédia! (s.f.f.)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/1600/934309/Pinto%26Carol.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/200/569074/Pinto%26Carol.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um personagem como Pinto da Costa não pode simplesmente retirar-se tranquilamente de cena, e gozar a sua pacata reforma. Seria contrário às fundações desta civilização europeia que se quer herdeira de Gregos e Romanos. Pinto da Costa tem que cair com um imenso estrondo, tem que provocar ondas de choque, tem que causar danos colaterais, e inevitavelmente descer ao abismo. O homem pegou no FCP à beira de descer de divisão, conseguiu campeonato atrás de campeonato com sucessivas gerações de jogadores, conseguiu levar o FCP aos títulos europeus (o único clube português em mais de 40 anos). O homem é um génio, percebeu que uma boa equipe de futebol faz-se com bons jogadores, bons técnicos e uma boa estrutura desportiva, mas não só. Percebeu que um bom plantel se constrói também com bons empresários, bons árbitros, bons dirigentes federativos, associativos e ligativos. O homem percebeu que tem que se&lt;span class="fullpost"&gt; investir em todas a frentes e que estas não são mutuamente exclusivas, bem pelo contrário, costumam agir sinergisticamente, em quanto mais frentes se investir maiores são as probabilidades de ganhar. O homem desenvolveu estes conceitos perfeitamente inovadores, diria mesmo revolucionários, no futebol nacional e nada ficou como antes. Aliás o SLB, por exemplo, anda há anos, presidente após presidente, à procura do seu próprio Pinto da Costa, sempre com um notável insucesso. Pinto da Costa consegue o feito notável de ser admirado e idolatrado por 80% dos portugueses, e ser profundamente odiado e temido por 95%. Pinto da Costa não é indiferente a ninguém (a não ser talvez aos raros excêntricos que levam as crónicas no Vasco Pulido Valente a sério), ou se o ama, ou se o odeia, ou ambos. Pinto da Costa conseguiu a proeza de ser assediado pelos grandes partidos políticos à direita e à esquerda e ficar de bem com todos. Um personagem destes não pode simplesmente retirar-se discretamente de cena em paz com os anjos.&lt;br /&gt;Talvez tenha chegado a hora do &lt;i&gt;grand finale&lt;/i&gt;. O preâmbulo não podia ser mais prometedor, o desmoronamento começa com uma estória de saias, o princípio do fim é desencadeado por uma alternadeira mal agradecida. O devoto de Fátima cai em tentação e paga caro o seu pecado. O primeiro acto não fica atrás, começa com a entrada em cena da sebastiânica justiceira Maria José Morgado, a peça passa de prometedora a cativante. O espectador tem - como o próprio nome indica - expectativas que são agora elevadíssimas, o espectador quer sangue, e as expectativas não podem ser goradas. Os que o odeiam querem o sangue porque só no sangue haverá justiça, os que o amam querem sangue, pois que o sangue legitimará a sua revolta e a sua vingança. Resta, portanto, ao espectador sentar-se na sua poltrona, de preferência com um grande balde e pipocas, e assistir ao espectáculo de olhos esbugalhados. Tudo o que seja menos do que uma lancinante agonia digna das melhores tragédias gregas não é simplesmente aceitável. Se não forem cumpridas as expectativas o espectador deve imperativamente ser ressarcido do preço do seu bilhete.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116613540258785134?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116613540258785134/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116613540258785134&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116613540258785134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116613540258785134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/12/no-menos-que-uma-tragdia-sff.html' title='Não menos que uma Tragédia! (s.f.f.)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116595796358978551</id><published>2006-12-14T10:11:00.000+01:00</published><updated>2006-12-16T00:54:19.466+01:00</updated><title type='text'>Temos Presidente!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/1600/429574/KabilaVote.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/200/152457/KabilaVote.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já lá vão um par de semanas que tomou posse o novo presidente eleito da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, que já ocupava o cargo mas goza agora da legitimidade do voto. Contra as prováveis expectativas dos mais cínicos não se seguiu uma explosão generalizada de violência nem o Congo mergulhou de novo numa guerra civil (espero muito sinceramente não ter que engolir estas palavras mais tarde). Convém lembrar que o Congo fez um longo caminho para chegar aqui, e que estas eleições, mais do que o começo de uma nova fase, foram o culminar de um longo processo de transição para a Democracia. A guerra durou de 1997 até 2003, foi sangrenta, definida por alguns como a Terceira Guerra Mundial, pelo número de vítimas e países envolvidos (sim, foram muitas a ingerências dos países vizinhos). Contudo o cessar-fogo também não é de ontem, dura há já mais de três anos, e entretanto foi formado um governo de unidade nacional, foi elaborada uma constituição, foi montada a logística para a organização de eleições democráticas, foi feito um referendo à constituição, foram realizadas eleições para as províncias, para o parlamento, e para a presidência da república, esta a duas voltas. Na minha opinião o homem que foi decisivo&lt;span class="fullpost"&gt; para esta transição é o presidente agora eleito, Joseph Kabila, que herdou o poder - talvez o até próprio tenha ficado surpreendido - do seu pai quando este foi assassinado. Onde muitos congoleses (pelo menos os que conheço) gostariam de ter um chefe carismático e um líder forte, Joseph Kabila apresentou-se como um discreto diplomata, homem do diálogo e de compromissos.  Conseguiu trazer as diferentes facções em conflito para a mesa das negociações, para o governo de unidade nacional e para a elaboração da constituição. Não menos importante conseguiu um envolvimento muito substancial da comunidade internacional - o maior contingente de capacetes azuis em África é o que está no Congo - para assegurar o bom desenrolar das eleições e da transição para a Democracia. Um trabalho notável sobretudo considerando a sua idade, 38 anos, é o mais jovem presidente em África. Joseph Kabila foi eleito presidente, e na minha opinião com todo o mérito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A República Democrática do Congo é o 12º maior país do mundo em superfície (o que significa que em extensão faz mais de metade da Europa), tem mais de 60 milhões de habitantes, é um país riquíssimo especialmente em minérios (Urânio, Cobre, Ouro...) e ainda assim esta evolução política desperta muito pouca atenção dos meios de informação. Pior, quando noticiam as eleições é só para dar conta de um &lt;a href="http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1276726" /&gt;ambiente de tensão&lt;/a&gt;, sempre "temendo o regresso da violência ao país", ficando provavelmente o leitor convencido que o processo vai inevitavelmente abortar, e a guerra há-de recomeçar mais tarde ou mais cedo. Depois esquecem-se de acompanhar a evolução da situação, a não ser, claro!, que a violência regresse mesmo. Esquecem-se também que até nos países onde a transição para a Democracia foi pacífica, como Portugal ou Espanha, houve momentos de grande tensão. Este tratamento é particularmente acentuado quando se trata de África, como se fosse inerente à natureza dos africanos andarem sempre em guerra (talvez uma contagem ainda que grosseira do número de países africanos que estão em paz, e com regimes eleitos democraticamente resultasse uma agradável surpresa). Ainda outro dia o jornal "Le Monde", quase sempre um excelente jornal, punha na mesma notícia (sem link) as eleições presidenciais no Congo e as escaramuças entre militares no Kivu Norte, como se as duas coisas estivessem ligadas. Ora um bocadinho de trabalho de casa teria permitido encontrar facilmente algumas informações importantes: 1) o comandante das forças rebeldes no Kivu Norte não tem afiliação com nenhum dos candidatos às eleições 2) o Kivu Norte é só a província mais distante de Kinshasa, logo o local mais improvável para começar uma rebelião contra os resultados das eleições 3) Há regularmente escaramuças no Kivu Norte, seja em tempo de eleições ou não, sempre de reduzidas dimensão e contidas pelo exército regular e pelos capacetes azuis 4) o Kivu Norte fica (por coincidência?) mesmo junto à fronteira com o Ruanda, e o chefe das forças rebeldes General Nkunda é um Tootsie congolês (ok, talvez já seja demais esperar algum conhecimento das alianças e dos equilibrios de forças regionais...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me que o Congo é um país suficientemente importante para merecer um pouco mais de atenção, e já agora, se não for pedir muito, que os jornalistas aprofundem um pouco mais a questão(enfim façam o seu trabalhinho) em vez de fazer se ficarem pelas análises superficiais e pelas ideias pré-concebidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116595796358978551?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116595796358978551/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116595796358978551&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116595796358978551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116595796358978551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/12/temos-presidente.html' title='Temos Presidente!'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116557489284254847</id><published>2006-12-11T23:47:00.000+01:00</published><updated>2006-12-16T00:52:10.466+01:00</updated><title type='text'>Domésticas e desesperadas?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/1600/367561/Lisa%26BleedingGum.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/320/299082/Lisa%26BleedingGum.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"You know, you play pretty well for somebody &lt;b&gt;with no real problems&lt;/b&gt;"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bleeding Gums Murphy para Lisa Simpson, depois dela cantar "Lisa's Blues" (Do epsiódio &lt;i&gt;"Moaning Lisa"&lt;/i&gt; dos &lt;i&gt;Simpsons&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uns tempos, sem saber ao que ia, dei por mim a ver o filme &lt;a href="http://www.commetyesbelle-lefilm.com/" /&gt;"Comme t'y es belle!"&lt;/a&gt;, uma suposta comédia romântica. De comédia tem pouco (e de romance apenas o previsível), mas é sobretudo uma recapitulação perfeita do &lt;i&gt;déjà vu&lt;/i&gt; da mulher neurótica moderna. Pode ser impressão minha, mas esta ladainha de mulheres nos seus trinta, nevrosadas, descontentes com a sua vida, mas sem verdadeiros problemas, tem sido um estereótipo repetido até à náusea em filmes e séries de televisão. Senão vejamos; há um grupo de amigas, umas casadas outras não, nenhuma está contente&lt;span class="fullpost"&gt; com a sua vida sentimental. As casadas, têm um marido - nem seria preciso dizê-lo - que é um energúmeno anafado que só vê televisão, come no sofá, e não gosta de sexo. As solteiras saltam de namorado em namorado, verdadeiros D. Juan's sem sentimentos que fazem delas meros objectos, para depois as deixarem destroçadas, vitimadas. Nem umas nem outras têm emprego, mas são todas de classe social alta abonadas finaceiramente, e têm imenso tempo livre para poder carpir as suas mágoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Voilà&lt;/i&gt;, assim se constrói uma imagem da mulher moderna, histérica, angustiada, lamechas, que prefere queixar-se da vida do que resolver os (poucos) problemas que tem. Sobretudo uma mulher que transforma os seus dramas pessoais no mais grave problema da existência humana, e cuja existência se limita à procura de um marido perfeito. Este estereótipo incomoda-me, incomoda-me pelo que tem de redutor, incomoda-me pelo que tem de sexista, e incomoda-me sobretudo a glorificação desta imagem feminina. É este o modelo de virtude da mulher actual? É esta heroína moderna?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116557489284254847?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116557489284254847/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116557489284254847&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116557489284254847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116557489284254847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/12/domsticas-e-desesperadas.html' title='Domésticas e desesperadas?'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116310420493842786</id><published>2006-12-08T00:29:00.000+01:00</published><updated>2006-12-12T00:32:08.456+01:00</updated><title type='text'>A incrível estória do Dr. Jacky Chan</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/1600/874501/chan.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/200/631106/chan.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há aqui em Paris uns habitantes eufemisticamente denominados SDF (sem domicílio fixo), andam um pouco por todo o lado  e fazem parte da alma da cidade. Contudo chamar-lhes SDF ou sem abrigo induz-nos em erro, dado terem uma morada fixa que é Paris, a cidade é a sua casa e a paragem de autocarro o quarto. É uma casa grande e com muitos quartos que não se incomodam em partilhar. Pensar que os SDF são apenas pessoas com distúrbios mentais que carecem de apoio é monstruosamente redutor. Podem ser, nas suas mais diversificadas formas, os mais delirantes líricos, os últimos moicanos do romantismo, ou excêntricos em estado puro. Outro dia travei conhecimento com um deles, o Dr. Jacky Chan, numa paragem de autocarro do blvd. St. Michel. Tudo começou porque o Dr. Jacky Chan não consegue construir uma frase em francês, sim ele é americano de origem chinesa. Uma senhora, daquelas que provavelmente se&lt;span class="fullpost"&gt; consideram as autênticas parisienses, imbuída da mais honesta caridade cristã quis saber se já tinha comido. Aí eu entrei na estória no papel de intérprete (ou seria tradutor?), o Dr. Chan explicou-me que se acabara de levantar (já passava das 21h) e que ainda não tinha comido, logo tinha efectivamente fome. A caridosa cristã ofereceu-se para lhe ir comprar pão, e logo aí o Dr. Chan fez mostras da sua acuidade mental e rapidez de reflexos, disse-me rapidamente que não queria pão, preferia dinheiro porque sendo chinês estava com vontade mesmo era de ir a um &lt;i&gt;traiteur&lt;/i&gt; chinês comer uma sopa. E nisto desaparece no meio do estaminé que tinha a ocupar o quarto, onde pontificava alguma parafernália propagandística anti-americana com uns slogans então incompreensíveis contra o FBI e a CIA, e volta logo de seguida com duas cópias de um panfleto a contar a sua história (cliquem na foto para ver). O Panfleto demonstra uma logística respeitável, para quem não compõe uma frase de francês conseguir escrever seis páginas nesse idioma é notável, conseguiu seguramente ajuda de alguém e imprimiu não sei quantas cópias em frente e verso para andar a distribuir por aí. Mas o mais interessante mesmo é a história em si. O Dr. Jacky Chan diz-se médico de investigação, que exerceu a sua profissão em São Francisco, que trabalhou contra sua vontade em projectos de armamento secreto, que foi perseguido pelo FBI e pela CIA, que por causa disso foi abandonado pela família, que este preso três vezes, mas das três vezes ganhou os processos e que espera uma indemnização de cem milhões de dólares. Como é médico propõe-nos também a sua ajuda (ele próprio há mais de vinte anos que não adoece seguindo os mesmos conselhos que nos oferece), diz-nos onde podemos encontrá-lo ou onde podemos deixar recado se quisermos contactá-lo. No fim da primeira página deixa uma nota manuscrita em inglês "I Love You very much! Because you are French! I believe you are a good person!!! This paper is only about 1% of my Story! I have no money to print my story...". Se for verdade tudo o que o Dr. Jacky Chan conta, a sua história é de facto verdadeiramente incrível. Se não é verdade, então é o personagem que se apresenta perante nós, em plena cidade, na "vida real", que é absolutamente genial. Ver esse personagem num filme, ou num palco, ou numa qualquer obra de ficção seria uma fraude. É encarná-lo autenticamente, na rua, que o torna na mais perfeita materialização do artista. Acho a segunda hipótese deveras muito mais interessante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/paris.html" /&gt;Paris&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116310420493842786?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116310420493842786/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116310420493842786&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116310420493842786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116310420493842786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/12/incrvel-estria-do-dr-jacky-chan.html' title='A incrível estória do Dr. Jacky Chan'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-114487079715757046</id><published>2006-12-05T21:32:00.000+01:00</published><updated>2007-01-17T21:52:02.276+01:00</updated><title type='text'>Música do CPE: Si belle Cibelle</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/1600/581158/Cibelle2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/200/447697/Cibelle2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muda novamente a música da juke box da coluna da direita, e voltou a música brasileira com "Só sei viver no samba" de Cibelle. Uma das coisas que mais me fascina da música brasileira é a capacidade de ir incorporando outras influências sem nunca perder a sua identidade, enfim a essência da mestiçagem. Vem de longe essa capacidade, o Choro que já tem (acho eu) mais de cem anos misturou música africana com danças de salão europeias, a Bossa Nova misturou Samba com Jazz, Tropicalismo misturou Bossa Nova com Rock, e continua, Chico Buarque foi buscar a música charme europeia, Jorge Ben o R&amp;B, Lenine a música pop dos anos 90, e por aí a fora, e no entanto tudo soa tão brasileiro, antes do mais brasileiro. E conseguem sempre cantar as coisas mais tristes naquela forma tão alegre, a transbordar felicidade. Lembro-me de uma conversa com a A. (que é brasileira) no &lt;a href="http://garedelest.blogspot.com/2005/11/todos-ao-gevodo.html"/&gt;Gevodão&lt;/a&gt; em que lhe perguntávamos como é que eles conseguem cantar canções tão tristes de modo tão alegre. Ela negou: "Não é triste, Não!", quer dizer a canção não é triste, pode falar de coisas tristes mas não é triste. A. tentou explicar o inexplicável, falou de Noel Rosa, e Pixinguinha, e Geraldo Baptista, e Cartola, mas não dá para explicar, só sentindo mesmo, é visceral (tal como não se pode explicar como é que o Fado pode falar de coisas alegres de maneira triste, é simétrico). Cibelle dá a resposta possível "Só sei viver do Samba". Cibelle, como diria o Ivan Nunes é &lt;a href="http://a-praia.blogspot.com/2006_07_01_a-praia_archive.html#115280763427502036"/&gt;coisa séria&lt;/a&gt;, nasce no meio do Samba-Rock e do Samba-Reggae, mistura com música electrónica (e não sei o quê mais) e dá um resultado que nem vos conto. Este tema é do primeiro álbum "Cibelle", entretanto já saiu um segundo "The Shine of Dried Electric Leaves" (sim, ela também canta em Inglês) que não é nitidamente tão bom quanto o primeiro, ainda assim é Excelente.&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://agresteavena.noosblog.fr/mon_weblog/files/SoSeiViverNoSamba.m4a" autoplay="false" height="30" width="150"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/1600/424984/cibelle.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;"src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/200/291596/cibelle.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei viver no samba&lt;br /&gt;Letra&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Só sei viver mesmo se for num samba&lt;br /&gt;Só sei viver mesmo se for assim&lt;br /&gt;se na maior, só sei viver mesmo se for num samba&lt;br /&gt;Só sei viver mesmo se for um samba&lt;br /&gt;Só sei viver mesmo se for assim, don don din&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja samba de roda, batucada&lt;br /&gt;Samba de noite enluarada&lt;br /&gt;Samba que nunca vai ter fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja de Noel Rosa ou de Cartola&lt;br /&gt;Ou de Paulinho da Viola&lt;br /&gt;Felicidade sem mais fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque samba é pura emoção&lt;br /&gt;Que vem do coração&lt;br /&gt;Que vem do coração&lt;br /&gt;Que chora de prazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o samba é pura emoção&lt;br /&gt;Que vem do coração&lt;br /&gt;Que vem do coração&lt;br /&gt;Que chora de prazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei viver mesmo se for num samba&lt;br /&gt;Só sei viver mesmo se for assim&lt;br /&gt;e na maior, só sei viver mesmo se for um samba&lt;br /&gt;Só sei viver mesmo se for um samba&lt;br /&gt;Só sei viver mesmo se for assim, don don din&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja samba de roda, batucada&lt;br /&gt;Samba de noite enluarada&lt;br /&gt;Samba que nunca vai ter fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja de Noel Rosa ou de Cartola&lt;br /&gt;Ouvir Paulinho da Viola&lt;br /&gt;Felicidade sem mais fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o samba é pura emoção&lt;br /&gt;Que vem do coração&lt;br /&gt;Que vem do coração&lt;br /&gt;Que chora de prazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o samba é pura emoção&lt;br /&gt;Que vem do coração&lt;br /&gt;Que vem do coração&lt;br /&gt;Que chora assim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/msica.html" /&gt;Música&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-114487079715757046?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/114487079715757046/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=114487079715757046&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/114487079715757046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/114487079715757046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/12/msica-do-cpe-si-belle-cibelle.html' title='Música do CPE: Si belle Cibelle'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116535639735767067</id><published>2006-12-05T20:52:00.000+01:00</published><updated>2006-12-08T01:31:10.670+01:00</updated><title type='text'>Adenda ao post anterior - je suis tout à fait d'accord (ou presque)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O André Belo &lt;a href="http://garedelest.blogspot.com/2006/12/une-recette-pour-le-dsastre.html" /&gt;comentou&lt;/a&gt; (en français) o meu post anterior. Estou essencialmente de acordo com o André, apesar do que possa parecer também prefiro que o Le Pen leve uma g'anda tareia eleitoral. E pergunto-me até se o PSF não teria interesse em viabilizar as candidaturas de extrema-direita. Mas há que separar a questão de princípio das circunstâncias políticas, e a questão de princípio é de saber&lt;span class="fullpost"&gt; se deve haver um nível de controlo de uma candidatura presidencial para além das assinaturas de cidadãos. O André é frontalmente contra, eu acho que há bons argumentos a favor e contra (a única &lt;i&gt;nuance&lt;/i&gt; de opinião).&lt;br /&gt;Independetemente dessa questão não deixa de ser estranho um candidato que tem sistematicamente mais de 15% nas presidenciais não consiga reunir 500 apoios num universo de 48000 eleitos. Se a Frente Nacional está fora do sistema (que é democrático, lembre-se) dever haver uma razão. O que me agradou no &lt;a href="http://www.lemonde.fr/web/article/0,1-0@2-3232,36-833052,0.html"/&gt;texto&lt;/a&gt; de Patrick Jarreau é a desmontagem da argumentação de Le Pen no que toca à questão do ónus da sua putativa impossibilidade em candidatar-se. Le Pen coloca esse ónus no sistema eleitoral, e como diz o André - e bem - arrisca-se a capitalizar com isso potencial político, e é essa argumentação que não é aceitável, e é preciso dizê-lo. Mesmo que o sistema eleitoral não seja perfeito, se não conseguirem angariar os apoios necessários, exigidos por lei, para uma candidatura o fracasso é em primeiro lugar e acima de tudo de Le Pen e da Frente Nacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116535639735767067?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116535639735767067/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116535639735767067&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116535639735767067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116535639735767067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/12/adenda-ao-post-anterior-je-suis-tout.html' title='Adenda ao post anterior - je suis tout à fait d&apos;accord (ou presque)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116518424491752948</id><published>2006-12-03T22:17:00.000+01:00</published><updated>2006-12-08T01:30:26.630+01:00</updated><title type='text'>E se Le Pen não puder candidatar-se?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/1600/233788/LePen.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/200/88333/LePen.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mal estar arrasta-se há semanas, em lume mais ou menos brando, é muito possível que Jean-Marie Le Pen - que conseguiu nas últimas presidenciais francesas chegar à segunda volta - &lt;a href="http://www.lefigaro.fr/election-presidentielle-2007/20061111.FIG000000644_parrainer_le_pen_les_elus_de_droite_dans_l_embarras.html" /&gt;não esteja em condições de se candidatar para as eleições do próximo ano&lt;/a&gt;. O problema é com a recolha de assinaturas. Em França não basta recolher um certo número de assinaturas de cidadãos, é necessário também o "apadrinhamento" (como é designado aqui) de 500 eleitos, num universo de cerca de 48000 me todo o país. Mais ainda esses apadrinhamentos têm de vir de pelo menos 30 dos cerca de 100 departamentos e territórios do país. A razão de ser desta lei é a mesma da obrigatoriedade da recolha de assinaturas de cidadãos, para assegurar que qualquer candidato é representativo o suficiente para justificar a sua apresentação às eleições. Le Pen não conseguiu ainda é não é seguro que consiga os 500&lt;span class="fullpost"&gt; apadrinhamentos. Aliás outro candidato da extrema direita, Phillipe de Villiers está com o mesmo problema, por ventura ainda com menos hipóteses de sucesso. Pode parecer estranho que Le Pen que já se candidatou várias vezes, e chegou mesmo à segunda volta uma vez, esteja com dificuldades este ano coisa que nunca aconteceu antes. A razão é um pequeníssimo pormenor que faz as delícias dos amantes da Real Politik: recentemente tornou-se obrigatória a publicação das listas de "apadrinhamentos". Anteriormente os eleitos de outros partidos podiam apadrinhar Le Pen protegidos pelo sigilo, agora não podem, se o fizerem será público que o fizeram. Do ponto de vista formal é inatacável esta nova disposição, os eleitores têm todo o direito de saber a quem os seus eleitos dão uma assinatura que lhes permite candidatar-se às presidenciais. Do ponto de vista prático tem consequências enormes que estão bem à vista, os eleitos por receio de ver a sua carreira política arruinada caso se venha a saber que apadrinharam Le Pen ou de Villiers preferem não fazê-lo. Pode considerar-se esta lei eleitoral demasiado Draconiana, mas se Le Pen não consegue reunir sequer 500 assinaturas em 48000 possíveis então talvez não justifique ser candidato às eleições (vale a pena ler &lt;a href="http://www.lemonde.fr/web/article/0,1-0@2-3232,36-833052,0.html"/&gt;este&lt;/a&gt; artigo de opinião sobre o assunto).&lt;br /&gt;Outra questão, que vem por consequência, é a de saber quem vai beneficiar com esta situação. E aí, não sou especialista e ainda não vi opiniões de especialistas sobre o assunto, mas parece-me que a coisa tanto pode arranjar à direita como à esquerda, e mais que isso é palpite. Se o eleitorado que tem votado extrema-direita for seduzido pela direita tradicional, e Sarkozy tem trabalhado com afinco nesse sentido, então será a direita, o próprio Sarkozy quem ganha. Por outro lado se os votantes de Le Pen, que são numa grande parte votos de protesto, se sentirem defraudados pela não-candidatura da extrema-direita e se abstiverem massivamente, então é a esquerda, sobretudo o PS e Sègolene Royal quem vai benificiar. Por enquanto, à direita como à esquerda, toda a gente vai assobiando para o lado, e fazendo discretamente as suas apostas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116518424491752948?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116518424491752948/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116518424491752948&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116518424491752948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116518424491752948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/12/e-se-le-pen-no-puder-candidatar-se.html' title='E se Le Pen não puder candidatar-se?'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116492609042703826</id><published>2006-12-01T09:24:00.000+01:00</published><updated>2006-12-08T01:29:20.933+01:00</updated><title type='text'>Sobre o Referendo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguindo o &lt;a href="http://arrastao.weblog.com.pt/arquivo/2006/11/para_blogues" /&gt;repto&lt;/a&gt; do &lt;a href="http://arrastao.weblog.com.pt/" /&gt;Arrastão&lt;/a&gt; está ali na coluna da esquerda um auto-colante virtual a publicitar o meu sentido de voto no Referendo sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Agora que já tem &lt;a href="http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1278288" /&gt;data marcada&lt;/a&gt;, constato que ainda não escrevi aqui sobre o assunto (shame on me...).&lt;br /&gt;Sou favorável ao SIM, sem hesitações. É à mulher (ou quando muito ao casal, quando há casal) que compete decidir se se deve interromper uma gravidez nas primeiras semanas. Dito isto concordo com o Santiago quando &lt;a href="http://www.contanatura.net/arquivo/2006/11/ainda_o_referendo_que_ai_vem.html#more" /&gt;diz&lt;/a&gt; que esta é uma questão ética. Objectivamente às dez semanas já existe uma nova vida, um novo indivíduo, saber se e até que ponto&lt;span class="fullpost"&gt; a mulher grávida pode dispor dessa vida é uma questão ética. Não há separação nítida entre um feto de 9 semanas e um de 11, há um processo contínuo mais ou menos constante que dura nove meses, saber onde é que se coloca o limite temporal para a interrupção de uma gravidez é uma questão ética. É uma questão ética, e não é uma questão fácil.&lt;br /&gt;Por princípio acho que uma mulher que decide interromper uma gravidez tem uma boa razão para o fazer. Que existam por hipótese algumas mulheres que o façam sem uma razão válida não justifica que se torne a IVG num crime para todas as têm boas razões para o fazer. Mas a mulher que decide pela IVG tem que ter um razão válida para o fazer. Ninguém de bom senso defende, por exemplo, o aborto como meio de contracepção, ninguém defende o livre arbítrio. Por isso concordo também com o Santiago quando &lt;a href="http://www.contanatura.net/arquivo/2006/11/ainda_o_referendo_que_ai_vem_p.html" /&gt;diz&lt;/a&gt; que Fernanda Câncio (f.) &lt;a href="http://gloriafacil.blogspot.com/2006/11/sem-pedir-autorizao-ao-professor.html" /&gt;abandalha&lt;/a&gt; um pouco a questão (sim, eu sei que era &lt;a href="http://gloriafacil.blogspot.com/2006/11/outra-vez-o-mesmo-assunto-irra-ate-eu.html" /&gt;ironia&lt;/a&gt;). Melhor dizendo, concordo com a f. no conteúdo mas não na forma (talvez a ironia não seja a melhor forma neste caso), porque dá a sensação que f. defende o direito da mulher à IVG sem que para tal necessite de uma justificação. A própria f. já deixou &lt;a href="http://gloriafacil.blogspot.com/2006/11/de-annimo-para-annimo.html" /&gt;bem claro&lt;/a&gt; que não é essa a posição que defende. Pela minha parte acho que a IVG é uma decisão extremamente difícil, que não se pode tomar de ânimo leve, e necessita, obviamente, de uma justificação válida. Por princípio acredito que qualquer mulher (ou casal) é capaz por si só de decidir se a sua justificação é válida ou não, por isso voto SIM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já agora (nunca é demais repetir), a vitória do SIM não obriga ninguém a fazer o que quer que seja. Quem se opõe à IVG não será nunca obrigada a praticá-la. Quem acha que o que falta são alternativas para as mulheres poderem acolher as suas crianças em condições pode continuar a trabalhar para oferecer essas condições às mães necessitadas. A mesma coisa vai para planeamento da natalidade e a educação sexual. Nenhumas destas opções são mutuamente exclusivas.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/1600/478637/pelosim.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/200/76063/pelosim.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116492609042703826?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116492609042703826/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116492609042703826&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116492609042703826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116492609042703826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/12/sobre-o-referendo.html' title='Sobre o Referendo'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115971090517240642</id><published>2006-11-28T23:51:00.000+01:00</published><updated>2006-12-01T09:37:00.880+01:00</updated><title type='text'>Um filme que poderia ter-se tornado um Ícon</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/2-fire.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/320/2-fire.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vi há pouco tempo &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0116308/" /&gt;Fire&lt;/a&gt;, da realizadora indiana de naturalizada canadiana &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Deepa_Mehta" /&gt;Deepa Metha&lt;/a&gt;. É um filme já com dez anos, o primeiro de uma trilogia da realizadora que, depois de anos a viver no Canadá, decide revisitar a sua Índia natal com um olhar bastante crítico. "Fire" passa-se na Delhi contemporânea, é a história de duas mulheres descontentes com os seus casamentos, e com a sua condição enquanto mulheres. Tornam-se próximas, íntimas, e acabam por se envolver num relacionamento amoroso. O filme pretende ser uma crítica ao papel da mulher na sociedade indiana. A própria realizadora assume que o seu filme tem algo de manifesto. Foi bastante controverso na Índia, e chegou a estar proibido devido a ataques de fundamentalistas Hindus a salas onde o filme&lt;span class="fullpost"&gt; foi exibido.&lt;br /&gt;Confesso que quando vi o filme, talvez por não saber de todo ao que ia, fiquei surpreendido e gostei, sem no entanto ficar deslumbrado, essencialmente achei o filme simpático. Perguntei-me o porquê deste filme não se ter tornado emblemático, poderia ser um estandarte feminista, ou mesmo lésbico. Ao mesmo tempo sabia a resposta. Por um lado o filme, sem ser Bolywoodesco, tem uma estética demasiado "exótica" para que o espectador ocidental se identifique com ele. Por outro (imagino eu) para os indianos talvez o filme seja demasiado superficial. Através da wikipedia cheguei a este artigo da feminista indiana &lt;a href="http://www.infinityfoundation.com/mandala/s_es/s_es_kishw_naive_frameset.htm" /&gt;Madhu Kishwar&lt;/a&gt; que acusa o filme de maniqueísmo, e faz uma crítica demolidora, vindo do lado oposto dos fundamentalistas Hindus. De facto nem ocidental, nem indiano, "Fire" acaba por ficar na terra de ninguém, e para ser Universal falta-lhe qualquer coisa...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115971090517240642?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115971090517240642/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115971090517240642&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115971090517240642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115971090517240642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/11/um-filme-que-poderia-ter-se-tornado-um.html' title='Um filme que poderia ter-se tornado um Ícon'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116439189671659307</id><published>2006-11-26T19:10:00.000+01:00</published><updated>2006-11-28T23:51:54.570+01:00</updated><title type='text'>A Gramática para além de Plutão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito se tem escrito sobre a TLEBS (Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário) na blogosfera e não só. Já consegui encontrar argumentos a favor e contra, o que quer dizer que a discussão avançou um bocado depois do &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/11/gramtica-e-pluto.html" &gt;post&lt;/a&gt; que escrevi a comparar a questão da TLEBS com a despromoção de Plutão a planeta-anão. Logo para começar encontrei o texto tal da Maria Alzira Seixo na Visão, graças aos &lt;a href="http://o-ceu-sobre-lisboa.blogspot.com/2006/11/aqui-est-o-famoso-artigo-que-maria.html"/&gt;bons ofícios&lt;/a&gt; d&lt;a href="http://o-ceu-sobre-lisboa.blogspot.com/"/&gt;O Céu sobre Lisboa&lt;/a&gt;. Já agora, no mesmo blogue há vários posts sobre este assunto que valem a pena ser lidos (&lt;a href="http://o-ceu-sobre-lisboa.blogspot.com/2006/11/dois-artigos-do-escritor-de-livros.html"/&gt;este&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://o-ceu-sobre-lisboa.blogspot.com/2006/11/algumas-angstias-de-alguns-professores.html"/&gt;este&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://o-ceu-sobre-lisboa.blogspot.com/2006/11/tlebs-parte-37653765-helena-matos.html"/&gt;este&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://o-ceu-sobre-lisboa.blogspot.com/2006/11/tambm-interessante-confrontar-uma.html"/&gt;este&lt;/a&gt;), e de sinal contrário há este &lt;a href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2006/11/tlebs_a_fatal.html"/&gt;disparate&lt;/a&gt; no Aspirina B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além de Maria Alzira Seixo, também Vasco Graça Moura volta ao assunto, novamente na sua &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2006/11/22/opiniao/a_autopsia_tioneu.html" /&gt;coluna no DN&lt;/a&gt;. Ambos apresentam argumentos contra a TLEBS (já lá vou), mas ambos deixam transparecer que não é apenas da TLEBS em si mesma que se trata, há também uma disputa de autoridade e de território entre a Literatura e a Linguística, como se pode&lt;span class="fullpost"&gt; ver:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"a Gramática, e muito menos a Língua, não são propriedade exclusiva do estudo da Linguística, ligam-se a outras disciplinas em que são cruciais: a Literatura (...) e Filosofia, com a Lógica e a Filosofia da Linguagem"&lt;/i&gt; (Maria Alzira Seixo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"O ódio à Literatura atinge o seu paroxismo nestes modelos de autópsia"&lt;/i&gt; (Vasco Graça Moura)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegando noutro exemplo e seguindo a mesma lógica: também o estudo do organismo humano não é propriedade exclusiva da medicina, mas será que um biólogo pode passar receitas médicas? A Gramática é um objecto de estudo da Linguística (o que não quer dizer propriedade dos linguistas), e mesmo que os linguistas devam naturalmente estar abertos à discussão com outras disciplinas, quando se trata de decidir a elaboração dos programas escolares é a linguistas que Ministério da Educação (ME) deve recorrer no que respeita à Gramática tal como deve recorrer a Matemáticos para elaborar os programas de Matemática. A reclamação territorial de Seixo e Graça Moura, na minha, opinião não colhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também um outro aspecto, o que motivou o &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/11/gramtica-e-pluto.html" &gt;post&lt;/a&gt; anterior, e que se mantém: há uma motivação autenticamente conservadora na generalidade dos que se opõe à TLEBS. Há uma atitude de princípio na recusa da mudança. Se a a Gramática fosse uma simples forma de nomenclatura, se a escolha entre "nome" e "substantivo" fosse meramente arbitrária, se fossem apenas duas formas diferentes, igualmente eficazes, de designar a mesma &lt;i&gt;coisa&lt;/i&gt; eu até concordaria com a posição conservadora. Se é indiferente, então a mudança é fútil. Mas a Gramática é uma forma de descrever e compreender correctamente a Língua que falamos, e pode sofrer alterações que descrevam mais eficazmente, e nos permitam compreender melhor a língua. Há que comparar a Gramática &lt;i&gt;tradicional&lt;/i&gt; com a que é proposta pela TLEBS e determinar qual a que melhor descreve o português que falamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos exemplos e argumentos que são dados, curiosamente por Maria Alzira Seixo e Vasco Graça Moura, dos poucos exemplos concretos que vou conhecendo estou a começar a gostar da TLEBS. Maria Alzira Seixo critica que a TLEBS dirija a "&lt;i&gt;taxinomia da língua para raciocínios tecnicistas e funcionais&lt;/i&gt;", parece-me muito bem que assim seja, a Gramática deve ser acima de tudo uma ferramenta técnica e funcional para a compreensão da língua, e é isso que deve ser ensinado na escola. É precisamente o que se critica em permanência aos alunos, não saberem usar a língua como instrumento de comunicação, que é como quem diz faltam-lhes as bases técnicas e funcionais de manuseamento da língua. Pelas mesmas razões que Seixo prefere "substantivo" a "nome" eu prefiro "nome" a "substantivo" ("&lt;i&gt;por ser muito mais amplo e romper com a tradição filosófica milenar que funda a relação entre pensamento e linguagem, elevando-a acima do uso instrumental.&lt;/i&gt;")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vasco Graça Moura (contrariamente às minhas expectativas) apresenta argumentos, refere-se &lt;a href="http://www.dgidc.min-edu.pt/TLEBS/CDMateriaisDidacticos/trabalhos/90_Lusiadas_3C.ppt"/&gt;esta apresentação&lt;/a&gt; (ficheiro powerpoint disponível no site o ME) em que uma estrofe d'"Os Lusíadas" é utilizada como exemplo para uma análise gramatical à luz da TLEBS.  A partir daí faz a sua crítica sistemática apresentando vários pontos contra a TLEBS. A meu ver, Graça Moura, comete um erro numa parte significativa da sua análise, e talvez não seja um erro inocente: confunde análise gramatical com análise literária. DL no &lt;a href="http://linha-dos-nodos.blogspot.com/2006/11/decomposio-diz-vasco-graa-moura-no-dn.html"/&gt;Linha dos Nodos&lt;/a&gt; comete o mesmo equívoco. Se uma análise literária, for estudar as figuras de estilo, a métrica, a rima, o ritmo, o vocabulário e tudo o mais do poema de Camões para chegar à simples conclusão que "Tioneu queimava os cheiros excelentes produzidos na Pancaia", seria de facto grave, muito grave. Simplesmente não é disso que se trata. Para uma análise gramatical os autores da dita apresentação escolheram como exemplo um texto de Camões como poderiam ter escolhido uma qualquer notícia de jornal. Logo aí revelam um enorme bom senso, não só em qualquer circunstância Camões é sempre uma escolha melhor do que qualquer texto de jornal, como ainda no caso concreto os oito versos de Camões com toda a sua riqueza e complexidade apresentam uma tal diversidade de construções gramaticais - como os autores da dita apresentação expõem e analisam excelentemente - que páginas e páginas de jornais não chegariam para o exemplificar. É bom não esquecer que para os alunos poderem perceber e, mais importante ainda, apreciar Camões, convém que percebam antes as bases da Gramática, e saibam fazer um bom uso da Língua. Aí talvez Camões dê voltas no túmulo, mas de contentamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No resto, acredito que nem todas as alterações propostas pela TLEBS sejam melhores do que as da Gramática Tradicional, e num debate profundo e exaustivo chegar-se-á provavelmente à conclusão que algumas alterações devem ser adoptadas e outras não. Perece-me completamente natural, e seria um erro rejeitar a TLEBS como um todo por culpa de uma ou outra insuficiência pontual. Não nos devemos é esquecer que se trata uma opção entre uma Gramática tradicional e uma outra nova, convém ter presente qual é o termo de comparação. Se nos estão sempre a citar os exemplos abstrusos da TLEBS, perguntem-se se na Gramática tradicional não há exemplos igualmente abstrusos aos quais estamos, simplesmente, habituados. Dizia-me há pouco tempo um amigo, que por acaso ensina Português aqui em França, "tentem explicar a um estrangeiro o que é o 'Pretérito Perfeito' e porque é que se chama assim, e vão ver se é intuitivo".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116439189671659307?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116439189671659307/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116439189671659307&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116439189671659307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116439189671659307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/11/gramtica-para-alm-de-pluto.html' title='A Gramática para além de Plutão'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116439117001969298</id><published>2006-11-25T00:32:00.000+01:00</published><updated>2006-11-25T01:09:31.103+01:00</updated><title type='text'>Triste</title><content type='html'>Triste é saber&lt;br /&gt;que ninguém pode viver de ilusão&lt;br /&gt;Que nunca vai ser, nunca vai dar&lt;br /&gt;Um sonhador tem que acordar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Triste&lt;/i&gt;, de Tom Jobim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...triste é ver morrer uma &lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5959/2264/1600/632531/abril.jpg" /&gt;utopia&lt;/a&gt;.&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116439117001969298?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116439117001969298/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116439117001969298&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116439117001969298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116439117001969298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/11/triste.html' title='Triste'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116430494859646730</id><published>2006-11-23T18:55:00.000+01:00</published><updated>2006-11-26T23:15:51.113+01:00</updated><title type='text'>O Véu Islâmico e a Laicidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Joana Amaral Dias escreveu um excelente &lt;a href="http://5dias.net/2006/11/22/velado/" /&gt;post&lt;/a&gt; do 5dias abordando a questão do Véu Islâmico e a Laicidade do estado. Estou inteiramente de acordo, dou só aqui umas achegas. Como é referido e bem no &lt;a href="http://5dias.net/2006/11/22/velado/" /&gt;post&lt;/a&gt; esta moda de atacar o Véu Islâmico em nome da Laicidade começou em França e foi da responsabilidade de Nicolas Sarkozy. Ninguém fora de França (e pouca gente dentro de França) reparou que nessa iniciativa a Laicidade do Estado não foi senão um falso pretexto, o verdadeiro objectivo de Sarkozy e da direita parlamentar foi de fazer um gesto do agrado do eleitorado de extrema-direita, para tentar cativar os votantes&lt;span class="fullpost"&gt; de Le Pen e outros que tais. Há aqui uma questão que me parece simples e clara (mas que me parece que pouca gente concorda): O estado é e deve ser laico face ao cidadão, o que não quer dizer que o cidadão seja laico. O cidadão tem e deve ter liberdade de escolha do credo religioso. Quer isto dizer que o estado, por exemplo, não pode ensinar matérias religiosas ou influenciadas por visões religiosas (como o criacionismo por exemplo). Quer dizer também que uma professora, como representante do estado na sala de aula, não pode usar elementos religiosos (aí estou de acordo que uma professora não possa usar um Véu Islâmico). Isso não quer dizer que os alunos não tenham religião, e não possam mostrá-lo. Há uma assimetria entre o que deve ser o comportamento do estado perante o cidadão e do cidadão perante o estado.&lt;br /&gt;Outra questão completamente diferente é saber se o Véu é discriminatório para a mulher muçulmana. É!, claro que É! E não essa não é uma questão que só os muçulmanos possam debater entre si. Qualquer um de nós pode e deve indignar-se contra essa discriminação, e manifestá-lo. Mas não é com leis que se vai resolver o problema, pelo contrário (mais uma vez o post de que falo refere o exemplo do aumento da venda de véus recentemente em Inglaterra). Este tipo de leis só serve para hostilizar e ostracizar os muçulmanos, o que não ajuda nada a combater a discriminação de que as mulheres são alvo. E por falar em discriminação das mulheres, alguém se perguntou porque é que as mulheres judias não usam o kippah? Será também uma forma de discriminação das mulheres? Deveríamos fazer leis para regular o uso do kippah? É absurdo, tal como é absurdo proibir o uso do Véu Islâmico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116430494859646730?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116430494859646730/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116430494859646730&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116430494859646730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116430494859646730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/11/o-vu-islmico-e-laicidade.html' title='O Véu Islâmico e a Laicidade'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116404740146099242</id><published>2006-11-20T19:29:00.000+01:00</published><updated>2006-11-23T19:58:07.726+01:00</updated><title type='text'>De regresso ao Inverno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cá estou de volta ao Inverno depois de ter passado uma semana na Primavera. De encontro às expectativas estava uma temperatura máxima para lá dos 20º, e só choveu um dia em oito, sol o resto do tempo (o paradoxo é que na Primavera está frio é dentro de casa, ao contrário das temperaturas estivais interiores aqui no Inverno, é que lá não se usa aquecimento, vá-se lá saber porquê). A Primavera do Sul tem essa grande vantagem, e por mais que a disciplina protestante do Inverno seja civilizada nunca terá, o Sol, quanto ao mais a Primavera é um local pitoresco. Por inacreditável que possa parecer o que conto a seguir é absolutamente verídico.&lt;br /&gt;Por exemplo, vi na Televisão local uma entrevista de um inverosímil personagem que se afirmava vítima de uma cabala que envolvia o actual presidente, o anterior presidente, um  ex-líder do seu próprio partido,&lt;span class="fullpost"&gt; umas quantas figuras políticas e mediáticas, e aproximadamente 70% da população local. Numa democracia isso não será considerado propriamente uma conspiração, mas o excêntrico personagem escreveu mesmo um livro sobre o assunto. O mais extravagante é que esse inarrável personagem terá mesmo chegado a ser primeiro-ministro, aliás extravagante mesmo é que ele considera ainda a possibilidade de voltar a sê-lo, consegue vender o seu livro, e é notícia de telejornal. Entretanto, continuando a ver os noticiários, há um líder de um partido residual de direita que defende a criminalização da interrupção voluntária da gravidez como política de incentivo à natalidade. Desligo a televisão, e saio à rua.&lt;br /&gt;O moral das primaveris gentes estava primaveril, como convém. Há uns poucos anitos quando lá fui numa das minhas visitas pairava um clima de euforia estival pelo ar, um par de anos mais tarde voltei a passar e a depressão invernal passou a estado de espírito nacional, agora está assim para o médio, nem quente nem frio, equilibrado. As conversas de café à volta dos temas de sempre não são nem megalómanas nem catastrofistas, antes parece haver cada vez mais um certo realismo, sem nunca perder o sentido crítico. Parece até que se chegou a um consenso generalizado que a Primavera precisa de reformas profundas em quase todos os sectores, tal como há também um consenso que os outros sectores são aqueles que mais precisam de reformas. Dizem-me, por exemplo, que os professores não querem que se mexa no seu estatuto, mas que seguramente os mesmos concordarão que os médicos, os militares, os funcionários públicos beneficiam de demasiados privilégios e que os profissionais liberais deveriam pagar mais impostos. Seguramente todas as outras classes profissionais concordariam na generalidade com os professores, alterando apenas um ou outro pormenor (provavelmente substituiriam a sua própria classe profissional por professores e estariam totalmente de acordo com a necessidade de reformas acima enunciada).&lt;br /&gt;Fiz ainda umas curtas viagens na Primavera, que as auto-estradas, baluarte da modernidade local, são mesmo convidativas. Foram construídas há uma década, mais ou menos, e projectava-se que iriam trazer o progresso a todo o resto da nação. Não foi bem o caso, o país para lá das auto-estradas continua assim para o atrasadito. O primeiro-ministro de então, não-obstante, foi promovido por voto popular a presidente da república da Primavera. Nas estradas notava-se ainda (e sempre) o estilo de condução estouvado dos autóctones, mas dizem a estatísticas - uma boa notícia - que o número de vítimas tem vindo a diminuir (lá está, uma demonstração empírica da teoria de Darwin).&lt;br /&gt;Tive ainda tempo de ir, assim de passagem, ao séc. XIX visitar alguns familiares que ainda por lá tenho. Logo para assegurar uma transição progressiva, a auto-estrada que vai para o séc. XIX é moderna, sim, mas não aceita cartões VISA, o que para quem vem o estrangeiro é uma grande chatice. Pelo caminho a auto-estrada ia sendo ladeada por altivos eucaliptos - espécie vegetal exótica muito popular na Primavera, apesar de nociva. No séc. XIX as coisas estão como antes, umas charruas e carros de bois, fontes, fornos de pão e tudo o mais, apenas com um pouco mais de pó e teias de aranha do que antes, prestes a dissipar-se a qualquer instante. Ou talvez esteja apenas a dissipar-se lentamente. Encontrei no caminho um tasco que tinha lá a um canto duas &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/mesa.jpg" /&gt;fabulosas mesas&lt;/a&gt; de tampos em azulejo e respectivos bancos de correr. Aí degustei umas deliciosas sandes de carne estufada e bifanas (refeição para dois com bebida e sobremesa, a menos de 7 euros). Tal como encontrei num passeio &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/Cintra.jpg" /&gt;ao novo Mont St. Michel&lt;/a&gt; lá do burgo (local apropriado para uma &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/04/fotozinha-do-turista.html" /&gt;fotozinha do turista&lt;/a&gt;), mesmo em frente à &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/estacao.jpg" /&gt;estação dos comboios&lt;/a&gt; um outro magnífico &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/elite.jpg" /&gt;café&lt;/a&gt;, um dos autênticos, um estoico resistente, que é especial simplesmente porque não tem nada de especial (e novamente frango para dois, refeição completa igualmente em conta). É afinal nos pequenos pormenores bem escondidos que se encontra o Sol da Primavera.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116404740146099242?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116404740146099242/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116404740146099242&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116404740146099242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116404740146099242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/11/de-regresso-ao-inverno.html' title='De regresso ao Inverno'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116325178131215541</id><published>2006-11-11T14:26:00.000+01:00</published><updated>2006-11-21T14:59:18.790+01:00</updated><title type='text'>Pequena pausa...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...nas blogagens. Volto já, vou passar uma semana à Primavera.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116325178131215541?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116325178131215541/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116325178131215541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116325178131215541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116325178131215541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/11/pequena-pausa.html' title='Pequena pausa...'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115961845693735881</id><published>2006-11-10T14:13:00.000+01:00</published><updated>2006-12-27T16:31:20.463+01:00</updated><title type='text'>De palerma é que ele não tem nada!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ElLnGnNOr_M"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ElLnGnNOr_M" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Esta rábula do Ricardo Araújo Pereira (que só me chegou através do YouTube) demonstra a superioridade do comediante sobre o político. Como diria (pensa-se que disse) Chaplin:"&lt;i&gt;I remain just one thing, and one thing only— and that is a clown. It places me on a far higher plane than any politician&lt;/i&gt;". Indo além dos personagens em apreço - quer dizer, façamos abstracção de que se trata da Odete Santos - sendo objectivo&lt;span class="fullpost"&gt;, vendo as coisas em sentido estrito, RAP fez a piadinha fácil, populista, seguramente ao gosto de Paulo Portas: "os políticos são todos uns malandros". Odete Santos não faz mais do que defender o ponto de vista razoável, contrariar a demagogia fácil das acusações vagas atiradas para o ar. Mas está à vista de toda a gente quem é que fica mal na pintura. Alguém consegue ver em Odete Santos uma tentativa honesta de defender o bom nome da sua classe, ou apenas um balbuciar despropositado e deslocado? De facto a deputada parece um peixe fora de água, completamente à deriva a tentar ripostar ao humorista. Este, por seu lado, com um admirável sangue frio desarma-se a si próprio, que é a melhor maneira de evitar ser desarmado pelo adversário, e desencadeando a gargalhada geral - desarmando de caminho o oponente - tudo com um perfeito controlo da situação. Odete Santos, percebendo ou intuindo a vantagem do humorista tenta ainda fazer uma piada, e aí atinge a consumação do desastre total. RAP recolhe os cacos sem nunca perder a compostura. Demonstra não apenas que é um excepcional comediante, mas principalmente que sabe que o é, e tira proveito disso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115961845693735881?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115961845693735881/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115961845693735881&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115961845693735881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115961845693735881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/11/de-palerma-que-ele-no-tem-nada.html' title='De palerma é que ele não tem nada!'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116294108163459086</id><published>2006-11-09T00:10:00.000+01:00</published><updated>2007-09-27T00:07:00.674+02:00</updated><title type='text'>A Genética e a Política</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paulo de Oliveira pergunta &lt;a href="http://www.contanatura.net/arquivo/2006/11/sera_que_a_genetica_e_de_esque.html#more"&gt;neste post&lt;/a&gt; do Conta Natura se "A Genética é de Esquerda?". É curiosa a pergunta, já que a Genética foi na sua juventude veementemente atacada pela esquerda (se esquerda se lhe pode chamar, mas isso é outra história...), no tempo da União Soviética estalinista. Fez escola na época uma doutrina, em que um tal &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Trofim_Lysenko"&gt;Lysenko&lt;/a&gt; era figura de proa, que rejeitava a Genética por ser uma Ciência burguesa. Estamos naturalmente de acordo que a Genética, e a Ciência em geral não têm cor política, uma disciplina deve ser avaliada pelo seus méritos ou fraquezas científicas. No entanto isto não quer dizer que os campos sejam&lt;span class="fullpost"&gt; estanques, contrariamente ao que tenho defendido em relação à Religião ("Good fences make good neighbors"), os resultados da Ciência podem e devem ter implicações políticas. Dando um exemplo (ao acaso, perfeitamente inocente) se a Ciência estabelecer que a acção humana é responsável pelo aquecimento global e que isso vai provocar alterações climáticas de consequências desastrosas, então o poder político deve agir em conformidade. Já um relatório pseudo-científico, com as conclusões encomendadas à partida dificilmente é credível. Mas ainda assim há aqui uma linha subtil: é sempre possível que quem faz o estudo, mesmo que antecipadamente convicto dos resultados, o faça de forma tecnicamente correcta e atinja as conclusões esperadas. Ou seja a intenção com que se faz a investigação é irrelevante, não corrobora nem refuta as suas conclusões. O estudo deve ser sempre avaliado pelo seu rigor metodológico, independentemente de tudo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já agora, com o respeito à Genética, posso ainda levantar mais duas lebres. Para além da questão das raças humanas que refere o Paulo de Oliveira (já lá vou), há duas questões relacionadas com a Genética que me parece vão levantar celeuma política e/ou social num futuro próximo. São elas 1) a diferenças biológicas entre homem e mulher (para além do aparelho reprodutor) e 2) a determinação genética da homossexualidade. Esta segunda já se podem antever duas posições - se se determinar que há uma forte componente genética -, os tolerantes dirão que só demonstra que a homossexualidade é parte da variação natural da espécie humana, e os reaccionários dirão que se trata de uma doença genética (terão depois que apresentar uma definição convincente de "doença").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tocante à questão das raças, e discutindo a questão apenas no plano científico, Paulo de Oliveira critica este &lt;a href="http://cienciahoje.uol.com.br//56561"&gt;artigo de opinião&lt;/a&gt; de Sérgio Danilo Pena. Eu pessoalmente li e achei-o um excelente artigo, está muito bem escrito e globalmente concordo com o conteúdo. Paulo de Oliveira critica a conclusão de que não há raças humanas - se bem percebi - considera que as há. Eu continuo a pensar que não faz sentido falar em raças humanas do ponto de vista biológico. No entanto Paulo de Oliveira tem razão numa crítica que faz a Danilo Pena, o estudo (&lt;a href="http://laboratoriogene.info/Cientificos/Annals.pdf"&gt;aqui em PDF&lt;/a&gt;) a que este se refere aponta - ainda que ligeiramente - no sentido contrário ao que ele pretende indicar. Contudo se eu tivesse de escolher entre este estudo moderno e o velhinho estudo das isozimas (que não é só das isozimas, é também grupos sanguíneos e outros marcadores) para decidir da existência de raças, escolhia o velhinho. E isto toca no conceito de raça, que é um conceito arbitrário como são quase todos os conceitos em Biossistemática (com excepção do conceito de espécie), mas parece-me que raças diferentes têm que ter características biológicas relevantes, específicas da raça, distintas das outras raças, e já agora vários caracteres, não apenas um. Utilizar como marcador genéticos porções de DNA não codificante, ou seja silenciosas, que não têm qualquer manifestação no organismo, é muito útil para o estudo da genealogia ou filogenia de uma população mas não tem grande significado quando se trata de estabelecer diferenças entre grupos. Já as isozimas são características fenotípicas (desculpem lá, mas tinha que usar o palavrão), têm uma função biológica. Além do mais não são só as isozimas, pelo que aprendi na Faculdade utilizando outros caracteres como a cor da pele (como o próprio Paulo de Oliveira muito bem exemplifica) a conclusão é sempre a mesma (e vai em bold e tudo) &lt;b&gt;a variabilidade intra-populacional é maior do que a variabilidade inter-populacional&lt;/b&gt;, i.e. há mais variedade dentro de cada grupo do que entre as médias dos grupos entre si o que faz com que as variabilidades intra-populacionais sejam largamente sobrepostas. Se bem me lembro esta observação é verdade para uma enorme quantidade marcadores morfológicos estudados, que me parecem mais relevantes para a questão em apreço do que marcadores genéticos silenciosos. E mesmo o artigo referido, o tal que que vai um pouco em sentido contrário, continua a observar uma preponderância da variabilidade intra-populacional. Pelo que me foi dado a ler não vejo razão para mudar a conclusão, continuo a achar que não há razão para pensar que os diferentes grupos humanos sejam suficientemente diferentes para serem considerados raças. Se isto agrada ou não agrada ao pensamento politicamente correcto é perfeitamente indiferente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116294108163459086?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116294108163459086/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116294108163459086&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116294108163459086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116294108163459086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/11/gentica-e-poltica.html' title='A Genética e a Política'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116301613258798793</id><published>2006-11-08T20:43:00.000+01:00</published><updated>2006-11-08T21:02:12.603+01:00</updated><title type='text'>Parabéns Parceiro!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz hoje um ano que começou o blogue &lt;a href="http://garedelest.blogspot.com/" /&gt;Matéria de Bretanha&lt;/a&gt;, que quando nasceu se chamava "Garedelest" (e não Gare de l'Est", que não é a mesma coisa). Entre muitas coisas nobres que nos trouxe, o André Belo aceitou envolver-se com este &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/" /&gt;duvidoso blogue&lt;/a&gt; numa parceria musical (veja-se ali a coluna da direita), o que este blogue humildemente agradece. Ficam aqui e os meus parabéns: Muitos parabéns André (e já agora à Rainha e Monmartre e à Embaixatriz da Lusofonia também)! Continua, que a malta gosta.&lt;br /&gt;Já agora, neste dia de aniversário o André está muito &lt;a href="http://garedelest.blogspot.com/2006/11/msica-do-cpe-seguido-de-indignao.html"/&gt;indignado com a pátria&lt;/a&gt;, eu partilho inteiramente da indignação. O património merecia um pouco mais de cuidado.&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116301613258798793?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116301613258798793/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116301613258798793&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116301613258798793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116301613258798793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/11/parabns-parceiro.html' title='Parabéns Parceiro!'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116294341369509656</id><published>2006-11-08T00:21:00.000+01:00</published><updated>2006-12-05T23:48:36.326+01:00</updated><title type='text'>Música do CPE: Ondas do Mar de Vigo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muda de novo a música ao abrigo do CPE ali na coluna da direita. Na continuação desta parceria com a &lt;a href="http://garedelest.blogspot.com/" /&gt;Matéria de Bretanha&lt;/a&gt;, o André Belo desta vez escolheu um verdadeiro achado, lindíssimo, como &lt;a href="http://garedelest.blogspot.com/2006/10/levad-amigo-que-dormides-as-manhas.html"/&gt;prometido&lt;/a&gt; vamos pôr a tocar "Ondas do Mar de Vigo" pelo "Grupo de Música Antigua de Compostela" retirado do álbum "Cantigas de Martim Codax". O tema é uma recriação ao estilo da época Medieval de como seriam tocadas estas cantigas pelos trovadores de então, o poema como o nome do álbum indica é do cancioneiro de Martin Codax (um cancioneiro Galego-Português como o André explica). Quero apenas&lt;span class="fullpost"&gt; realçar que a primeira vez que ouvi a música, antes de ter tido quaisquer explicações adicionais, saltou-me logo pelo ouvido adentro a influência árabe. Para o mais vale a pena ler o que o André já escreveu sobre as cantigas de amigo e sobre a influência árabe na poesia medieval peninsular, vejam no &lt;a href="http://garedelest.blogspot.com/" /&gt;Matéria de Bretanha&lt;/a&gt; e também no &lt;a href="http://5dias.net/2006/10/30/andre-belo-o-ocidente-converteu-se-em-oriente/"/&gt;5 dias&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Fica aqui o poema que acompanha a música (transcrição também ela gentileza do André Belo)&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: Center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://agresteavena.noosblog.fr/mon_weblog/files/OndasVigo.m4a" autoplay="false" height="30" width="150"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ondas do mar de Vigo,&lt;br /&gt;se vistes meu amigo?&lt;br /&gt;E ay Deus, se verrá cedo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ondas do mar levado,&lt;br /&gt;se vistes meu amado?&lt;br /&gt;E ay Deus, se verrá cedo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vistes meu amigo,&lt;br /&gt;o por que eu sospiro&lt;br /&gt;E ay Deus, se verrá cedo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vistes meu amado,&lt;br /&gt;por que hey gran coydado&lt;br /&gt;E ay Deus, se verrá cedo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/Martincodax1%20copie.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/200/Martincodax1%20copie.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/msica.html" /&gt;Música&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116294341369509656?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116294341369509656/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116294341369509656&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116294341369509656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116294341369509656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/11/msica-do-cpe-ondas-do-mar-de-vigo.html' title='Música do CPE: Ondas do Mar de Vigo'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116259936837672389</id><published>2006-11-07T00:13:00.000+01:00</published><updated>2006-11-10T00:15:54.786+01:00</updated><title type='text'>O discurso de Descartes aos peixes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/stDescartes-peixes.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/200/stDescartes-peixes.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Pray that there's intelligent life somewhere out in space,&lt;br /&gt;'Cause there's bugger all down here on Earth!"&lt;br /&gt;&lt;i&gt;The Monty Python&lt;/i&gt; citado pelo &lt;a href="http://www.contanatura.net/author_santiago.html"/&gt;Santiago&lt;/a&gt; ali numa &lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116232168334284306&amp;isPopup=true" /&gt;caixa de comentários&lt;/a&gt; mais abaixo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pego na frase que motivou a citação do Santiago &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/ter-ou-no-ter-razo.html"/&gt;"Bem vistas as coisas o uso da Razão é ainda uma aquisição recente da humanidade, esperemos apenas que esteja em expansão."&lt;/a&gt; num post que escrevi a propósito de um outro &lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2006/10/razo-vs-religio.html"/&gt;post&lt;/a&gt; no Blasfémias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião a Razão só existe como sistema filosófico a partir de Descartes, mais precisamente com a publicação do "Discurso sobre o Método" (1637). É Descartes quem estabelece a dúvida metódica como&lt;span class="fullpost"&gt; princípio. É de facto um acontecimento recente, considerando a história das civilizações humanas. É certo que no Ocidente a Filosofia começa na Grécia Antiga, mas isso não quer dizer que a Razão estivesse já estabelecida. Conhecimento e Razão não são a mesma coisa, a Filosofia Grega procurava o Conhecimento. Com Descartes, e esse é o grande avanço, passamos a não aceitar nada que não esteja devidamente comprovado de uma forma lógica, a demonstração intuitiva deixa de ser válida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu disse antes que entre Ciência e Religião não há necessariamente um conflito, se se respeitar o tal princípio "Good fences make good neighbors", já o mesmo não digo em relação à Religião e à Razão. Se não se conseguir demonstrar de uma forma lógica, racional a existência de um qualquer Deus, então há que optar entre a Religião e a Razão, porque são incompatíveis. O próprio Descartes tentou resolver a questão tentando negar o tal "se" demonstrando a existência de Deus, no que não foi nada bem sucedido. Mas se a demonstração da existência de Deus por Descartes é algo absurda em termos lógicos, tem uma enorme importância histórica, pela primeira vez alguém teve a necessidade de demonstrar racionalmente a existência de Deus, e isso marca o nascimento da Razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo a preponderância que a Religião tem em todas, ou quase todas as sociedades actuais, e vendo como as mais das vezes qualquer discussão se faz ao arrepio de qualquer lógica ou racionalidade, conclui-se que afinal quem andou a pregar aos peixinhos foi Descartes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116259936837672389?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116259936837672389/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116259936837672389&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116259936837672389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116259936837672389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/11/o-discurso-de-descartes-aos-peixes.html' title='O discurso de Descartes aos peixes'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116259514178282257</id><published>2006-11-06T00:44:00.000+01:00</published><updated>2006-11-10T00:19:02.600+01:00</updated><title type='text'>A Gramática e Plutão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eduardo Pitta &lt;a href="http://daliteratura.blogspot.com/2006/11/o-sujeito-nulo-expletivo.html"/&gt;insurge-se&lt;/a&gt; contra a TLEBS (terminologia linguística para o ensino básico e secundário), secundando Vasco Graça Moura, na sua &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2006/11/01/opiniao/a_sublimacao.html"/&gt;coluna de opinião&lt;/a&gt; no DN. Para Pitta a TLEBS vai ser um maná de sketchs do Gato Fedorento. Graça Moura no seu estilo grandiloquente despeja-nos uma série de adjectivos de abstruso a sorumbático (são adjectivos não são?). Nem um nem outro nos dizem o porquê da sua indignação. Por que razão "pronome indefinido" é melhor do que “quantificador indefinido”, "universal” ou "relativo”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto finalmente que alguém escreveu o &lt;a href="http://www.contanatura.net/arquivo/2006/11/plutao_ser_ou_nao_ser_planeta.html#more" /&gt;post&lt;/a&gt; que faltava escrever sobre a tão badalada despromoção de Plutão a Planeta Anão, por Alexandre Correia no Conta Natura. A dita questão gerou muitas piadas e sobretudo parece ter causado uma considerável consternação. No entanto nunca antes alguém se preocupou em discutir as razões decisão&lt;span class="fullpost"&gt; da União Astronómica Internacional (UAI). Surpresa das surpresas, uma vez expostos argumentos da UAI faz todo o sentido deixar de considerar Plutão como um planeta. As propriedades de Platão mantêm-se, mas sabe-se hoje há outros corpos com tanto "direito" a serem planetas como Plutão, talvez dezenas. A terminologia é simplesmente mais coerente se Plutão não for considerado planeta, e logo descreve melhor o sistema solar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que os dois parágrafos têm a ver um com o outro? A meu ver têm um aspecto importante em comum: a recusa em mudar aquilo que se aprendeu no passado pela simples recusa da mudança (tal como sugere o &lt;a href="http://o-ceu-sobre-lisboa.blogspot.com/2006/11/por-que-raio-quantificador-e.html"/&gt;o céu sobre Lisboa&lt;/a&gt;). Se nem Eduardo Pitta nem Vasco Graça Moura explicam as razões das suas críticas à TLEBS a sua atitude assemelha-se em tudo a quem se chocou com a decisão da UAI sem procurar os argumentos dessa decisão. Parecem aqueles que se consternam ao constatar que deixou de ser aceite a ordem dos planetas que aprenderam no liceu e papaguearam a vida toda, mesmo que esteja errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressalvo que não consegui ter acesso ao artigo de Maria Alzira Seixo na Visão a que ambos se reportam, talvez nesse artigo os argumentos estejam todos bem esplanados. Seja como for tanto Pitta como Graça Moura referem o nome e o artigo de Maria Alzira Seixo (Graça Moura enaltece-lhe mesmo "a serenidade olímpica e a autoridade incontestável") mas nem um nem outro referem os seus argumentos, o que seria bem mais útil. Não conheço de todo o conteúdo do TLEBS, logo não sei se é melhor ou não que a Gramática "tradicional", mas não é pelos textos de Pitta e Graça Moura que fico melhor informado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116259514178282257?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116259514178282257/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116259514178282257&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116259514178282257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116259514178282257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/11/gramtica-e-pluto.html' title='A Gramática e Plutão'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116276673386608505</id><published>2006-11-05T23:17:00.000+01:00</published><updated>2006-11-10T00:20:10.760+01:00</updated><title type='text'>Olha, olha! Uma polémica!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou talvez não...&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://blogolarilole.blogspot.com/" /&gt;André Goios&lt;/a&gt; também foi ver o filme &lt;a href"http://www.imdb.com/title/tt0497116/"/&gt;An Inconvinient Truth&lt;/a&gt;, e tem uma &lt;a href="http://blogolarilole.blogspot.com/2006/11/verdades-inconvenientes.html" /&gt;opinião&lt;/a&gt; diferente da &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/um-filme-inconveniente.html"/&gt;minha&lt;/a&gt; em alguns aspectos. Toca no aspecto da promoção da imagem de Al Gore, e aí concordo com o André, é um dos aspectos criticáveis do filme que escolhi não referir no meu post (eu avisei...), particularmente quando entra em aspectos pessoais que acho muito pouco relevantes. Faço aqui uma ressalva, parece-me muito pouco provável que Al Gore volte à vida política, o que torna este aspecto menos&lt;span class="fullpost"&gt; relevante. Se de facto Al Gore regressar então fica a sensação que este filme tem segundas intenções, mas estou convencido que não é o caso. De qualquer modo isso é um aspecto que respeita à intenção com que o filme é feito mas em nada altera a substância do filme.&lt;br /&gt;Outra crítica que o André faz é a falta de referências aos estudos citados, aí não concordo, acho que estão suficientemente referenciados, e se fossem incorrectos seria fácil apanhar Gore em falso (o que ainda ninguém denunciou). Como se trata de um filme (documentário) e não de um artigo científico acho a formula escolhida perfeitamente adaptada. O André acha que o filme se devia "distanciar da propaganda política", pelo contrário André, é de uma questão política que se trata, e é preciso colocá-la na agenda política.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116276673386608505?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116276673386608505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116276673386608505&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116276673386608505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116276673386608505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/11/olha-olha-uma-polmica.html' title='Olha, olha! Uma polémica!'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115902415103711500</id><published>2006-11-04T05:08:00.000+01:00</published><updated>2006-11-07T08:41:45.740+01:00</updated><title type='text'>O elogio do Catenaccio puro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejo-me forçado a admitir que a equipa que mais gostei de ver jogar no último Campeonato do Mundo de futebol foi a Itália - que aliás acabou por ganhar - por muito que outras tivessem a minha simpatia (e.g. França). É absolutamente admirável ver jogar uma equipa que sabe jogar o &lt;i&gt;Catenaccio&lt;/i&gt; puro, que antes de mais sabe defender, e só ataca quando sabe que pode atacar, sempre sem pôr em risco a defesa. A isso chama-se inteligência. Pormenor importante: qualquer equipa tem que entrar em campo tendo por único objectivo a vitória, qualquer outro objectivo que não a vitória é uma perversão das regras do jogo, da moral e da ética. Jogar para não perder é cobarde, é abjecto, é inaceitável. Dito isto, o verdadeiro adepto do futebol tem que apreciar acima  de tudo a equipa que joga inteligentemente, que é pragmática, que é realista, que sabe utilizar o cérebro para conquistar uma vitória. O romântico "jogar de peito aberto" é uma inconsciência só permitida ao tolos. E os tolos devem ter&lt;span class="fullpost"&gt; inapelavelmente aquilo que merecem, a derrota (de preferência de cabeça erguida). Num jogo de futebol há que apreciar além da capacidade técnica dos jogadores, a inteligência táctica, a capacidade de tomar a decisão certa na altura certa, a capacidade de jogadores e treinadores que escolher a organização que melhor se adapta ao jogo e ao adversário, e a capacidade de pôr essa estratégia em prática. Saber identificar os pontos fortes e fracos da própria equipa e da equipa adversária, e saber tirar partido dessa informação é uma arte que não deve ser menosprezada. Tudo isso faz parte do jogo, e é também espectacular. É aliás a beleza ignorada do futebol. Não há melhor equipa do que a que joga à defesa para ganhar. Foi o que fez a Itália no Campeonato do Mundo, defendeu impecavelmente, quase não sofreu golos, mas só por desonestidade intelectual se pode dizer que jogou um futebol negativo, veja-se o número de golos marcados. Estou convencido até que um jogo que acabe 2-0 tem mais probabilidade de ser verdadeiramente espectacular do que um jogo que acabe 5 - 4, neste a única coisa garantida é a abundância de erros defensivos, seguramente infantis. A quintessência desse futebol inteligente (à italiana) foi a meia-final, foi preciso esperar 120 minutos, mas quando o adversário (na circunstância a Alemanha) finalmente abriu a guarda levou dois golos, por sinal ambos de belo efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desengane-se quem pensa que este post é sobre futebol. Muito embora a tese se aplique também ao futebol, trata-se apenas, por assim dizer, de uma metáfora. O &lt;i&gt;Catenaccio&lt;/i&gt; é igualmente belo fora das quatro linhas. Por exemplo, há pessoas que por vicissitudes da vida não se podem permitir o erro, ou melhor o erro custa-lhes muito mais caro, é-lhe muito mais pesado, do que aos demais. Veja-se o caso daqueles a quem chamamos "deficientes". Atingir os objectivos que todos queremos atingir, ter um bom emprego, uma carreira, uma família, etc..., é-lhes obviamente muito mais difícil. As contrariedades que podem acontecer a toda a gente têm para eles bastante mais custos, são mais difíceis a ultrapassar. No entanto ele há-os que não desistem, que não deixam de ter os mesmos objectivos que temos todos, e há-os que conseguem. Sucede que melhor maneira de o conseguir não é jogando de "peito aberto", isso seria um imbecil suicídio. É jogando num sublime &lt;i&gt;Catenaccio&lt;/i&gt; que conseguem a vitória, jogar à defesa sem cometer erros, escolher a disposição táctica adequada, manter os níveis de concentração elevados, e na altura certa subir no terreno, marcar um golo e recolher ao balneário.&lt;br /&gt;Faz um ano que ando a ver jogar &lt;i&gt;Catenaccio&lt;/i&gt;, é magnífico...&lt;a href="http://" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115902415103711500?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115902415103711500/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115902415103711500&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115902415103711500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115902415103711500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/11/o-elogio-do-catenaccio-puro.html' title='O elogio do &lt;i&gt;Catenaccio&lt;/i&gt; puro'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116254808601616195</id><published>2006-11-03T11:00:00.000+01:00</published><updated>2006-11-07T08:40:34.886+01:00</updated><title type='text'>Um relatório Inconveniente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O &lt;a href="http://www.hm-treasury.gov.uk/independent_reviews/stern_review_economics_climate_change/stern_review_report.cfm"/&gt;Relatório Stern&lt;/a&gt; apresentado esta semana parece ter tido pelo menos o efeito de atrair uma enorme atenção para o problema do aquecimento global. Há claro que há já quem manifeste um certo incómodo, como é o caso do João Miranda ao publicar este &lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2006/10/o-misterioso-relatrio-stern-iii.html" /&gt;post&lt;/a&gt; no Blasfémias. Começa, João Miranda por se insurgir contra o acriticismo com que o relatório foi recebido pelo media, e aí até concordo que notícias decalcadas dos comunicados de imprensa possam ser muito pouco informativas. Nada impede João Miranda, de procurar outras fontes de informação, bem pelo contrário, se quer debater o assunto é até aconselhável que o faça. Pode começar logo pelas fontes primárias, o link ali em cima dá acesso directo à página oficial do Relatório Stern. Para quem não tem tempo para ler todo o relatório há um resumo (27 páginas, &lt;a href="http://www.lemonde.fr/web/document/0,0-0,50-829263,0.html"/&gt;formato PDF&lt;/a&gt;). A Nature também já publicou duas notícias em que faz a análise do documento, uma em que aborda já algumas das críticas a Stern, outra na forma que perguntas e respostas (também em PDF &lt;a href"http://agresteavena.noosblog.fr/mon_weblog/files/stern1.pdf"/&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href"http://agresteavena.noosblog.fr/mon_weblog/files/stern2.pdf"/&gt;aqui&lt;/a&gt;). Entretanto é de esperar que outras análises mais aprofundadas apareçam nos próximos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No referido &lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2006/10/o-misterioso-relatrio-stern-iii.html" /&gt;post&lt;/a&gt; João Miranda faz-nos uma lista em nove pontos daquilo que é necessário fazer para se poder elaborar um estudo credível sobre as&lt;span class="fullpost"&gt; consequências das alterações climáticas. Esta lista merece-me vários comentários de ordem geral. Primeiro, não se trata daquilo é necessário fazer para que um estudo seja credível, é aquilo que João Miranda acha que é necessário, o que é muito diferente. Segundo nenhum dos passos é minimamente fundamentado, ficamos assim sem saber porque é que pensa que são necessários estes pontos, talvez ache que devamos aceitar as suas opiniões acriticamente. Terceiro, faz a confusão do costume, mesmo que não fosse possível demonstrar cabalmente que o aquecimento global é causado pelo homem, isso não constitui uma prova de que o aquecimento global não é causado pelo homem (a impossibilidade provar a culpa não é prova de inocência). A margem de erro associada existe em todas as Ciências, está sempre presente, e isso não impede ao homem de mandar expedições à Lua, inventar telemóveis ou curar doenças. Mesmo com uma margem de erro temos aproximações muito boas, o que também se aplica ao aquecimento global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda para mais João Miranda comete erros factuais, começando logo pelo primeiro ponto "1. estimar o impacto no clima de todos os factores naturais e antropogénicos", segundo João Miranda "Actualmente a comunidade científica ainda discute se o passo 1 está correcto." Isto é FALSO! Se João Miranda tivesse visto o filme "&lt;a href="http://www.climatecrisis.net/"/&gt;An Inconvenient Truth&lt;/a&gt; (já tive &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/um-filme-inconveniente.html"/&gt;ocasião&lt;/a&gt; de escrever, vale bem a pena), teria ouvido falar &lt;a href="http://www.sciencemag.org/cgi/content/full/306/5702/1686"/&gt;deste artigo&lt;/a&gt; e não fazia a afirmação que faz. A comunidade científica não discute de todo se o aquecimento global é causado pela intervenção humana ou não, esse assunto é completamente consensual. No artigo citado Naomi Oreskes analisou 928 artigos seleccionados aleatoriamente que faziam menção a "alterações climáticas globais" e verificou que NENHUM contestava que essas alterações são provocadas pelo homem, 75% aceitava implícita ou explicitamente essa causa, 25% simplesmente não abordavam a questão, nem um único era de opinião contrária (para mais informações pode ler-se &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Scientific_opinion_on_climate_change"/&gt;este&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Global_warming_controversy"/&gt;este&lt;/a&gt; artigos na Wikipedia). No segundo ponto, história podia repetir-se "2. Construir modelos que descrevam com precisão o clima.", esses modelos já existem, etc... etc...&lt;br /&gt;Acho que não vale a pena levar o debate mais longe sem que as opiniões (as minhas incluídas) estejam devidamente fundamentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feitas as contas João Miranda conclui que "graças a uma criteriosa escolha dos factores que afectam o clima, dos modelos climáticos, dos modelos económicos, dos efeitos da evolução tecnológica e do relevo que se dá às teorias mais catastróficas, um estudo económico pode concluir aquilo que o autor quiser.", a mim parece-me é que quando se emite opiniões e críticas sem que estejam devidamente fundamentadas o blogger pode bem concluir o que lhe apetecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116254808601616195?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116254808601616195/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116254808601616195&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116254808601616195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116254808601616195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/11/um-relatrio-inconveniente.html' title='Um relatório Inconveniente'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116241667862172739</id><published>2006-11-01T22:03:00.000+01:00</published><updated>2006-11-07T08:43:21.283+01:00</updated><title type='text'>Declaração de voto II</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/camoes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/400/camoes.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que também votei no outro &lt;a href="http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/grandesportugueses/index.php" /&gt;concurso&lt;/a&gt;. Apesar de ser uma escolha um tanto ridícula, é sobretudo uma iniciativa inócua, portanto apeteceu-me votar. Se há um português cujo génio admiro profundamente, que me faça&lt;span class="fullpost"&gt; sentir prazer em falar a mesma língua, que me desperte algum orgulho no passaporte, enfim um português capaz de revelar o reaccionário que há em mim, então esse português merece o meu voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, há algo que muitas vezes repeti nos meus anos de vida de emigrante, e que leva os estrangeiros que me conhecem a pensar que sou patriota: Das poucas coisas que me faz gostar de ser português é ver que de todas as figuras históricas portuguesas aquela que é mais conhecida e aclamada pelos portugueses (na minha avaliação subjectiva), a que tem mais vezes direito a ser nome de rua ou de escola, aquela que é mais vezes citada e referida nas conversas em família ou no café, não é um político nem militar, presidente ou rei, nem santo, nem sequer navegador, é um poeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116241667862172739?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116241667862172739/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116241667862172739&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116241667862172739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116241667862172739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/11/declarao-de-voto-ii.html' title='Declaração de voto II'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116232168334284306</id><published>2006-10-31T19:06:00.000+01:00</published><updated>2006-11-04T09:35:20.736+01:00</updated><title type='text'>Ter ou não ter a Razão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Através &lt;a href="http://estacaocentral.blogspot.com/2006/10/razo-pr-religiosa.html" /&gt;deste post&lt;/a&gt; na Estação Central cheguei a &lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2006/10/razo-vs-religio.html" /&gt;este&lt;/a&gt; outro do João Miranda no Blasfémias. Neste post a primeira qualidade do João Miranda que salta à vista é a sua coerência formal. Escreve um post em que opõe a Razão à Religião, tomando partido por esta última contra a primeira, e fá-lo escrevendo um post que de racional não tem nada. É inegavelmente coerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Miranda afirma que: a) "a Razão é míope e não incorpora efeitos de longo prazo". b) "Uma sociedade é o resultado de um longo dilema do &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Prisoner%27s_dilemma#The_iterated_prisoner.27s_dilemma" /&gt;prisioneiro iterado&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tragedy_of_the_commons" /&gt;colectivo&lt;/a&gt;". (Nota: é o próprio quem remete para a Wikipédia).&lt;br /&gt;Ora a atitude racional a tomar seria verificar se uma e outra afirmações são conformes à realidade (desde já discordo completamente, em especial com a primeira afirmação). Para verificar se a realidade confere&lt;span class="fullpost"&gt; João Miranda poderia apoiar-se nalgum tipo de estudo, sociológico, antropológico ou outro. Coerentemente com a sua recusa da Razão João Miranda não o faz. Outra alternativa seria apresentar estas afirmações como uma simples opinião pessoal meramente especulativa, o que o leitor poderia relativizar como sendo apenas uma opinião como qualquer outra (logo possivelmente errada) ou então perguntar em que se baseia essa opinião. João Miranda também não o faz, e resolve o assunto assumindo a atitude religiosa de apresentar a sua tese como uma afirmação peremptória que simplesmente dispensa qualquer tipo de demonstração. Assim sendo pode depois generalizar para toda a sociedade humana aquilo que se passa nos casos particulares que são os referidos jogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Miranda passa então para a defesa da Religião, sempre recusando o uso da Razão. Novamente sem necessidade de demonstrar se as suas afirmações conferem com a realidade ou não, defende que as regras de comportamento contra-intuitivas não são acessíveis à Razão, apenas à Religião. Não sei se João Miranda nunca ouviu falar da Teoria do Caos ou se considera a a Teoria da Relatividade perfeitamente intuitiva. São dois exemplos de descobertas científicas profundamente contra-intuitivas que só foram possíveis pelo uso da Razão. Ou será que a Razão permite descobertas científicas contra-intuitivas mas não permite ao Homem adoptar comportamentos contra-intuitivos? É sempre uma possibilidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos outros dois pontos, não sei o que dizer, sem ter por demonstrado antes a existência de Deus, mas talvez o João Miranda possa começar por aí, e depois continuamos. A não ser que o que João Miranda quer dizer seja não que o jogo dos prisioneiros se prolonga lá da morte nem que Deus funciona como um juiz imparcial, mas simplesmente que a Religião permite aos crentes acreditar que esse é o caso. Não é de todo a mesma coisa, e necessita também, como tudo o resto, de uma demonstração de que é conforme à realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda um aspecto muito importante: João Miranda confunde Deus e Religião, mas sobre isso já o JSA escreveu no &lt;a href="http://estacaocentral.blogspot.com/2006/10/razo-pr-religiosa.html" /&gt;deste post&lt;/a&gt; que referi ali em cima, e não vou aqui repetir, mas vale bem a pena ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para finalizar: mesmo que a Religião tenha fundando todas as civilizações, e a Razão não tenha fundado nenhuma, isso permite rejeitar a Razão? Se fosse assim, o mesmo argumento poderia ter sido utilizado para rejeitar a Religião quando esta apareceu pela primeira vez. Também se poderia perguntar no sec. XIX se alguma civilização tinha sido bem sucedida utilizando a electricidade ou telefone, e assim recusar o uso da tecnologia. E os exemplos podem continuar, é só escolher algo que a dado momento foi uma inovação. Bem vistas as coisas o uso da Razão é ainda uma aquisição recente da humanidade, esperemos apenas que esteja em expansão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116232168334284306?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116232168334284306/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116232168334284306&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116232168334284306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116232168334284306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/ter-ou-no-ter-razo.html' title='Ter ou não ter a Razão'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116223790794993958</id><published>2006-10-30T20:43:00.000+01:00</published><updated>2006-11-01T22:43:11.176+01:00</updated><title type='text'>Um filme inconveniente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/InconvTruth.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/200/InconvTruth.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui ver o filme "&lt;a href="http://www.climatecrisis.net/" /&gt;An Inconvenient Truh&lt;/a&gt;" e gostei bastante. Apesar de não gostar do título (já devem ter reparado que não gosto quando alguém afirma cabalmente uma &lt;i&gt;verdade&lt;/i&gt;) aconselho vivamente, ainda para mais Al Gore "redime-se" logo no princípio do filme recorrendo a essa magnífica fonte de citações, Mark Twain :"&lt;i&gt;The problem is not the things we don't know. It's what we know for sure... but just ain't so&lt;/i&gt;" (estou a citar de memória). E há até outros pormenores que poderia criticar, mas não vou por aí para não dar outra impressão que não a de que é um filme muito bem feito. Um documentário nos antípodas de Michael Moore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Al Gore fundamenta muito bem as suas teses sempre, apresentando sempre dados empíricos que sustentam aquilo que diz. Consegue sintetizar o essencial numa mensagem clara que me parece&lt;span class="fullpost"&gt; passar muito bem para a audiência: "O problema é o aumento do CO2 na atmosfera". A argumentação é muito sólida, ou melhor os dados que sustentam a argumentação são muito sólidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o filme é apresentado com uma enorme sobriedade, nem a exposição dos estudos se torna massuda a ponto de adormecer o espectador, nem o filme se apresenta com o useiro histerismo alarmista que acaba por informar muito pouco. Aliás consegue até em vários momentos aliar essa apresentação com algum humor (q.b.). O exemplo mais flagrante dessa sobriedade é quando se fala do furacão Katrina e de Nova Orleans. Onde Michael Moore teria martelado com o seu &lt;i&gt;show-off&lt;/i&gt; propagandístico e manipulação emocional, Al Gore faz o que lhe compete: relembra-nos "apenas" que há uma ligação entre o aumento de furacões de grau 4 e 5, como o Katrina, e o aquecimento global, e o filme continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro o filme faz uma desconstrução sistemática e rigorosa dos argumentos dos cépticos, os que negam o aquecimento global, e desmonta convincentemente uma série de mitos. Depois de rebatidos esses argumentos, Al Gore trata de rebater o fatalismo. Numa atitude muito americana de "formador de recursos humanos" o filme termina numa nota afirmativa de &lt;i&gt;We Can Do It!&lt;/i&gt; Não deixa de ser uma informação e uma mensagem muito importante: Já temos hoje à nossa disposição a tecnologia que nos permite resolver o problema. Com a economia de energia utilizando aparelhos de baixo consumo, reciclando, andando de bicicleta e transportes públicos, e toda uma série de coisas que podemos fazer hoje, é apresentada uma projecção que indica ser possível a médio prazo reduzir a quantidade de CO2 na atmosfera a níveis razoáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinematograficamente há um aspecto interessante neste filme, muitas vezes a voz &lt;i&gt;off&lt;/i&gt; que tão frequentemente é utilizada nos documentários é substituída por apresentações públicas de Al Gore, as conferências que dá um pouco por todo o lado. Pessoalmente acho que é uma opção que resulta muito bem e torna o documentário mais ligeiro, fácil de digerir, e logo mais eficaz, sem comprometer de modo algum o conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é voltado para os E.U.A. mas não só. Em cada ponto é focado em primeiro lugar o contexto americano, o que faz sentido, nem tanto pelo filme e Al Gore serem americanos, mas pelos E.U.A. serem o principal emissor de CO2 no planeta. Mas em cada ponto, sistematicamente, após ser focado o contexto americano passa-se para o contexto global, tornando assim o filme útil para todos fora dos E.U.A. E aí a Europa tem motivos para se preocupar, em vez de se rir e apontar o dedo aos americanos. É que a Europa aparece em segundo lugar na lista dos principais emissores em termos relativos (por habitante), e por muito que os E.U.A. estejam em primeiro, a Europa não se devia contentar por ser o segundo pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apetece-me finalizar com uma nota sobre o perfil de Al Gore. É um daqueles políticos a quem se reconhece competência mas a quem acusam de lhe faltar o carisma, que é como quem diz que a sua imagem não se "vende" bem em termos mediáticos. Quando ainda se discutiam as primárias no Partido Democrata para saber quem se iria apresentar às eleições de 2000, os seus delatores diziam que Gore era um chato, como dizem os americanos &lt;i&gt;Boring&lt;/i&gt;. Acho que ninguém de bom senso discordará que teria sido muito melhor presidente do que Bush. Faz-me lembrar Zapatero em Espanha, de quem se dizia mais ou menos a mesma coisa antes de ganhar as eleições. Hoje é, na minha opinião, o político mais interessante pelo menos na União Europeia. O líderes mais mediáticos não são necessariamente os melhores políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que este filme venha a ter repercussões. Coincidência ou talvez não &lt;a href="http://www.hm-treasury.gov.uk/independent_reviews/stern_review_economics_climate_change/stern_review_report.cfm" /&gt;Relatório Stern&lt;/a&gt; vem a agora a público, &lt;a href="http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1274968"/&gt;apresentado e apoiado&lt;/a&gt; pelo governo Britânico. O filme está ainda bem complementado com o site onde se podem encontrar referências ao principais &lt;a href="http://www.climatecrisis.net/thescience/" /&gt;estudos científicos&lt;/a&gt; em que se baseia, onde estão &lt;a href="http://www.climatecrisis.net/takeaction/whatyoucando/" /&gt;sugestões sobre o que podemos fazer&lt;/a&gt; como cidadãos para resolver o problema, e onde há um &lt;a href="http://www.climatecrisis.net/blog/" /&gt;blog&lt;/a&gt; que se pode ler e comentar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116223790794993958?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116223790794993958/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116223790794993958&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116223790794993958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116223790794993958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/um-filme-inconveniente.html' title='Um filme inconveniente'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116198956564494866</id><published>2006-10-27T23:04:00.000+02:00</published><updated>2006-11-01T22:44:17.363+01:00</updated><title type='text'>MORTS POUR RIEN</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/zyed%26bouna.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/400/zyed%26bouna.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Mortos para nada" foi o slogan que surgiu o ano passado nos dias imediatamente a seguir à morte de Zyed Benna e Bouna Traoré. Faz precisamente hoje um ano que morreram electrocutados numa central eléctrica em Clichy-sous-Bois. Zyed e Bouna esconderam-se na central eléctrica para fugirem à Polícia que iniciou uma perseguição ainda hoje não justificada. Foi este "acidente" que desencadeou o início dos tumultos das &lt;i&gt;Banlieues&lt;/i&gt; de que toda a gente ouviu falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado um ano em Clichy-sous-Bois assinalou-se a data com uma &lt;a href="http://www.liberation.fr/actualite/societe/213412.FR.php" /&gt;marcha silenciosa&lt;/a&gt;, de mais de mil pessoas, em homenagem a Zyed e Bouna, num ambiente de recolhimento e apelo à calma. A foto ali em cima faz parte&lt;span class="fullpost"&gt; da exposição "Clichy sem Clichés", inserida iniciativas para relembrar os acontecimentos de há um ano. Esteve presente na marcha Muhittin Altun, a terceira vítima do acidente, e único sobrevivente dos três, o tal que foi &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/07/ainda-algum-se-lembra-de-zyed-bouna-e.html"/&gt;miseravelmente tratado pela Polícia&lt;/a&gt; menos de 24h depois de ter sobrevivido por um triz à electrocussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado um ano ainda nem a Polícia nem o ministério que tutela a Polícia, o Ministério do Interior assumiram qualquer responsabilidade. Aliás nem sequer a versão avançada pelo primeiro-ministro e pelo ministro do interior, alegando que se tratava de delinquentes apanhados em flagrante delito, foi oficialmente desmentida. Essa versão foi rapidamente contrariada por todos os testemunhos, nunca voltou a ser usada nem pela Polícia nem pelo Governo, mas nunca houve uma retracção. Entretanto decorre um &lt;a href="http://www.lemonde.fr/web/depeches/0,14-0,39-28614060@7-37,0.html"/&gt;processo judicial&lt;/a&gt;, vários Polícias estão indiciados de não-assistência a pessoa em perigo, mas a Polícia e o Ministério do Interior continuam sem assumir qualquer responsabilidade pelas mortes de Zyed e Bouna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado um ano há vários sinais de mobilização da sociedade civil das &lt;i&gt;Banlieues&lt;/i&gt; que se estende à blogosfera. Descobri, sem grande esforço, dois exemplos, há com certeza mais. Um é o colectivo AC LE FEU, precisamente de Clichy-sous-Bois, que tem um &lt;a href="http://aclefeu.blogspot.com/"/&gt;blog&lt;/a&gt;. O AC LE FEU nasceu ainda durante os tumultos de há um ano. Nestes últimos meses (desde Março, mais precisamente) os membros do AC LE FEU, fizeram o seu "Tour de France", andaram por todas as &lt;i&gt;Banlieues&lt;/i&gt; a discutir com os habitantes e sobretudo a ouvir as suas opiniões. Desta iniciativa resultou um Caderno de Reivindicações entregue quarta-feira passada no Parlamento. Ou outro exemplo é o &lt;a href="http://previon.typepad.com/"/&gt;Bondy Blog&lt;/a&gt;, é um blog em que jovens da vila de Bondy, no subúrbio norte de Paris, falam sobre tudo e mais alguma coisa da vida da &lt;i&gt;Banlieue&lt;/i&gt;. Um aspecto interessante deste projecto é a participação do jornal suíço &lt;a href="http://www.hebdo.ch/"/&gt;l'Hebdo&lt;/a&gt;, os sucessivos correspondentes daquele jornal que vão fazendo turnos nos subúrbios de Paris participam no blog dando assistência aos jovens bloggers na realização do projecto. Aliás a iniciativa partiu dos jornalistas, e já resultou na publicação de um livro, o que neste momento é a principal fonte de financiamento do projecto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116198956564494866?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116198956564494866/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116198956564494866&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116198956564494866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116198956564494866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/morts-pour-rien.html' title='MORTS POUR RIEN'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116193243498761779</id><published>2006-10-27T08:22:00.000+02:00</published><updated>2006-10-30T23:07:23.106+01:00</updated><title type='text'>Declaração de voto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como &lt;a href="http://garedelest.blogspot.com/2006/10/and-now-for-some-sampasmo-serdio.html" /&gt;escreve&lt;/a&gt; o meu amigo &lt;a href="http://garedelest.blogspot.com/" /&gt;André Belo&lt;/a&gt; é um dever patriótico participar no concurso do &lt;a href="http://piorportugues.blogspot.com/" /&gt;Pior Português de Sempre&lt;/a&gt;. E digo mais, participar no outro concurso é que é anti-patriótico. Afinal para que serve eleger o melhor português? Para aumentar a nossa auto-estima? Para termos mais orgulho do nosso país? Mas isso tem alguma coisa a ver com a nossa identidade cultural? Se aumentássemos a auto-estima nacional teríamos que nos chamar outra coisa qualquer, não portugueses!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou mandar um e-mail com as minhas escolhas,&lt;span class="fullpost"&gt; que acho que deviam ira para a lista. Por exemplo o &lt;b&gt;Nuno Álvares Pereira&lt;/b&gt; devia estar na lista por ter impedido que em 1383 Portugal se tornasse parte de Espanha. Se Portugal fizesse parte de Espanha as coisas poderiam até nem estar melhor mas ao menos poderíamos culpar os Espanhóis, assim temos de culpar-nos a nós mesmos, e a culpa disso é do santo contestável - perdão - condestável. Pela mesma razão, mas pior ainda, o &lt;b&gt;D. João IV&lt;/b&gt;, por ter deixado que Portugal deixasse de ser parte de Espanha, em 1640, quando Portugal já fazia parte de Espanha. Ainda para mais o homem até nem queria, tiveram que convencê-lo a aceitar a coroa portuguesa, isso é ridículo, merece a nomeação para o Pior Português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a minha escolha vai para o &lt;b&gt;Américo Thomaz&lt;/b&gt;. Não pela sua figura ridícula, ou pelos seus discursos patéticos, ou a sua vózinha irritante só superada por Salazar. Nem sequer por ser sistematicamente esquecido nos documentários sobre o 25 de Abril - dizem-nos sempre que Marcelo Caetano se rendeu no Largo do Carmo, mas nunca nos dizem onde estava o presidente Américo Thomaz. Também não é por ter sido um presidente da república fantoche durante 16 anos que voto nele, não. A razão do meu voto é o mau nome que esse sr. deu ao Belenenses! Volta não volta lá me perguntam como é que eu posso ser de esquerda e ser do Belém, ora essa confusão só acontece porque esse gajo calhou ser também pastel. Aliás é a única razão pela qual é ainda lembrado. É absolutamente imperdoável que tenha desonrado o meu clube dessa maneira, é o Pior Português de sempre.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/thomaz.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/320/thomaz.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116193243498761779?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116193243498761779/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116193243498761779&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116193243498761779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116193243498761779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/declarao-de-voto.html' title='Declaração de voto'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116142567147797801</id><published>2006-10-24T23:01:00.000+02:00</published><updated>2006-10-24T23:12:44.966+02:00</updated><title type='text'>Uma pergunta ingénua...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a &lt;a href="http://nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/2006/press.html" /&gt;atribuição&lt;/a&gt; do prémio Nobel da Paz a Muhammad Yunus e ao Grameen Bank ocorreu-me uma pergunta: E porque não ser o estado a atribuir microcréditos? Porque não o microcrédito como alternativa ao rendimento mínimo garantido ou ao subsídio de desemprego? Não seria mais eficaz? Não seria uma maneira de contornar os efeitos perniciosos do subsídio a fundo perdido?&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116142567147797801?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116142567147797801/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116142567147797801&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116142567147797801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116142567147797801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/uma-pergunta-ingnua.html' title='Uma pergunta ingénua...'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116164022747809846</id><published>2006-10-23T22:57:00.000+02:00</published><updated>2006-10-30T23:09:19.393+01:00</updated><title type='text'>Isto está a aquecer...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/Grigny.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/400/Grigny.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando estamos a dias do primeiro aniversário dos tumultos das &lt;i&gt;Banlieues&lt;/i&gt; aqui em França - começaram a 27 de Outubro - multiplicam-se os sinais de que os distúrbios se podem repetir este ano. Não foi só o autocarro que foi ontem (domingo) queimado em Grigny, sul de Paris. Têm sido vários os incidentes das últimas semanas, nomeadamente emboscadas a polícias.&lt;br /&gt;São os próprios serviços de informação da polícia, os &lt;i&gt;Renseignements Généraux&lt;/i&gt;, num relatório a que o &lt;a href="http://www.lefigaro.fr/france/20061023.FIG000000320_un_an_apres_les_emeutes_une_situation_tendue_accrot_la_menace_de_violences_urbaines.html" /&gt;Le Figaro teve acesso&lt;/a&gt; quem vem reconehcer que grande parte das causas que levaram aos tumultos o ano passado continuam reunidas. Não deixa de ser significativo que seja um&lt;span class="fullpost"&gt; jornal de direita a revelar este relatório, e que este venha da própria polícia, polícia essa que está sobre a tutela de Nicolas Sarkozy (embora esse continue a afirmar que não se vão repetir o que aconteceu o ano passado). Conclui-se daqui aquilo que não era difícil de adivinhar, depois de tudo o que aconteceu, do quanto se falou dos problemas das &lt;i&gt;Banlieues&lt;/i&gt;, nada foi feito, nada mudou. Em particular este governo não fez nada para resolver a situação.&lt;br /&gt;Pelo sim, pelo não o tal relatório já identificou antecipadamente os culpados por eventuais explosões de violência: os Média (como sempre, porque nos andam a lembrar que a situação continua na mesma), as férias escolares (claro que o vandalismo se deve apenas a miúdos desocupados, que no resto do tempo até vão à escola) ou o fim do Ramadão (não sei se perceberam a mensagem subliminar...).&lt;br /&gt;Não tenho por certo que os tumultos se vão repetir, mas se se repetirem não fico de todo surpreendido. O que me parece certo é que estes acontecimentos são um sintoma de um problema que não está resolvido, mas que a classe política se limita a esperar que passe com o ar do tempo. E já agora falando disso o problema, na minha opinião, não é o falhanço da política de integração francesa. Essa política foi no passado até bastante bem sucedida, que o diga a comunidade portuguesa, isso apesar de terem sido cometidos alguns erros nomeadamente ao nível do urbanismo com a construção das &lt;i&gt;Cités&lt;/i&gt;. Mais do que o problema de fundo há actualmente problemas circunstanciais, por vontade política, que estão na origem destes episódios de violência. O problema hoje é precisamente o retrocesso em anos mais recentes da política de integração que funcionava antes, criando um clima de hostilidade por parte do estado em relação aos imigrantes. Por outro lado, em relação com essa hostilidade, há hoje uma repressão policial dirigida especialmente às comunidades imigrantes, e descendentes de imigrantes - os jovens das &lt;i&gt;Cités&lt;/i&gt; não passam um dia sem que lhes peçam a identificação, ou sejam mesmo revistados, sem outro motivo concreto que não o de serem &lt;i&gt;banlieuesards&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116164022747809846?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116164022747809846/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116164022747809846&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116164022747809846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116164022747809846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/isto-est-aquecer.html' title='Isto está a aquecer...'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116139028220492796</id><published>2006-10-21T00:18:00.000+02:00</published><updated>2006-10-21T12:06:12.006+02:00</updated><title type='text'>I didn't do it!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/Johnson.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/200/Johnson.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em princípio teria sido a 22ª execução de uma pena de morte no Texas este ano, e 46ª nos Estados Unidos (para além dos 3300 condenados na "death row"). E se todas as condenações à morte são abjectas, a de Michael Johnson tem pormenores que a tornam especialmente chocante. Michael Johnson afirmou sempre a sua inocência, como fazem muitos, é certo, e não é isso que faz deles inocentes. Michael Johnson foi acusado de um homicídio cometido quando tinha 18 anos. Michael Johnson e um amigo, David Vest, terão roubado um carro e tentado atestar o depósito sem pagar, quando aparece o empregado da bomba de gasolina um dos dois atinge-o mortalmente. Michael Johnson negou desde o princípio a sua participação no crime, David Vest confessou inicialmente o homicídio. David Vest posteriormente fez um acordo em que reconhecia o roubo agravado e recebia 8 anos de prisão, a partir daí passa a acusar Michael Johnson de ser o autor do disparo. David Vest está hoje em liberdade. A condenação de Michael Johnson é baseada essencialmente no testemunho de David Vest. Michael Johnson, aos 29 anos, decidiu-se por uma última tomada de posição antes da execução, e encurtou a sua vida em algumas horas. Suicidou-se entre as 2h30 e as 2h45, na cela onde esperava a execução marcada para as 18h00, cortou a jugular e a veia do braço direito. Terá deixado uma última mensagem escrita com o seu próprio sangue nas paredes da cela: "I didn't do it".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes: &lt;a href="http://www.lemonde.fr/web/depeches/0,14-0,39-28560503@7-37,0.html?xtor=RSS-3208" /&gt;Le Monde&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.nytimes.com/2006/10/20/us/20execute.html?_r=5&amp;oref=slogin&amp;oref=slogin&amp;oref=slogin&amp;oref=slogin" /&gt;New York Times&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116139028220492796?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116139028220492796/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116139028220492796&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116139028220492796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116139028220492796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/i-didnt-do-it.html' title='I didn&apos;t do it!'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116128010629853668</id><published>2006-10-19T21:41:00.000+02:00</published><updated>2006-11-27T07:31:42.986+01:00</updated><title type='text'>Princípios e Incertezas (parte IV)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já que estamos a discutir se é possível ou não à Ciência atingir a &lt;i&gt;Verdade&lt;/i&gt;, defina-se o que entendemos por isso. Atingir a  &lt;i&gt;Verdade&lt;/i&gt; para a Ciência seria conseguir uma descrição &lt;b&gt;completa&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;definitiva&lt;/b&gt; de um determinado fenómeno natural. Pela minha parte se uma teoria conseguir explicar coerentemente todos os dados empíricos conhecidos sobre um determinado fenómeno, e conseguir prever de forma concreta e precisa todas as observações futuras, então essa teoria atingiu a &lt;i&gt;Verdade&lt;/i&gt;. Mas isso não basta para que possamos afirmar que a Ciência atingiu a &lt;i&gt;Verdade&lt;/i&gt;, é preciso que possamos &lt;b&gt;demonstrar no presente&lt;/b&gt; que as observações que vão ser feitas no futuro estão previstas correctamente. Já deu para perceber que eu defendo a impossibilidade da Ciência atingir a &lt;i&gt;Verdade&lt;/i&gt;, ou melhor, pode até já ter atingido em alguns campos mas não podemos sabê-lo, não podemos ter a certeza. É esta a posição que tenho defendido neste debate. Mas não se tome esta minha atitude por uma qualquer espécie de "nihilismo" científico, não acho que a Ciência possa atingir a &lt;i&gt;Verdade&lt;/i&gt; mas acho que pode, e aliás já alcançou, uma aproximação muito boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira razão que me ocorre apresentar em defesa da minha posição, é uma, por assim dizer, "razão" visceral. Na minha experiência de investigador estou habituado a trabalhar sempre com uma margem de erro. Em primeiro lugar, para realizarmos as nossas experiências temos&lt;span class="fullpost"&gt; sempre que manipular os objectos. Um exemplo que já utilizei é o da Biologia Celular. As células são transparentes, para observá-las temos que utilizar fixadores, soluções tampão, corantes, microscópios fluorescentes e tudo o mais. Estas manipulações alteram as células, e apesar de fazermos os controlos apropriados, cada técnica tem as suas limitações, e o que é mais importante, o erro associado. Em segundo lugar, quando fazemos uma observação temos que fazê-la uma determinado número de vezes para demonstrar que é reprodutível, esse número de vezes tem que ser significativo, supostamente tudo isto é sujeito a tratamento estatístico. Acontece que raríssimas vezes a observação feita, tal como é descrita, corresponde a 100% das observações feitas, há quase sempre aquele 1% de casos que não é como os outros 99%, só para chatear. Mas na verdade não chateia muito, porque é atribuído a um putativo erro experimental, varrido para baixo do tapete, e publicado a observação com um grau de confiança de 99%. O que isto quer dizer é que em cada 100 afirmações que fazemos há muito provavelmente uma que está errada, e vivemos bem com isso. Claro que depois há confirmações independentes, e a observação é coerente com o modelo que por sua vez é coerente com as outras observações feitas, e tudo bate certo. Pelo menos assim nos artigos de revisão, em que tudo nos é apresentado de uma forma muito mais bonita. Na minha opinião a margem de erro não se dilui nas outras observações pelo facto de serem coerentes, nem nas confirmações independentes, porque também essas têm uma margem de erro associado. A margem de erro está sempre lá mais ou menos constante, por isso parece-me que não se possa afirmar que a teoria seja &lt;i&gt;Verdade&lt;/i&gt;. É provavelmente verdade, com um grau de confiança de 99%, o que não é a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passemos então à questão de Popper, e Santiago tem feito ao longo deste debate uma excelente crítica da epistemologia popperiana, que eu tenho vindo a defender para efeitos de argumentação, mas dou razão ao Santiago numa grande parte. Por exemplo a velha estória da cor dos cisnes, como &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-resposta-parte_18.html" /&gt;escreve o Santiago&lt;/a&gt; é uma mau exemplo daquilo que pretende ilustrar, ou porque foi mal escolhido como exemplo ou porque não possível ilustrar melhor o argumento que se quer apresentar. Esse exemplo dos cisnes aparece no contexto histórico em que Popper se demarca dos neo-positivistas, Wittgenstein e o círculo de Viena, que afirmavam que uma observação repetida de um fenómeno permitia estabelecer a &lt;i&gt;Verdade&lt;/i&gt; desse fenómeno, o raciocínio indutivo. É essa posição que Popper contraria com a sua ideia de falsificabilidade. E a meu ver, é este aspecto essencial que se deve reter da filosofia de Popper: a assimetria que existe entre a demonstração de uma tese e a sua refutação. Um resultado experimental pode liminarmente refutar uma teoria, e a refutação é definitiva. O mesmo resultado não pode demonstrar liminarmente e definitivamente uma teoria, porque se mantém sempre a possibilidade, ainda que teórica de uma outra experiência poder refutar a mesma tese. Este princípio, na minha opinião, permanece válido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente um argumento a puxar para a Sociologia da Ciência. Quando &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-parte-iii.html"/&gt;perguntei&lt;/a&gt; "Como se estabelece um paradigma? Quem decide que uma teoria passa a paradigma?" para depois responder que é a comunidade científica enquanto entidade colectiva quem decide da aceitação de uma paradigma, foi com uma intenção. E aqui estou a adoptar um ponto de vista relativista (e espero desta vez estar a usar melhor esta palavra), é para dizer que a aceitação de um paradigma é não só um fenómeno complexo por envolver todo um grupo de indivíduos, mas sobretudo circunstancial, determinado por todos os factores "ambientais" do momento, é apenas a "verdade" do momento. É difícil imaginar que um paradigma seja definitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Santiago escreve &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-resposta-parte_18.html" /&gt;"Mudar o "paradigma actual" ou falsificar a "hipótese vigente" &lt;i&gt;já não tem nada a ver&lt;/i&gt; com anticorpos ou com o Sistema Imunitário: Só pode acontecer &lt;b&gt;se toda a física actual estiver errada&lt;/b&gt;. Sabemos hoje &lt;b&gt;tudo o que há para saber&lt;/b&gt; sobre o mecanismo de geração de diversidade se &lt;i&gt;o que sabemos hoje em dia sobre a estrutura básica da matéria for correcto&lt;/i&gt;."&lt;/a&gt;, reafirmando a tal frase que começou este debate, aproxima-se &lt;i&gt;perigosamente&lt;/i&gt; das &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-parte-ii.html" /&gt;Nuvens de Lord Kelvin&lt;/a&gt;. Parece-me antes do mais que não é necessário que a Física esteja errada para que o paradigma actual sobre a geração de diversidade dos anticorpos seja substituído, basta que a mudança de paradigma seja por exemplo ao nível da Biologia Molecular. E se tal acontecesse, uma mudança drástica de paradigma na Física ou na Biologia Molecular, não teria nada de catastrófico. Aconteceu à Física newtoniana, e afinal a Física newtoniana continua a ser suficiente para mandar uma nave espacial à Lua e voltar, continua a ser ainda hoje uma aproximação bastante boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------&lt;br /&gt;Nota 1 - O André Goios &lt;a ref="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-resposta-de-um.html"/&gt;critica&lt;/a&gt; a minha leitura do princípio da incerteza de Heisenberg. Sem contestar os argumentos do André, o que entendo por verdade não se limita apenas às propriedades intrínsecas, mas a uma descripção completa do fenómeno. No caso do electrão a velocidade e posição fazem parte dessa descrição, além do que a função de onda é apenas uma descrição parcial das propriedades do electrão. Assim sendo, como o princípio da incerteza ainda não foi refutado, o ponto principal do meu argumento continua válido: a observação altera a natureza do objecto, o que torna a &lt;i&gt;Verdade&lt;/i&gt; inacessível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota 2 - Entretanto o Santiago já escreveu &lt;a href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/10/quid_est_verita_1.html#more"/&gt;uma resposta&lt;/a&gt; ao meu post anterior. Se calhar nem valia a pena dizê-lo, mas há muitas coisas em que estou de acordo com o Santiago, se ficam pontos aos quais não respondo é provavelmente essa a razão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116128010629853668?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116128010629853668/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116128010629853668&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116128010629853668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116128010629853668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-parte-iv.html' title='Princípios e Incertezas (parte IV)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116128262208254513</id><published>2006-10-19T19:48:00.000+02:00</published><updated>2006-10-19T20:30:22.683+02:00</updated><title type='text'>Os Barbizons que há por aí...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há aqui em Paris algumas salas de espectáculos abandonadas que foram tomadas por cidadãos empenhados que as dinamizaram, criaram programações alternativas consistentes, levaram a cabo iniciativas culturais diversas. Em suma, fizeram serviço público na base do voluntariado.&lt;br /&gt;Há aqui em França um ministro do interior com uma ambição política desmedida (Nicolas Sarkozy, já devem ter ouvido falar) que não hesita em instrumentalizar a insegurança e as polícias para fins populistas, o resultado é um aumento da criminalidade desde de que assumiu o ministério - mas isso é apenas um pormenor.&lt;br /&gt;Há aqui (e em muitos sítios) especuladores imobiliários com o olho nessas salas de espectáculos, e tudo o que seja imóvel. Esse ministro não hesita em utilizar as forças da ordem para "repor a legalidade" - do ponto de vista dos agentes imobiliários - em tudo o que seja "squat", e parece querer fazê-lo com aparato, de preferência mediático, antes das eleições presidenciais do ano que vem às quais será candidato.&lt;br /&gt;Há aqui em França também um a série de leis que combatem a existência de imóveis devolutos, e protegem os ocupantes seja para os espaços culturais ou para habitação, e tentam regular o mercado imobiliário, mas o mesmo ministro faz por ignorar essa parte da lei.&lt;br /&gt;Há no 13éme arrondissement um desses espaços culturais, um antigo cinema, o &lt;a href="http://www.lebarbizon.org/"/&gt;Barbizon&lt;/a&gt; que foi tomado em mãos pelos "Amigos de Tolbiac", e que recentemente teve o apoio da Mairie de Paris - essa, sim, com provas dadas no que toca à política cultural. O Barbizon foi ocupado pela polícia há dois dias, e foi murado.&lt;br /&gt;Há um desses "Amigos de Tolbiac", o André Goios, que é também meu amigo, e começou agora um &lt;a href="http://blogolarilole.blogspot.com/" /&gt;blogue&lt;/a&gt;, em que nos fala da história do Barbizon, e de outros Barbizons que há por aqui e por aí.&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/paris.html" /&gt;Paris&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116128262208254513?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116128262208254513/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116128262208254513&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116128262208254513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116128262208254513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/os-barbizons-que-h-por.html' title='Os Barbizons que há por aí...'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116110977644167409</id><published>2006-10-18T01:06:00.000+02:00</published><updated>2006-10-21T10:43:26.860+02:00</updated><title type='text'>Princípios e Incertezas: A Resposta (parte III)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Aqui está mais um post do Santiago, na continuação deste nosso debate. Este conclui, por assim dizer, o que começou nos dois posts anteriores (&lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-resposta-parte.html" /&gt;este&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-resposta-parte_09.html" /&gt;este&lt;/a&gt;), mas o debate continua (pelo menos na parte que me toca vai haver mais um post, mas não me parece que fique por aí). Já agora uma nota: este post do Santiago foi escrito antes do meu &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-parte-iii.html" /&gt;anterior&lt;/a&gt; ser publicado.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante definir bem "Ciência" para poder solucionar o "problema da demarcação". O objectivo é ter uma definição suficientemente abrangente para incluir todos os ramos do conhecimento científico, deixando de fora tudo o que é não-ciência e/ou é pseudo-ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chega o "teste da falsificabilidade" para demarcar os territórios. Não deve ser preciso voltar a falar de hamburgueres para explicar que há muita coisa falsificável (a parapsicologia de que falo mais abaixo é outro exemplo) que não é ciência. Popper ainda errou mais ao sugerir que a ciência progride por falsificação das "teorias" (ou hipóteses) em vigor (ainda Wolpert: &lt;i&gt;"This view completely ignores the nature of discovery in science and fails to explain how one knows that a falsification is correct."&lt;/i&gt;). Como tentei mostrar ao contar a história da descoberta do mecanismo de diversificação dos anticorpos, o progresso científico às vezes não tem nada a ver com a "falsificação" de hipóteses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que Popper falhou porque tinha poucos conhecimentos de biologia. Dar como exemplo a hipótese "todos os cisnes são brancos" é&lt;span class="fullpost"&gt; manifestamente infeliz embora revelador dessa séria limitação nos seus conhecimentos. Um grande número de mutações no genoma do cisne provocam alterações na côr das penas (e algumas até ausência delas). Essas alterações podem ou não fixar-se na população, mas nenhum estudioso da "matéria viva" teria falado assim ou dado esse exemplo. Quando Popper publicou a sua "&lt;i&gt;"Logik der Forschung"&lt;/i&gt; já se sabia biologia bastante para perceber que o exemplo é absurdo. Só alguém com um deficiente conhecimento dos mecanismos subjacentes à evolução das espécies (e que não percebesse as implicações do &lt;i&gt;"descent with modifications"&lt;/i&gt;) é que apresentaria um exemplo tão mau. Se Popper soubesse um bocadinho mais de Ciência, de Biologia em particular, não teria obrigado tanta gente (igualmente ignorante em Ciências Biológicas) a percorrer o mundo catalogando cisnes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Cientistas Sociais e Humanos gostam de chamar científica a toda a disciplina que 1) Tenha um objecto de estudo bem definido, e 2) Acumule conhecimento seguindo o "método científico". É claro que são suficientemente humanos para definir "Ciência" de uma forma que inclua o que eles próprios estudam, mas a definição escolhida é claramente insatisfatória. No fundo apenas transfere o "problema" para a definição de "método científico", que é coisa bem mais difícil, talvez impossível, de fazer. Creio que a citação de Feyerabend que o Zèd transcreveu &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/manobra-de-diverso.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; argumenta justamente este ponto, e bem. Não existe &lt;b&gt;um&lt;/b&gt; "método científico" porque todos os caminhos são bons se nos ajudarem a compreender melhor o mundo que nos rodeia e no qual vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outra razão, mais importante, para rejeitar a definição favorita dos CSH: É uma definição que também não nos resolve o "problema da demarcação": A Parapsicologia tem um objecto de estudo bem definido (&lt;i&gt;"study of communication or interaction between organisms and their environment that do not appear to rely on the established sensorimotor channels"&lt;/i&gt;, na deliciosa definição do &lt;i&gt;European Journal of Parapsychology&lt;/i&gt;), e usa métodos que só podem ser descritos como científicos (enuncia hipóteses e testa-as experimentalmente). E no entanto a parapsicologia não é ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre preferi, portanto, definir ciência como a actividade que procura explicar o mundo natural (os "fenómenos" naturais, que são os únicos que indubitavelmente existem) por "causas naturais" (que são também as únicas que indubitavelmente existem). Esta definição resolve-nos o "problema da demarcação" sem nos obrigar a entrar em grandes filosofias (serôdias na maior parte dos casos) sobre o que é o "método" ou quantas categorias tem o espírito ou qualquer outro tipo de &lt;i&gt;patuás&lt;/i&gt; desinteressantes. Sem excluir a existência de "causas sobre-naturais" (ou até de "fenómenos sobre-naturais"), os cientistas devem-se limitar ao que é objectivo (ie: respeitar sempre o "princípio da objectividade" de que falava Monod). Tudo o resto, a parapsicologia, a magia, a teologia, a alma, etc etc etc é tal e qual o que o outro dizia: &lt;i&gt;"C'est magnifique, mais ce n'est pas la guerre"&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo natural (a matéria) é constituída por &lt;a href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/04/ciclope_cinico_71.html"&gt;átomos&lt;/a&gt; e por isso, da definição que dei acima, seguem-se duas consequências necessárias (&lt;i&gt;logicamente necessárias&lt;/i&gt;, em meu entender): Em primeiro lugar, só merecem a designação de científicas aquelas actividades que se reduzem ao estudo de interacções entre átomos (ou moléculas); e em segundo lugar, quando encontramos a "explicação molecular" para um dado fenómeno encontramos também a "verdade científica" para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os argumentos seguintes valem sobretudo para as "Ciências Biológicas" (com as quais estou familiarizado), que se organizam em &lt;i&gt;moléculas&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;células&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;organismos&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;populações&lt;/i&gt;. Para níveis organizativos "inferiores" (sub-atómicos) ou "superiores" (supra-populacionais) o vocabulário teria que ser revisto, mas não creio que o argumento fosse substancialmente diferente &lt;i&gt;a menos que estivéssemos completamente errados acerca da constituição atómica da matéria&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os genes são constituídos por ADN, que "codifica" (&lt;i&gt;cifra&lt;/i&gt; seria mais correcto...) a sequência de amino-ácidos numa molécula de proteína. Linfócitos diferentes produzem anticorpos diferentes &lt;i&gt;porque a sequência das bases de DNA que constituem os genes dos seus anticorpos é diferente&lt;/i&gt;. Quando conseguimos explicar molecularmente o que se passava em cada uma das células B de um indivíduo, aprendemos a " verdade" sobre o mecanismo de geração da diversidade dos anticorpos. Mudar o "paradigma actual" ou falsificar a "hipótese vigente" &lt;i&gt;já não tem nada a ver&lt;/i&gt; com anticorpos ou com o Sistema Imunitário: Só pode acontecer &lt;b&gt;se toda a física actual estiver errada&lt;/b&gt;. Sabemos hoje &lt;b&gt;tudo o que há para saber&lt;/b&gt; sobre o mecanismo de geração de diversidade se &lt;i&gt;o que sabemos hoje em dia sobre a estrutura básica da matéria for correcto&lt;/i&gt;. Esta conclusão permite-me repetir a frase que esteve na origem deste belo debate (de que eu tanto gostei): &lt;a href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/10/ah_eis_um_debat.html#more"&gt;&lt;i&gt;&lt;font color=#663300&gt;"o mecanismo de geração de diversidade dos anticorpos [...] nunca mais se alterará&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a matéria não for constituída por átomos, se os átomos não tiverem tantos electrões e orbitais livres como pensamos, se afinal andamos enganados desde os tempos de Rutherford (que disse: &lt;i&gt;"All science is either physics or stamp collecting"&lt;/i&gt;, uma das mais profundas e correctas definições de "Ciência" que é possível dar...), então vamos ter de recomeçar tudo desde o princípio. Só nos resta ter esperança de conseguir vir a perceber porque é que os anticorpos são tão diversos no caso de a matéria, no fim de contas, ser constituída de outra forma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto sugiro que deixemos os cisnes em paz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Nota 1 Quando digo que quero excluir tudo o que é não-ciência e/ou pseudo-ciência, é óbvio que não me importo de incluir a "má-ciência" na minha definição. A &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cold_fusion"&gt;"fusão a frio"&lt;/a&gt; ou a bizarra história dos &lt;a href="http://skepdic.com/blondlot.html"&gt;"Raios-N"&lt;/a&gt; são exemplos de "ciência" que não passou a ser &lt;i&gt;pseudo-&lt;/i&gt; só por ter sido &lt;i&gt;má-&lt;/i&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116110977644167409?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116110977644167409/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116110977644167409&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116110977644167409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116110977644167409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-resposta-parte_18.html' title='Princípios e Incertezas: A Resposta (parte III)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116102868524819656</id><published>2006-10-16T20:49:00.000+02:00</published><updated>2006-10-21T10:41:34.580+02:00</updated><title type='text'>Princípios e Incertezas (parte III)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou finalmente responder ao &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-resposta-parte_09.html" /&gt;post&lt;/a&gt; que aqui escreveu o Santiago, no debate que temos mantido sobre se a Ciência pode ou não alcançar a &lt;i&gt;verdade&lt;/i&gt;. Nesse post, e num &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-resposta-parte.html" /&gt;outro&lt;/a&gt; o Santiago usou como exemplo a Imunologia, e a descoberta da estrutura do anti-corpo para ilustrar o processo científico. Há alguns aspectos da sua argumentação que quero comentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegando na explicação instrutiva. Segundo esta explicação os anti-corpos teriam capacidade de se adaptar aos anti-génios, o que com as descobertas da Biologia Molecular se tornou simplesmente inconsistente. O Santiago argumenta que isto constitui uma refutação da visão popperiana da falsificabilidade dado que a explicação instrutiva não foi refutada experimentalmente, tornou-se apenas incoerente com a visão global da Biologia e da Genética que entretanto emergiu. Em sentido estrito, e sendo intelectualmente rigoroso o Santiago tem toda a razão, a falta de um teste empírico que falsifique a teoria é contraditória com a visão de Popper (um ponto a favor de Khun). No entanto, tomando a visão&lt;span class="fullpost"&gt; de Popper em sentido lato, vendo o princípio da falsificação como uma abstracção (e uma simplificação), como sendo apenas um modelo de trabalho, uma forma de sistematização lógica do funcionamento da Ciência, pode argumentar-se que a Biologia Molecular (o tal novo paradigma) é a refutação da explicação instrutiva. Mesmo que esta não tenha sido directamente testada a Biologia Molecular resulta de uma serie de resultados experimentais que são inconsistentes com a explicação instrutiva, digamos que é uma falsificação indirecta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois o Santiago escreve sobre o modo como avança a Ciência, e aqui não vou defender Popper. Chega de simplificações abusivas e de abstracções. Concordo com o Santiago quando diz que "é raríssimo uma experiência ser feita &lt;i&gt;para provar que a teoria vigente está errada&lt;/i&gt;", e acrescento que a intenção com que se faz uma experiência é completamente irrelevante. Normalmente a experiência faz-se para testar se um dado paradigma se aplica a uma situação nova, que ainda não tenha sido testada, seja qual for o paradigma, ou por vezes (não raras) nem sequer há um paradigma &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;. Isto é apenas uma maneira diferente de dizer o que já disse o Santiago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, no entanto, um ponto onde eu não concordo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... o progresso científico não é apenas (ou sequer &lt;b&gt;fundamentalmente&lt;/b&gt;) &lt;i&gt;empírico&lt;/i&gt;. A Ciência não progride pela "experiência" (coisa &lt;i&gt;essencial&lt;/i&gt; em Popper). Progride pela razão..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ciência sem resultados empíricos é apenas especulação. Ou seja, podem construir-se teorias, mas que não se constiuirão em paradigmas se não forem corroborados por observações experimentais, se não forem testados empiricamente. Tal como acumular dados empíricos sem que se construa a partir daí um modelo explicativo não é propriamente Ciência, é &lt;i&gt;stamp collection&lt;/i&gt; como diria Rutherford. E isto leva-me a um outro ponto que me parece importante e que o Santiago não abordou: Como se constrói um paradigma? Quem decide que uma teoria se transforma em paradigma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relembro a &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/manobra-de-diverso.html" /&gt;citação&lt;/a&gt; de Feyerabend, que não foi obviamente escolhida ao acaso. O que determina a aceitação de uma paradigma é essa entidade difusa e indefinida, como todas as entidades colectivas, que é a comunidade científica. Não há uma regra escrita, nem sequer um código de conduta tácito, sobre o que faz com que uma teoria seja aceite. O que estabelece a aceitação ou refutação de uma teoria é simplesmente aquilo que o conjunto dos cientistas de uma determinada área, num dado momento, concordam em considerar como correcto, ou melhor ainda, como aceitável. Está sujeito ao contexto específico de cada domínio científico, ao contexto histórico, a modas e a toda uma série de circunstâncias que influenciam essa decisão colectiva. A visão de Feyerabend está muito mais de acordo com esta constatação, é uma visão muito mais realista de como a Ciência se faz na realidade. Não há uma regra universal, não há sequer um padrão comum que se repita ao longo da História da Ciência. E vou voltar a este ponto quando voltarmos à questão central deste debate, a &lt;i&gt;verdade científica&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116102868524819656?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116102868524819656/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116102868524819656&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116102868524819656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116102868524819656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-parte-iii.html' title='Princípios e Incertezas (parte III)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116094463445059864</id><published>2006-10-15T21:48:00.001+02:00</published><updated>2006-12-06T00:01:41.863+01:00</updated><title type='text'>Ali Farka Touré e a Harmonia da música africana</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/ali.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/320/ali.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muda a música ali na Grafonola, na coluna da direita. Uma pequena homenagem a um grande músico falecido em Março deste ano. Toca agora o tema "Fara" do último álbum de Ali Farka Touré, "Savane". Originário do Mali, Ali Farka Touré, foi um gigante da música do africana, dos poucos que conseguiu algum sucesso e reconhecimento no Ocidente.&lt;br /&gt;A escolha não é inocente, veio-me à ideia na sequência do debate sobre o que &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/sim-chico-buarque-bom-mas.html" /&gt;escrevi sobre o Chico Buarque&lt;/a&gt;, em resposta &lt;a href="http://pitau-raia.blogspot.com/2006/10/brancos-negros-etc.html" /&gt;escreveu Le Fante&lt;/a&gt; que a harmonia era europeia, na música africana (excepto a árabe) era apenas rudimentar ou senão mesmo inexistente. Espero que este tema de Ali Farka Touré demonstre o contrário. Se repararem bem a melodia não existe, o ritmo - coisa rara na música africana - não é de todo predominante, está lá subliminarmente, bem discreto para deixar todo o palco à harmonia, que é tudo o que resta. Fara é (quase) só harmonia, mas como bem se pode reconhecer não deixa de ser profundamente africana.&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://agresteavena.noosblog.fr/mon_weblog/files/Fara.mp3" autoplay="false" height="30" width="150"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/savane.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/200/savane.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/msica.html" /&gt;Música&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116094463445059864?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116094463445059864/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116094463445059864&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116094463445059864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116094463445059864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/ali-farka-tour-e-harmonia-da-msica.html' title='Ali Farka Touré e a Harmonia da música africana'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116067301943688885</id><published>2006-10-12T19:08:00.000+02:00</published><updated>2006-10-19T08:20:57.143+02:00</updated><title type='text'>Princípios e Incertezas: A Resposta de um Físico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O meu amigo André Goios deixou ali em baixo um comentário a contestar &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-parte-i.html" /&gt;a interpretação que faço do princípio da incerteza de Heisenberg&lt;/a&gt;. É um contributo importante para o debate que merece um post, e ainda para mais o André é Físico, percebe mais disto do que eu.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim a questão é que a verdade não está na posição e velocidade, pois não são propriedades intrínsecas da matéria. São como que estatísticas efectuadas a partir da verdadeira essência de uma partícula que é a "função de onda", uma distribuição que está espalhada pelo espaço, tal como o campo eléctrico ou gravítico. Tanto a posição como a velocidade são médias calculadas a partir da função de onda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medir a posição de uma partícula é como forçar um volume de água&lt;span class="fullpost"&gt; a estar num copo A ou B, acontece que no caso da partícula a medição força toda a água a ir para um dos copos - é o colapso da função de onda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, se acreditarmos na MQ [&lt;i&gt;Mecânica Quantica&lt;/i&gt;] e na função de onda como propriedade intrínseca da partícula (e há fortes razões, incluindo experimentais, para acreditar nela), a medição da posição ou da velocidade são formas muito toscas de conhecermos a partícula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, sem ter alguma ideia sobre como realizar isso, parece-me conceptualmente concebível que possa vir a existir uma forma de medir a tal função de onda. De facto, num átomo de hidrogénio por exemplo há formas de calcular a função de onda do electrão, isso não é uma forma de o conhecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se calhar não estamos tão longe das ciências sociais, o querermos conhecer o objecto de acordo com as nossas estruturas perceptivas (ou aparelhos de medida) alteram o próprio objecto sem que fundamentalmente ele deixe de ter propriedades intrínsecas num determinado instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando de teoria do caos e sistemas dinâmicos ainda estamos pior... O problema não é a "verdade" estar num patamar diferente (corresponder a variáveis que não são observáveis) mas sim que o sistema é susceptível às mínimas alterações. O sistema pode ser descrito por equações conhecidas, o problema está em determinar com precisão as condições iniciais de que ele parte. Mas mais uma vez, teoricamente isso é possível, basta melhorar infinitamente os aparelhos de medição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116067301943688885?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116067301943688885/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116067301943688885&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116067301943688885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116067301943688885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-resposta-de-um.html' title='Princípios e Incertezas: A Resposta de um Físico'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116052153499243962</id><published>2006-10-11T00:55:00.000+02:00</published><updated>2007-06-10T03:30:36.353+02:00</updated><title type='text'>Manobra de diversão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A tese é a seguinte: os factos, operações e resultados que constituem as ciências não têm uma estrutura comum; não há elementos que se verifiquem em todas as investigações científicas e só nelas. Os desenvolvimentos concretos (com a derrocada das cosmologias do estado estacionário e a descoberta do ADN) têm traços distintivos próprios e muitas vezes é-nos possível explicar o porquê e o como do seu sucesso. Mas nem todas as descobertas podem ser descritas da mesma maneira, e os modos de proceder que resultaram podem converter-se em agentes de ruína quando os impomos ao futuro.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Paul Feyerabend&lt;br /&gt;&lt;i&gt;in&lt;/i&gt; Contra o Método - Esboço de uma Teoria Anarquista do Conhecimento&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim resume Feyerabend o essencial do seu pensamento epistemológico nas primeiras linhas da Introdução à edição chinesa da sua obra nuclear "Contra o Método" (editada em português pela Relógio de Água). Eu&lt;span class="fullpost"&gt; aproveito, enquanto preparo uma resposta ao Santiago, para lançar um pouco de confusão no debate. Na minha opinião Feyerabend foi dos epistemologistas do sec. XX o que melhor percebeu como funciona &lt;i&gt;realmente&lt;/i&gt; a Ciência. Tanto a visão de Popper, como a de Khun são demasiado redutoras. Caiem no mesmo erro, nessa procura de um "Santo Graal", o elemento que define a Ciência; a "Falsificação" com Popper, a "Ruptura de Paradigmas" com Kuhn. Com a visão de Feyerabend, que nos diz pura e simplesmente que o Método Científico não existe, e que não há uma só mas uma infinidade de maneiras diferentes de fazer Ciência, a sistematização, e logo o estudo da História da Ciência tornam-se mais difíceis. Mas de que serve uma descrição que permita a sistematização se ela não corresponde à realidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem perder de vista o tema do debate (a cor das penas dos Cisnes), serve esta referência a Feyerabend apenas para lembrar que se o progresso da Ciência se faz num terreno assim tão movediço, volátil, é difícil imaginar que a procura da verdade pela Ciência seja mais do que uma boa aproxiamação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116052153499243962?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116052153499243962/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116052153499243962&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116052153499243962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116052153499243962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/manobra-de-diverso.html' title='Manobra de diversão'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116042264246195921</id><published>2006-10-11T00:01:00.000+02:00</published><updated>2006-10-11T01:28:38.713+02:00</updated><title type='text'>Post-scriptum</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-parte-i.html" /&gt;escrever&lt;/a&gt; sobre o princípio da incerteza de Heisenberg apetece-me acrescentar uma nota não sei se mais científica ou mais política.&lt;br /&gt;Não deixa de ser de uma enorme ironia que Heisenberg, o cientísta que estableceu o princípio da incerteza, que demonstrou ser impossível ao espírito humano aceder completamente à &lt;i&gt;verdade&lt;/i&gt;, fosse um notório Nazi (foi director do programa nuclear alemão durante a Segunda Guerra com vista a construir a bomba atómica). Mas isso é apenas metade da ironia. A outra metade é que Einstein, verdadeiro pai do relativismo, e notório pelas suas posições políticas &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/07/einstein-esse-grande-anti-semita.html" /&gt;tolerantes e pacifistas&lt;/a&gt;, tenha tentado até ao fim da sua vida contrariar a ideia de que a &lt;i&gt;verdade&lt;/i&gt; é inacessível. Vem daí a sua célebre frase "Deus não joga aos dados!".&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116042264246195921?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116042264246195921/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116042264246195921&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116042264246195921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116042264246195921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/post-scriptum_11.html' title='&lt;i&gt;Post-scriptum&lt;/i&gt;'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116037414011882549</id><published>2006-10-09T07:57:00.000+02:00</published><updated>2006-10-19T08:19:04.576+02:00</updated><title type='text'>Princípios e Incertezas: A Resposta (parte II)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Continuando o debate, aqui no Agreste Avena, sobre a possiblidade de a Ciência encontrar a verdade, aqui está um post do &lt;a href="http://contanatura.weblog.com.pt/author_santiago.html" /&gt;Santiago&lt;/a&gt;, na continuação do &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-resposta-parte.html" /&gt;anterior&lt;/a&gt;, em resposta a &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-parte-i.html" /&gt;este&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-parte-ii.html" /&gt;este&lt;/a&gt; que escrevi, e estão ali em baixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contei a história daquela maneira particular (e a história podia ter sido contada de outra maneira...) com segundas intenções, obviamente. Acho que contar a história assim torna claro um ponto que quero frisar neste debate: O progresso científico não ocorre &lt;i&gt;apenas&lt;/i&gt; por "falsificação" das "teorias" vigentes. Às vezes as teorias "mudam" por outras razões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como vejo a situação, a explicação "instrutiva" (pós-Landsteiner) morreu sózinha... passou a ser ignorada porque não dava as resposta que a Biologia em geral passou a exigir quando se tornou claro que tudo funcionava segundo o esquema &lt;i&gt;DNA makes RNA makes Protein&lt;/i&gt;. O instrucionismo era simplesmete insatisfatório à luz da nova "maneira" de olhar para o funcionamento das células vivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser muito claro aqui: A Teoria Instrutiva foi abandonada &lt;i&gt;sem ter sido alguma vez falsificada&lt;/i&gt;! A falsificação veio depois, quando foi possível&lt;span class="fullpost"&gt; sequenciar proteínas e ácidos nucleicos, quando se solucionou a estrutura cristalina dos anticorpos e, hei-de me repetir neste ponto, quando ficámos a conhecer em todo o detalhe molecular a maneira como as células B produzem anticorpos. Não foi abandonada por se ter demonstrado que estava errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "paradigma" mudou de repente (&lt;a href="http://www.des.emory.edu/mfp/Kuhnsnap.html"&gt;Thomas Kuhn&lt;/a&gt; gostaria de ter lido isto, estou certo). O mais engraçado é que, no novo paradigma, a questão original de Landsteiner (como é que poderão existir genes que nunca foram seleccionados) deixou de fazer sentido, &lt;b&gt;sem ter tido resposta&lt;/b&gt;. Viu-se que era uma questão "insensata" e que nunca devia ter sido colocada dessa forma: A selecção natural favorece indivíduos capazes de produzir um número suficientemente grande de anticorpos diferentes, de forma a que, por via das reacções cruzadas que necessariamente ocorrem, &lt;b&gt;qualquer&lt;/b&gt; antigénio possa ser "combatido". Não nos devemos esquecer que esta "mudança de paradigma" só pôde ter lugar porque o "novo paradigma" (selectivo) mantinha a conformidade com o "paradigma superior" (o de Darwin). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento é que, apesar do "teste da falsificabilidade" ser muito importante, na prática o progresso científico (o progresso das ideias científicas) não o segue à risca. E não o segue também por outras razões: É raríssimo uma experiência ser feita &lt;i&gt;para provar que a teoria vigente está errada&lt;/i&gt;. As experiências são feitas, na esmagadora maioria dos casos, por uma de duas razões: Ou por curiosidade "genuína" acerca do que vai acontecer (isto é, sem uma real expectativa sobre qual o resultado que vai ter), nos casos em que qualquer resultado se conformaria com a teoria, ou trata de informação necessária para perceber &lt;i&gt;que classe de teorias&lt;/i&gt; pode vir a ser correcta; ou para &lt;i&gt;confirmar&lt;/i&gt; a teoria (o "paradigma") vigente. Foi este último o caso de &lt;a href="http://www.chs.unimelb.edu.au/programs/jnmhu/umfm/biogs/FM00083b.htm"&gt;Gus Nossal&lt;/a&gt; quando demonstrou que podia eliminar a especificidade para um dado antigénio suprimindo apenas um número reduzido de clones (os que eram específicos para o antigénio). De uma penada matou a "instrução" e mostrou que a "selecção clonal" era um fenómeno verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: Na realidade as experiências são (quase) sempre feitas à luz de uma "paradigma" existente, em conformidade com ele, e as "perguntas" que levam a elas &lt;b&gt;só são feitas porque o "paradigma" (a "teoria") lhes dá sentido&lt;/b&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disto é para defender tudo o resto que Kuhn disse (ou que foi atribuído a Kuhn pelos seus seguidores...), mas serve para frisar que o progresso científico não é apenas (ou sequer &lt;b&gt;fundamentalmente&lt;/b&gt;) &lt;i&gt;empírico&lt;/i&gt;. A Ciência não progride pela "experiência" (coisa &lt;i&gt;essencial&lt;/i&gt; em Popper). Progride pela "razão"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última parte desta contribuição para o debate (só daqui a uma semana, &lt;i&gt;hélas&lt;/i&gt;) vou finalmente abordar a questão da "verdade científica". Repito que acho que há uma altura em que chegamos "ao fim da linha" e o "paradigma" não pode mais mudar, porque mudá-lo implicaria mudar tudo o que sabemos sobre o funcionamento da matéria viva. Se o mecanismo que hoje em dia achamos ser "a verdade" para descrever a "Geração da Diversidade" dos anticorpos estiver errado, então &lt;i&gt;toda a Biologia tem de estar errada&lt;/i&gt;. Estamos errados acerca do papel do DNA, do RNA, da regulação da expressão genética, da síntese proteica, das proteínas, etc etc etc... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Não me esqueci do "problema dos cisnes": O mecanismo que conhecemos em ratinhos não é igual ao que opera noutras espécies. Por exemplo, nos camelos há umas variações curiosas; nas galinhas - e talvez também nos cisnes - o mecanismo de &lt;i&gt;G.O.D.&lt;/i&gt; é totalmente distinto;  nas ovelhas é ainda diferente de todos estes. É também possível, em tese, que não seja &lt;i&gt;exactamente&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;exactamente&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;exactamente&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;exactamente&lt;/i&gt; igual em &lt;b&gt;todos&lt;/b&gt; os ratinhos que existem, existiram e existirão. O que isto nos diz, acho eu, é que ainda há coisas que não sabemos e por isso ainda vale a pena ser cientista. Embora não me pareça provável, admito que alguém, algum dia, tropece num ratinho que diversifica os seus anticorpos como as galinhas (é tudo por &lt;i&gt;gene-conversion&lt;/i&gt;). Admito até (já disse que sou agnóstico, não disse?) que um dia apareça uma galinha que rearrange &lt;i&gt;gene fragments&lt;/i&gt; - V, D e J - e tenha &lt;i&gt;N-sequences&lt;/i&gt; e tudo. O que só significa, estou-me a repetir, que não vou deixar de ter emprego...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. No meu texto anterior cometi uma omissão quase tão grave como a da Academia Sueca! Vale a pena recordar que David Talmage teve também uma contribuição significativa para toda esta história. Forsdyke cita-o &lt;a href="http://post.queensu.ca/~forsdyke/theorimm0.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt; desta forma: &lt;i&gt;" . . . it is tempting to consider that one of the multiplying units in the antibody response is the cell itself. According to this hypothesis, only those cells are selected for multiplication whose synthesized product has affinity for the antigen injected. This would have the disadvantage of requiring a different species of cell for each species of protein produced, but would not increase the total amount of configurational information required on the hereditary process."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Foi mais um daqueles que acabaram esquecidos nas "brumas da memória"... nem a Wikipedia &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/David_Talmage"&gt;ajuda muito&lt;/a&gt;... os amigos dele, provavelmente, &lt;i&gt;are no more&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Uma das razões que ditou o abandono das Teorias Instrutivas foi a ideia que as proteínas têm uma estruta tri-dimensional fixa, determinada pela sua sequência de amino-ácidos. A descoberta da &lt;i&gt;&lt;a href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/02/ciclope_cinico_65.html"&gt;alosteria&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; (Changeux e Monod) e a resolução dos cristais desse "enzima honorário" que é a Hemoglobina (Perutz) mostrou que afinal até há substrato biológico para esse tipo de ideias. Se Changeux tivesse nascido mais cedo ou Perutz fosse mais despachado, acho que Burnet teria acabado os seus dias na maior das obscuridades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santiago&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116037414011882549?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116037414011882549/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116037414011882549&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116037414011882549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116037414011882549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-resposta-parte_09.html' title='Princípios e Incertezas: A Resposta (parte II)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116033721506735730</id><published>2006-10-09T00:11:00.000+02:00</published><updated>2006-10-11T01:43:30.976+02:00</updated><title type='text'>O affaire Dreyfus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/Dreyfus.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/320/Dreyfus.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz hoje 147 anos que nasceu Alfred Dreyfus, militar francês que se viu involuntariamente no centro de um escândalo político que abalou a III República francesa. Numa altura em que muito se gosta de fazer julgamentos na praça pública, de preferência às oito da noite em directo para o telejornal, e baseado em evidências que "toda a gente conhece" mas que ninguém mostra, convém relembrar o &lt;i&gt;Affaire&lt;/i&gt; Dreyfus. A história é simples de contar. Em 1894, uma espia, a coberto de um disfarce de empregada da limpeza, na embaixada alemã em Paris encontra num caixote do lixo uma carta não assinada revelando segredos militares franceses ao inimigo alemão. Trata-se obviamente de alguém dentro do exército francês, e interessa descobrir o traidor. Dreyfus tem tudo contra ele, é alsaciano (família poderia até ter optado pela cidadania alemã 1872 quando a Alemanha anexou a Alsácia e a Lorena, mas preferiu a nacionalidade francesa), fala alemão fluentemente, é arrogante e antipático, e, detalhe não de somenos importância, é judeu. Um pequeno pormenor: não havia a mínima evidência tangível que ligasse Dreyfus à carta denunciando os segredos militares. Dreyfus é condenado, sem sequer conhecer a totalidade da sua acusação, e é enviado para a &lt;i&gt;Île du Diable&lt;/i&gt; na&lt;span class="fullpost"&gt; Guiana Francesa, o que constitui de facto uma quase condenação à morte. O irmão de Alfred, Mathieu Dreyfus começa então uma campanha na tentativa de inocentar o irmão. Consegue ganhar a simpatia de algumas personalidades no meio político e jornalístico, e ganha dimensão a campanha para que seja feita justiça a Alfred Dreyfus. Essa campanha ganha enormes proporções e agita profundamente o sistema político. Fica célebre nomeadamente o "&lt;a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Image:J_accuse.jpg" /&gt;J'accuse&lt;/a&gt;" de Émile Zola. Não faltam também os pormenores dignos de uma super-produção hollywoodesca, por exemplo um declarado anti-semita, Marie-Georges Picquart, acaba por ter uma enorme importância no inocentar de Dreyfus. A história tem um final feliz, Dreyfus acaba por ser reabilitado e o verdadeiro espião é identificado. Vendo bem as coisa, se hoje sabemos quem foi Dreyfus é porque a história teve um final feliz, caso contrário teria morrido na Ilha do Diabo e caído no esquecimento. Pensando bem podem ter acontecido muitas histórias sem um final feliz, e que por isso mesmo nunca ouvimos falar delas.&lt;br /&gt;P.S. - Toda a história do &lt;a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Affaire_Dreyfus" /&gt;&lt;i&gt;Affaire&lt;/i&gt; Dreyfus&lt;/a&gt; na Wikipedia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116033721506735730?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116033721506735730/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116033721506735730&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116033721506735730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116033721506735730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/o-affaire-dreyfus.html' title='O &lt;i&gt;affaire&lt;/i&gt; Dreyfus'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116004579615554845</id><published>2006-10-06T22:52:00.000+02:00</published><updated>2006-10-19T08:23:26.320+02:00</updated><title type='text'>Um outro debate sobre o mesmo tema</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este debate com o Santiago, faz-me lembrar um outro mais ou menos sobre o mesmo tema, que teve lugar nas páginas da revista Bioessays, em 1999 e 2000. O debate começou por ser se sobre a compatibilidade das teorias de Popper com a Genética e Biologia Molecular modernas, e acabou por tocar a utilidade da espistemologia de Popper (e da Filosofia em geral) para o investigador, leia-se o investigador que está na bancada, a fazer experiências. É sempre uma boa pergunta "A Filosofia serve-nos para alguma coisa?".&lt;br /&gt;Tudo começou com uma carta de um biólgo, Robin Holliday, ao editor com o sugestivo título:&lt;i&gt;"The incompatibility of Popper's philosophy of science with genetics and molecular biology"&lt;/i&gt;. Sucederam-se respostas e contra-respostas, tudo de investigadores em biologia. É curioso que o assunto entre os investigadores não é (não parece ser) de todo consensual. De toda a discussão destaco uma citação de Lewis Wolpert, no seu estilo muito particular (e contra mim falo...) que fica aqui como &lt;i&gt;teaser&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Philosophers of science this century have contributed nothing that helps us understand the scientific process and why it is so successful. Scientists regard their activity with a puzzled detachment."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Lewis Wolpert&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficam aqui, por ordem cronológica, as ditas as cartas que consituiram o debate (formato PDF): &lt;a href="http://agresteavena.noosblog.fr/mon_weblog/files/holliday.pdf"&gt;Robin Holliday&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://agresteavena.noosblog.fr/mon_weblog/files/bard.pdf"&gt;Jonathan Bard&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://agresteavena.noosblog.fr/mon_weblog/files/grey.pdf"&gt;Aubrey D.N.J. de Grey&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://agresteavena.noosblog.fr/mon_weblog/files/smithmogie.pdf"&gt;Nick Smith e Mike Mogie&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://agresteavena.noosblog.fr/mon_weblog/files/wolpert.pdf"&gt;Lewis Wolpert&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://agresteavena.noosblog.fr/mon_weblog/files/magyschneider.pdf"&gt;George K. Nagy e Erasmus Schneider&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://agresteavena.noosblog.fr/mon_weblog/files/finchamgallant.pdf"&gt;John R. S. Fincham e Jonathan Gallant&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116004579615554845?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116004579615554845/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116004579615554845&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116004579615554845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116004579615554845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/um-outro-debate-sobre-o-mesmo-tema.html' title='Um outro debate sobre o mesmo tema'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116007459748462813</id><published>2006-10-05T20:44:00.000+02:00</published><updated>2006-10-11T01:42:05.583+02:00</updated><title type='text'>Princípios e Incertezas: A Resposta (parte I)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O &lt;a href="http://contanatura.weblog.com.pt/author_santiago.html"&gt;Santiago&lt;/a&gt; deixou ali em baixo um comentário ao meu &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-parte-ii.html"&gt;post anterior&lt;/a&gt; que eu acho que merece passar da caixa de comentários para a página principal. Fica já com a promessa de uma segunda parte em breve. E já agora é uma estreia, o primeiro post convidado aqui no Agreste Avena.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alturas dos anos 30 ou 40 Landsteiner (que ganhou um Nobel pelo estudo dos grupos sanguíneos) reparou que os coelhos que ele usava nas suas experiências conseguiam fazer anticorpos específicos para &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;qualquer antigénio&lt;/span&gt;. Ele percebeu isso quando imunizou coelhos com antigénios que não existem na natureza: Contendo ligações triplas de Carbono e Oxigénio. Estas são ligações de alta energia, muito instáveis, e só existem como produto de síntese laboratorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A especificidade desses anticorpos era altíssima. Tinham elevada afinidade para essas triplas ligações C - O e nenhuma ou quase nenhuma para quaisquer outras estruturas moleculares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema era explicar este fenómeno à luz do paradigma Darwinista vigente: O antigénio em causa (C - tripla ligação - O) não existe na natureza e era inconcebível que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oryctolagus cuniculus&lt;/span&gt; tivesse conservado um gene codificando um&lt;span class="fullpost"&gt; anticorpo com uma especificidade que nunca jogou um papel na evolução dessa espécie: Não existe, nem nunca existiu, um único micro-organismo, potencialmente patogénico para o coelho, que tenha esse antigénio para servir de alvo a uma resposta imunitária...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criou-se então um paradigma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;instructivo&lt;/span&gt;: Os anticorpos não têm uma estrutura fixa, mas "adaptam-se" ao antigénio depois de ele aparecer, tornando-se por isso específicos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a posteriori&lt;/span&gt;, por assim dizer. A noção era que o antigénio "instrui", "ensina", o anticorpo a ser específico para si próprio. Várias teorias foram propostas para explicar em detalhe a produção de anticorpos a partir da "forma" providenciada pelo antigénio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes modelos no entanto explicavam mal a contínua produção de grandes quantidades de anticorpo mesmo depois de o antigénio ter sido todo eliminado para além de outras observações que se iam acumulando. Por outro lado, quando nos anos 50 a Biologia se tornou verdadeiramentte molecular, estas Teorias Instructivas revelaram-se incompatíveis com outros princípios entretanto consensualmente aceites. Em particular a ideia que "um gene = uma proteína" e o postulado (de Crick) que uma dada sequência de amino-ácidos (numa proteína) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;determina necessariamente&lt;/span&gt; a sua estrutura tridimensional eram incompatíveis com a existência de uma proteína (um anticorpo) poder variar enormemente a sua conformação dependendo do antigénio que encontrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o princípio que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"it's all in the genes"&lt;/span&gt; obrigou a aceitar que anticorpos diferentes tinham sequências de amino-ácidos diferentes (isto foi provado experimentalmente com a maior das facilidades assim que tecnologias de sequenciação se tornaram correntes) e a observação do Landsteiner passou a ser interpretada como resultado de reactividade cruzada. Um anticorpo específico para "C - tripla ligação - O" também havia de reagir com outro qualquer antigénio e talvez esse antigénio desconhecido que tenha servido de força selectiva para conservar tão exdrúxula especificidade na espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrou o problema da diversidade propriamente dito... já não a questão de como explicar tantas especificidades tão diferentes (que era do tempo em que se pensava que bastava uma proteína, ou um número reduzido delas, para ter várias especificidades), mas sim a existência de tantos genes tão diferentes, cada um expresso pela sua célula B. Burnett acabou por propôr (e demonstrar) que cada célula B faz um anticorpo particular. Cada uma dessas células expressa um gene diferente dos das outras - o fantasma de Darwin ainda o assombrava certamente porque ele chamou a isto Selecção clonal. Ver a propósito deste assunto também a NOTA 1 no fim deste texto. O paradigma mudou totalmente e Clonal Selection passou a ser o que estava a dar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os anos 60 e grande parte dos anos 70 duas Teorias antagónicas acumularam dados. Os da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Germ-line Theory&lt;/span&gt; insistiam que toda a diversidade era genética e hereditária enquanto que os adeptos da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Somatic mutation Theory&lt;/span&gt; propunham que um número reduzido de genes (codificando os anticorpos) se diversificavam por mutação somática enquanto as células B (ou os precursores) proliferavam, gerando-se assim uma larga colecção de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;clones&lt;/span&gt; de células cada um dos quais composto por células com uma especificidade particular (ie: uma sequência particular de bases codificando uma sequência particular de amino-ácidos na molécula de anticorpo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tonegawa veio a mostrar que estavam todos mais ou menos errados: A enorme diversidade (pré-existente à introdução do antigénio) dos anticorpos resulta da combinação aleatória de múltiplos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gene fragments&lt;/span&gt; que se "juntam" para formar um gene de anticorpo. Nas cadeias pesadas há 3 tipos: V (em número de cerca de 300), D (10) e J (4) ; nas cadeias leves há 2: V (300) e J (4). Tudo isto dá uma diversidade mínima de 10.000.000 de moléculas diferentes ((300 X 10 X 4) x (300 x 4)), que é ainda aumentada num factor superior a 10 por o mecanismo de junção dos gene fragments (V - D - J ou V - J) não ser muito exacto (a junção pode ocorrer em pontos diferentes) e permitir ainda a introdução de sequências aleatórias de nucleotidos (chamadas N sequences) nos pontos de junção).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma: A diversidade não resulta de variação somática nem é completamente codificada no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;germ-line&lt;/span&gt; (as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;N-sequences&lt;/span&gt; são introduzidas aleatóriamente em cada célula B, de cada vez que uma se forma).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Somatic Mutation Theory&lt;/span&gt; obteve o seu dia ao Sol, com a demonstração que, no decurso de uma resposta imunitária (ie: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;após&lt;/span&gt; a introdução de antigénio no sistema) um mecanismo especial (chamado de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hipermutação&lt;/span&gt;) altera aleatoriamente a sequência de nucleotidos no gene de um anticorpo específico para esse antigénio e permite a "selecção" de anticorpos mutantes com afinidade mais elevada para esse antigénio. É por tudo isto que uma resposta imunitária, se lhe derem tempo, se torna mais e mais específica para o antigénio que a desencadeia levando à produção de anticorpos com uma afinidade cada vez mais elevada (um fenómeno chamado: Maturação da Resposta Imunitária, que era também difícil de explicar nas Teorias Instrutivas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que este sumário toca em todos os pontos que quero revisitar no "próximo capítulo", quando tentar analisar a história da evolução destas (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Theories of G.O.D.&lt;/span&gt;) à luz da minha leitura dos mecanismos propostos por Popper e por Kuhn para explicar o progresso das ideias científicas. Antes que alguém me critique pelos alguns erros e simplificações que estão aí em cima, quero explicar que sei que tive de saltar por cima de alguns detalhes... felizmente neste domínio do conhecimento já todos sabemos tudo e por isso também eu sei as simplificações de que tive de me socorrer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa: O mecanismo descrito é o que ocorre em ratinhos, e também em humanos, com algumas variantes. Tanto quanto sei este mecanismo vale também para outros roedores (ratos e coelhos). Quanto ao que se passa noutras espécies, vou-me guardar para depois, quando falar do problema da côr das penas dos cisnes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santiago&lt;br /&gt;_______________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA 1 Vale a pena falar também de Niels Jerne que propôs uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Natural-Selection Theory of Antibody Formation&lt;/span&gt; (com hífen e tudo). A obsessão com Darwin era tanta que Jerne acaba a postular um mecanismo que já nessa altura se sabia ser biologicamente absurdo: Ele sugere que os anticorpos se possam replicar ("&lt;span style="font-style: italic;"&gt;autocatalytic replication of the specific globulin molecules&lt;/span&gt;") depois da sua síntese como proteínas, e após serem "seleccionados" pelo antigénio. Max Delbrück comunicou esse paper para o PNAS e Burnett mais tarde reconheceu que lhe serviu de inspiração para propôr a Teoria da Selecção Clonal surgida 2 anos depois...&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116007459748462813?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116007459748462813/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116007459748462813&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116007459748462813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116007459748462813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-resposta-parte.html' title='Princípios e Incertezas: A Resposta (parte I)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115982853128496556</id><published>2006-10-05T00:43:00.000+02:00</published><updated>2006-10-05T23:42:39.676+02:00</updated><title type='text'>Princípios e Incertezas (parte II)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora sim, caro Santiago, o tal debate. Este post vai em resposta à seguinte frase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/10/ah_eis_um_debat.html#more"/&gt;"A estrutura do gene ou o mecanismo de geração de diversidade dos anticorpos, por exemplo, nunca mais serão explicados de outra forma porque hoje em dia os conhecemos molecularmente, em todo o detalhe. São dois exemplos de "fenómenos" cujo "paradigma" (à la Kuhn) nunca mais se alterará (em aparte esclareço que sou um opositor acérrimo da noção que &lt;b&gt;toda a verdade científica&lt;/b&gt; é provisória e é &lt;b&gt;sempre&lt;/b&gt; superseded por uma melhor explicação da realidade...)"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo por falar de Lord Kelvin, e da famosa alocução de 27 de Abril de 1900 &lt;a href="http://www.physics.gla.ac.uk/Physics3/Kelvin_online/clouds.htm"/&gt;“Nineteenth century clouds over the dynamical theory of heat and light”&lt;/a&gt;. Sendo Kelvin uma figura respeitabilíssima - excelente cientista, inventor prolífico, e empresário de sucesso - essa conferência é uma boa candidatura ao prémio do maior &lt;i&gt;flop&lt;/i&gt; da História da Ciência (juízo de valor perfeitamente subjectivo, não-científico, pelo qual assumo inteira responsabilidade). Lord Kelvin descreveu na altura o Estado da Arte da Física como uma Ciência essencialmente terminada, definitiva. A mecânica de Newton explicava todos os fenómenos físicos conhecidos, e o trabalho dos físicos dos séculos seguinte seria apenas o de "acrescentar casas decimais à constantes já conhecidas". Apenas duas pequenas nuvens destoavam no lindíssimo azul do céu no quadro pintado por Kelvin, a &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Michelson-Morley"/&gt;Experiência de Michelson-Moreley&lt;/a&gt; e a &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Black_body"/&gt;Radiação &lt;br /&gt;dos Corpos Negros&lt;/a&gt;, mas Kelvin considerava que em breve esses problemas seriam resolvidos e em concordância com as leis de Newton. Numa coisa tinha razão, não demorou muito tempo até essas questões serem explicadas. Cinco anos mais tarde, no seu &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Annus_Mirabilis_Papers"/&gt;Annus Mirabilis&lt;/a&gt; Einstein publicou dois artigos em que apresenta explicações para as "nuvens" de Kelvin, e a partir daí se iniciam as duas áreas de estudo que revolucionaram completamente a Física e mandaram Newton às ortigas, a "Relatividade" e a "Mecânica Quântica".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto reporta-nos ao princípio da "Falsificabilidade" de Karl Popper (e não estou&lt;span class="fullpost"&gt; a falar de Karl Popper o duvidoso filósofo político liberal, mas de Karl Popper o excelente epistemologista, um caso de esquizofrenia filosófica, diria eu...). Segundo o princípio da "Falsificabilidade" uma tese nunca pode ser demonstrada definitivemente como verdadeira, pode apenas ser ou não refutada. Todas as teorias que são ainda vigentes são-no porque resistiram até à data a todos os testes empíricos sem serem refutadas, isso não prova que são verdadeiras porque existe sempre a possibilidade um teste futuro vir a conseguir essa refutação. A teoria de Popper surge por oposição ao raciocínio indutivo dos positivistas, segundo o qual um número de observações suficientes de um fenómeno permite concluir a certeza absoluta desse fenómeno. O exemplo sempre citado é o dos cisnes brancos, se observarmos um número suficiente de cisnes e forem todos brancos concluímos que TODOS os cisnes são brancos. Popper diz-nos que enquanto não virmos todos os cisnes não podemos ter a certeza absoluta de que todos são brancos. A estatística diz-nos que Popper tem razão, se observarmos um número elevado de cisnes o que podemos dizer é que, com uma probabilidade de erro que é calculável, todos os cisnes são brancos. No entanto a probabilidade de erro existe sempre, a certeza nunca é absoluta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além de puder ser refutada uma teoria científica também pode ser sempre melhorada, acrescentada, o que na essência continua coerente com a teoria de Popper (e contrário à citação do Santiago). O melhor exemplo disso de que me lembro é a teria da evolução de Darwin, com a Genética, e a Biologia Molecular o Darwinismo ganhou uma explicação mecanística que com próprio Darwin não foi possível. O que Darwin disse permanece válido mas a teoria da evolução entra numa nova dimensão, passou a chamar-se até neo-Darwinismo. Um exemplo de que qualquer teoria é apenas uma conjuntura temporária e que pode ser refutada ou melhorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente para o exemplo da estrutura do gene ou do anti-corpo, que são os exemplos que o Santiago dá. São de facto exemplos de fenómenos que conhecemos com o enorme detalhe molecular, isso não é contestável, e não foram ainda refutados (nem parece que venham a ser em breve). Os modelos explicam todas as observações conhecidas portanto estamos perante teorias muito sólidas, mas continuo a pensar que convém não ceder à visão positivista. Por exemplo, é bom lembrar que estas descobertas foram feitas em organismos-modelo, que são as espécies que se estudam em laboratório. Ora, estas são uma meia-dúzia, em contraste com os milhões de espécies que constituem a biosfera. Estamos a extrapolar para todos os organismos vivos (no caso dos genes) ou para uma grande parte dos animais (no caso dos anti-corpos) conhecimentos que nos vêem de um pequeno número de espécies de laboratório. Se não estamos a extrapolar, então estamos apenas a dar uma descrição parcial do fenómeno que nos interessa. É possível que uma qualquer forma de vida que não conhecemos ou não estudámos venha a refutar os nossos modelos actuais. Já aconteceu com o código genético, algumas espécies de bactérias têm ligeiras diferenças em relação ao código genético dito "universal". São vistas como excepções bizarras que não alteram a visão global, mas do ponto de vista forma são uma refutação da tese de que o código genético e universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa coisa concordo com o Santiago, é aquele "sempre" a bold na frase que cito. Uma teoria científica não é &lt;i&gt;sempre&lt;/i&gt; uma verdade provisória, algumas há que são definitivas, e outras que não. Mas para nosso azar não podemos distinguir umas e outras, não sabemos prever o futuro, e não sabemos quais vão ser refutadas e quais vão permanecer válidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115982853128496556?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115982853128496556/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115982853128496556&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115982853128496556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115982853128496556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-parte-ii.html' title='Princípios e Incertezas (parte II)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-116000190523309914</id><published>2006-10-05T00:42:00.000+02:00</published><updated>2006-10-27T09:05:36.206+02:00</updated><title type='text'>Viva a Républica!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, um dia quase tão importante como o 25 de Abril. É pena é o PREC de 1910-1926 não ter corrido lá muito bem...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html" /&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-116000190523309914?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/116000190523309914/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=116000190523309914&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116000190523309914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/116000190523309914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/viva-rpublica.html' title='Viva a Républica!'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115982833128557689</id><published>2006-10-03T22:20:00.000+02:00</published><updated>2006-10-05T23:43:22.853+02:00</updated><title type='text'>Princípios e Incertezas (parte I)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Nota prévia&lt;/i&gt;: Caro &lt;a href="http://contanatura.weblog.com.pt/author_santiago.html" /&gt;Santiago&lt;/a&gt;, este ainda não é bem o debate &lt;a href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/10/ah_eis_um_debat.html#comments" /&gt;prometido&lt;/a&gt;, mas anda lá perto e vem na sequência dos outros que temos tido por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei por mim a falar do Princípio da Incerteza de Heisenberg, num &lt;a href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/10/grandes_frases_1.html#comments"/&gt;comentário&lt;/a&gt; no Conta Natura, o que me fez pensar nas implicações filosóficas desse Princípio. Isto depois de &lt;a href="http://oinsurgente.blogspot.com/"/&gt;AAA&lt;/a&gt; numa outra &lt;a href="http://www.haloscan.com/comments/blasfemia/115875754378934146/#574515"/&gt;caixa de comentários&lt;/a&gt;, e citado por Santiago &lt;a href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/09/grandes_licoes_1.html#more"/&gt;neste outro post&lt;/a&gt;, ter dito que faltam aos cientistas as "mais básicas noções de Filosofia". Sou levado a concluir que, não tendo a Filosofia mudado substancialmente depois da descoberta de Heisenberg, (ao que se pode acrescentar a Teoria do Caos, ou a Termodinâmica), é exactamente o inverso do que afirma AAA que devemos lamentar. É a Filosofia que ignora olimpicamente a Ciência, e falha redondamente na compreensão das implicações das mais importantes descobertas científicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Heisenberg_Uncertainty_Principle"/&gt;princípio da incerteza de Heisenberg&lt;/a&gt; não é possível determinar simultaneamente a posição e a velocidade de um electrão. E isto não é por&lt;span class="fullpost"&gt; uma limitação técnica que possa ser ultrapassada com a melhoria da tecnologia, é uma impossibilidade física fundamental, é uma lei da física (pelo menos enquanto não for refutada, e já lá vão 80 anos). Acontece que, se acreditarmos numa noção absoluta de &lt;i&gt;verdade&lt;/i&gt;, a &lt;i&gt;verdade&lt;/i&gt; é que num dado momento um electrão tem uma posição e tem uma velocidade. Isto quer dizer que o alcance da &lt;i&gt;verdade&lt;/i&gt; pelo espírito humano é fundamentalmente impossível, fisicamente impossível. Mas porque razão é impossível determinar simultaneamente a posição e velocidade do electrão? Porque a observação do electrão altera-lhe o estado. Quer isto dizer que, sendo o electrão um objecto exterior ao observador, este só o pode "ver" interagindo com ele nas suas abordagens experimentais, essa interacção vai fornecer ao electrão energia, e isso faz com que ou a posição, ou a velocidade do electrão, ou ambas, se alterem, portanto o objecto inicial, "puro" por assim dizer, desaparece com o desenrolar da experiência. Resumindo o observador altera a natureza do objecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderiam dizer que esta última frase é uma generalização abusiva, que o princípio da incerteza se aplica apenas ao electrão, mas não é o caso. O objecto, qualquer que ele seja, sendo exterior ao observador é-lhe sempre inacessível. A única coisa que é acessível é a interacção do observador com o objecto, e essa interacção altera o objecto, ou seja o &lt;i&gt;verdadeiro&lt;/i&gt; objecto inicial que se pretendia estudar perde-se. Por exemplo uma fotografia na realidade é a interacção entre os fotões reflectidos pela paisagem e a prata que existe na película (pelo menos era assim antes do digital), e só através da revelação se pode ver a imagem, mas revelações podem ser feitas de muitas maneira, com resultados diferentes, nenhum deles rigorosamente verdadeiro. Outro exemplo em Ciência é a Biologia Celular, se pusermos uma célula ao microscópio ela é quase sempre absolutamente transparente. Só após técnicas que fixação, coloração e manipulação de luz pudemos ver a célula, ou seja só a célula alterada é visível ao observador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez em conversa com uma antropóloga alemã, dizia-me ela que isto não era nada de novo, que em Ciências Sociais já se sabe há muito tempo que o observador não é nunca completamente imparcial, o tal &lt;i&gt;bias&lt;/i&gt;, e que pode portanto deformar o objecto observado. Eu contrapus que não estávamos a falar do mesmo nível, que o caso que ela me apresentava podia, pelo menos em teoria, ser corrigido com rigor intelectual e com métodos de estudo apropriados, suficientemente críticos, mas que não representava uma prova da impossibilidade fundamental do observador estudar o objecto sem o alterar, como o faz o princípio da incerteza de Heisenberg. Ela não chegou a perceber a diferença entre um e outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também a teoria do Caos demonstra que em fenómenos não lineares (que são quase todos os fenómenos da vida real, da Termodinâmica à Biologia de Populações, da Meteorologia à Economia) uma pequena variação nas condições iniciais, abaixo do grau de precisão dos nossos instrumentos de medida, leva a consequências completamente díspares. A previsão rigorosa de fenómenos não-lineares, mesmo conhecendo todas as variáveis do sistema (o que é raro), é impossível. E também podia falar de termodinâmica e Ilia Prigogine, mas não vale a pena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta que me fica é: Como pode a Filosofia permanecer inalterada depois de se estabelecer a que a verdade é fundamentalmente inacessível ao espírito humano? Ou de uma forma mais prosaica: como é que alguém ainda pode levar a noção de &lt;i&gt;verdade&lt;/i&gt; a sério?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115982833128557689?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115982833128557689/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115982833128557689&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115982833128557689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115982833128557689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/princpios-e-incertezas-parte-i.html' title='Princípios e Incertezas (parte I)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115894866568890668</id><published>2006-10-01T23:10:00.000+02:00</published><updated>2007-06-28T09:47:33.629+02:00</updated><title type='text'>Sim, Chico Buarque  é bom, mas...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/chicobuarque.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/320/chicobuarque.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...é branco! Branco, musicalmente falando, não me interpretem mal, e já explico o que quero dizer com isto. Acontece que nesta altura em que o Chico vai dar uns concertos em Lisboa, e que na blogosfera há tanto quem o aprecie (sei lá, o  &lt;a href="http://avesso-do-avesso.blogspot.com/2006/09/buarqueanos-retardatrios-apressem-se.html" /&gt;Filipe Moura&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://a-praia.blogspot.com/2006_09_01_a-praia_archive.html#115894500381738079" /&gt;Ivan Nunes&lt;/a&gt;, e, o guru dos admiradores do Chico na blogosfera, a &lt;a href="http://gloriafacil.blogspot.com/2006/05/chico-deus.html" /&gt;Ana Sá Lopes&lt;/a&gt;) apetece-me quebrar o unanimismo, com um bocado de sorte gerar alguma polémica, e dizer que o Chico está bastante &lt;i&gt;overrated&lt;/i&gt;, musicalmente falando. &lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18099498&amp;postID=115946463017959670&amp;isPopup=true" /&gt;Lembra-me o Filipe&lt;/a&gt; e com razão que o unanimismo é pelo lado lírico, o que até se compreende, é um excelente poeta, e não é por aí que eu vou pegar, é pelo lado musical mesmo. E não é que eu não goste de Chico, até gosto, passei uns anos a ouvir &lt;a href="http://www.submarino.com.br/AllProdsBigImage.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=2&amp;ProdId=246683&amp;DisableTop=Y" /&gt;um vinil de capa azul&lt;/a&gt; que os meus pais tinham, fui aos concertos no Campo Pequeno (aos anos a que isso foi, pr'aí em 87, era eu uma criança) e no Carlos Lopes, gostei muito e até era gozado no secundário por isso. Foi para mim uma excelente porta de entrada na música brasileira, depois veio Elis, a seguir todos os mestres da bossa nova, Vinícius, Caetano e o Tropicalismo e finalmente Gilberto Gil (não sei se repararam na progressão ascensional, ou quase...). Tudo isto acaba por relativizar um bocado a genialidade do Chico Buarque.&lt;br /&gt;Mas então o que é isso de ser musicalmente branco? E que mal tem isso? Começando pela segunda pergunta, é uma questão de gosto pessoal, há quem veja nisso uma virtude e há quem não veja (e aqui eu levanto timidamente o braço, estou no segundo grupo). Quando digo musicalmente branco, por oposição a negro, estou a pensar naquilo que distingue a música europeia (branca) da música africana ou mestiça com influência africana (negra). A música europeia popular ou a dita erudita&lt;span class="fullpost"&gt; (pelo menos até Wagner, que depois de Schönberg é o desastre) é essencialmente a melodia com uma propensão irritante para a tonalidade. Já a música africana é feita de harmonias e ritmos, mesmo nas suas formas mais básicas a música negra é na sua essência muito mais complexa do que a branca, por mais que esta tente disfarçar com orquestrações elaboradas (só possíveis graças à simplicidade intrínseca da música europeia). Mais ainda, quando nas Américas se dá a miscigenação das músicas europeia e africana, com esses dois fenómenos gémeos do Jazz (norte-americano) e do Choro (brasileiro), precursores de uma infinidade de géneros num e noutro lado, complementam-se os ritmos e harmonias africanos com o formalismo canónico europeu e ganha a música em complexidade, que é uma forma de riqueza. Ora, com Chico essa riqueza desaparece. Com Chico a música é só melodia, e sempre perturbadoramente tonal, acabando por se aproximar muito mais de uma certa música europeia, nomeadamente a &lt;i&gt;Chanson Française&lt;/i&gt; e a música ligeira (o que quer que isso seja), do que do Choro. Quando se tenta transcrever uma melodia buarquiana deparamo-nos com a (triste) constatação de que não há uma notazinha que seja fora da escala - claro que os apreciadores verão nisso um sinal de perfeição. Quando se transcreve Gil, nem se sabe em que escala se está, mas isso é um detalhe. A música de Chico é assim cristalina, perfeitinha, simples, direitinha, arranjadinha, mas é esse o problema, é demasiado arranjadinha, demasiado certinha. Mais branco que isso só mesmo Bach. O vídeo que se pode ver no &lt;a href="http://a-praia.blogspot.com/2006_09_01_a-praia_archive.html#115894500381738079" /&gt;link&lt;/a&gt; para A Praia ali em cima é um excelente exemplo do efeito Chico. Note-se que se trata de uma interpretação do Chico Buarque de um tema de Sivuca (João e Joana, a letra é de Chico). Pegando numa música de Sivuca, esse grande mestre do choro e outros géneros, Chico toca e canta, é só ele e o violão, assim sem mais nada. Onde está o pandeiro? E o resto? Onde foi parar toda a riqueza e complexidade da música mestiça?&lt;br /&gt;É claro que é uma questão de gosto, há quem goste e quem não goste, mas gostos discutem-se (espero...).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/msica.html" /&gt;Música&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115894866568890668?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115894866568890668/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115894866568890668&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115894866568890668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115894866568890668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/10/sim-chico-buarque-bom-mas.html' title='Sim, Chico Buarque  é bom, mas...'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115960714138397967</id><published>2006-09-30T10:53:00.000+02:00</published><updated>2006-09-30T11:09:18.116+02:00</updated><title type='text'>A razão que nos separa (parte IV)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda na continuação do debate, uma outra maneira de dizer a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/Jesus%26Mo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/400/Jesus%26Mo.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do &lt;a href="http://www.jesusandmo.net/"&gt;Jesus and Mo&lt;/a&gt; (via &lt;a href="http://esquerda-republicana.blogspot.com/" /&gt;Esquerda Republicana&lt;/a&gt;)&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115960714138397967?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115960714138397967/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115960714138397967&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115960714138397967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115960714138397967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/09/razo-que-nos-separa-parte-iv.html' title='A razão que nos separa (parte IV)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115956137652507764</id><published>2006-09-29T22:15:00.000+02:00</published><updated>2006-09-30T00:44:00.073+02:00</updated><title type='text'>A razão que nos separa (parte III)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O debate continua, com o Santiago &lt;a href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/09/grandes_licoes_3.html#more" /&gt;no Conta Natura&lt;/a&gt;, e com o JSA &lt;a href="http://estacaocentral.blogspot.com/2006/09/o-zd-puxou-para-discusso-sobre-cincia.html" /&gt;na Estação Central&lt;/a&gt;, e com quem mais se juntar ao debate nas caixas de comentários.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115956137652507764?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115956137652507764/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115956137652507764&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115956137652507764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115956137652507764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/09/razo-que-nos-separa-parte-iii.html' title='A razão que nos separa (parte III)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115896051989695250</id><published>2006-09-28T23:07:00.000+02:00</published><updated>2006-09-29T00:08:57.633+02:00</updated><title type='text'>A razão que nos separa (parte II)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltando a este &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/09/razo-que-nos-separa-parte-i.html"/&gt;meu post&lt;/a&gt;, e depois de ler &lt;a href="http://estacaocentral.blogspot.com/2006/09/bblia-espiritualidade-e-cincia.html"/&gt;este&lt;/a&gt;   e &lt;a href="http://estacaocentral.blogspot.com/2006/09/o-como-e-o-porqu.html" /&gt;este&lt;/a&gt; posts do JSA na Estação Central, mais &lt;a href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/09/grandes_licoes_1.html#more" /&gt;este&lt;/a&gt; e sobretudo &lt;a href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/09/grandes_licoes_2.html#more" /&gt;este&lt;/a&gt; posts do Santiago no Conta Natura (e já agora, porque não referi-lo?, este &lt;a href="http://oinsurgente.blogspot.com/2006/09/f-e-cincia.html" /&gt;post beato&lt;/a&gt; no Insurgente, &lt;a href="http://avesso-do-avesso.blogspot.com/2006/09/f-e-cincia-opus-dei-e-insurgente.html" /&gt;via Avesso do Avesso&lt;/a&gt;) parece que o debate evoluiu para um tema porventura mais interessante, o do conflito e a compatibilidade entre Ciência e Religião. Parece que a opinião do JSA e do Santiago é a de que Ciência e a Religião tratam de coisas diferentes, que não se tocam, logo são compatíveis e não há conflito. A Ciência tenta explicar como funciona o Universo, e trata do que é material, e a Religião tenta explicar o Porquê, e trata do que é metafísico. Concordo com a separação entre o "Como?" e o "Porquê?", concordo com a separação entre material e metafísico, logo a compatibilidade entre Ciência e Religião parece-me que nem se questiona, já o conflito me parece inevitável. Ou melhor, conflitos, pontuais ou cíclicos acontecerão sempre, por uma simples razão, o que hoje é metafísico amanhã pode não ser. Para ser rigoroso na linguagem, o que hoje parece metafísico pode amanhã demonstrar-se não ser. E é neste terreno que ocorreram conflitos entre Ciência e Religião no passado, voltarão a acontecer no futuro inevitavelmente. A Religião tem o seu terreno definido no que é metafísico, mas o que é metafísico é aquilo que é desconhecido para a Ciência, quando a Ciência avança e encontra explicações para o que era antes do domínio do metafísico vai estar a entrar num terreno que a Religião considera o seu, e aí ocorre o conflito. Em tempos a origem do Universo era uma questão metafísica, hoje temos o Big-Bang, a origem da Vida e da diversidade das formas vivas era uma questão metafísica, hoje temos a teoria da Evolução, o Geocentrismo era um desígnio divino, logo metafísico, até aparecer o sistema Copernicano. É aqui que o conflito surge, que o digam Galileu e Darwin. Porque a Ciência avança e entra em campos desconhecidos, supostamente metafísicos, ocorrerão sempre conflitos com a Religião. Mas porque continuará sempre a existir um domínio do metafísico, a Religião terá sempre um terreno só seu.&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115896051989695250?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115896051989695250/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115896051989695250&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115896051989695250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115896051989695250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/09/razo-que-nos-separa-parte-ii.html' title='A razão que nos separa (parte II)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115939665363391376</id><published>2006-09-28T00:25:00.000+02:00</published><updated>2006-09-28T00:37:33.653+02:00</updated><title type='text'>Conspiração e Criacionismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Juro que é a última vez que falo de Criacionismo, mas vem a propósito do excelente &lt;a href="http://5dias.net/2006/09/25/jorge-palinhos-a-conspiracao/" /&gt;texto do Jorge Palinhos&lt;/a&gt; no &lt;a href="http://5dias.net/" /&gt;5 dias&lt;/a&gt;. Jorge Palinhos desconstroi muito bem essa tese que para aí anda de Conspiração da própria admnistração Bush nos atentados do 11 de Setembro. Não estão a ver qual é a relação com o Criacionismo? Não me digam que não repararam nas semelhanças entre a rétorica Conspiracionista e a argumentação Criacionista? Senão reparem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://5dias.net/2006/09/25/jorge-palinhos-a-conspiracao/" /&gt;&lt;i&gt;"Começa-se por apontar factos passados pouco abonatórios para o governo americano e indícios de que alguém teria lucrado com os atentados para pôr o espectador a levantar o sobrolho. Passa-se, em seguida, para o sumo da argumentação, apontando inconsistências, contradições e paradoxos da versão oficial de forma a deixar o receptor cheio de suspeitas. Entra-se, então, no acumular de pistas e pontas soltas, sem, contudo, se fornecer qualquer contexto ou sistematização.&lt;br /&gt;Por fim aponta-se um culpado e sugerem-se possíveis motivos de culpa, nenhum deles aprofundado, e termina-se com os autores a dizerem-se perseguidos e ridicularizados pelas suas ideias e acenando patrioticamente a bandeira americana."&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil é encontrar as diferenças...&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115939665363391376?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115939665363391376/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115939665363391376&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115939665363391376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115939665363391376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/09/conspirao-e-criacionismo.html' title='Conspiração e Criacionismo'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115895919274031686</id><published>2006-09-25T20:47:00.000+02:00</published><updated>2006-09-25T20:46:38.890+02:00</updated><title type='text'>A razão que nos separa (parte I)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na boa tradição luterana alemã o papa Ratzinger tem a virtude de dizer as coisas claramente, tal qual as pensa, sem subterfúgios retóricos. Pego numa frase, que me parece um prenúncio do que vai ser a relação so Vaticano com a Ciência enquanto Ratzinger for papa, retirada do controverso discurso na Universidade de Regensburg, e citada pelo Rui Tavares na sua mais recente crónica do Público (disponível no &lt;a href="http://ruitavares.weblog.com.pt/" /&gt;Pobre e Mal Agredecido&lt;/a&gt;, tal como a tradução do dito dicurso para inglês):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“temos de superar a auto-imposta limitação da razão ao que é empiricamente verificável”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito com esta clareza cristalina é fácil identificar o que nos separa. O que nos diz a Epistemologia moderna, em especial a desde de Popper, é que se não é empiricamente verificável então não é razão.&lt;br /&gt;Quem quizer acreditar em algo para o que não tem uma evidência tangível, é obviamente livre de o fazer, mas esclareça-se que essa crença não se chama razão, chama-se fé.&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115895919274031686?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115895919274031686/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115895919274031686&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115895919274031686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115895919274031686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/09/razo-que-nos-separa-parte-i.html' title='A razão que nos separa (parte I)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115912261271192240</id><published>2006-09-24T20:24:00.000+02:00</published><updated>2006-09-24T20:30:12.733+02:00</updated><title type='text'>É oficial, acabou o Verão!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/ParisChuva.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/400/ParisChuva.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/paris.html" /&gt;Paris&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115912261271192240?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115912261271192240/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115912261271192240&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115912261271192240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115912261271192240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/09/oficial-acabou-o-vero.html' title='É oficial, acabou o Verão!'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115894853137958432</id><published>2006-09-22T23:55:00.000+02:00</published><updated>2006-09-23T00:14:04.670+02:00</updated><title type='text'>Garedelest plus au Nord</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu amigo Garedelest André Belo mudou-se mais para Norte, &lt;a href="http://garedelest.blogspot.com/2006/09/vejo-vir-claro-lume-de-toscana.html" /&gt;deitou um olhar à Toscana&lt;/a&gt;, trocou Paris por terras &lt;a href="http://garedelest.blogspot.com/2006/09/matria-de-bretanha.html" /&gt;Bretãs&lt;/a&gt;, e levou o &lt;a href="http://garedelest.blogspot.com/" /&gt;blogue&lt;/a&gt; com ele. Mudou-lhe o nome, mas manteve o endereço (não precisais por tanto de actualizar os vossos links). Chama-se agora o blogue "A Matéria de Bretanha", presume-se portanto que o Idanhas, a Musa Mulata, o Jacques Lacan e o D. Luís da Cunha, serão substituídos por cavaleiros, feiticeiras e druídas. Pois assim seja, conquanto o André nos continue a brindar-nos de quando em vez (que é como quem diz "o mais possível") com os seus preciosos posts. E note-se que "preciosos" foi um qualificativo longamente procurado nas traseiras da minha mente, mais do que pela raridade os posts do André são preciosos pela sua qualidade literária, pelo fino requinte, coisa que não se vê muito no mundo efémero da blogosfera. Quando lhe apetece, o André brinda-nos, demais mortais, com mais uma das suas relíquias.&lt;br /&gt;Não pensem que digo isto por André ser meu amigo, não é por ele ser meu amigo que eu gosto do que ele escreve mas talvez o contrário, é se calhar aquilo que faz dele um excelente blogger que faz de mim seu amigo.&lt;br /&gt;Resta-me apenas desejar uma boa estadia ao André e que seja verdade o que se &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/06/eufemismos-populares.html"/&gt;diz pela Bretanha&lt;/a&gt;, que faça bom tempo, várias vezes ao dia.&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115894853137958432?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115894853137958432/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115894853137958432&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115894853137958432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115894853137958432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/09/garedelest-plus-au-nord.html' title='Garedelest plus au Nord'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115879091189181675</id><published>2006-09-20T23:52:00.000+02:00</published><updated>2006-09-21T09:07:49.643+02:00</updated><title type='text'>Se deixarmos de lado as evidências científicas, o que fica?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de ouvir mais uma vez os argumentos "científicos" a favor do Criacionismo, a "lógica" em que assentam lembrou-me um magnífico texto de Boris Vian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;L'avocat remonta ses manches, se gratta vigoureusement la poitrine par l'échancrure de sa robe, ce que fit le bruit d'un cheval que l'on étrille, posa sa toque sur le crâne luisant d'un balustre à côté de lui et commença sa plaidoirie.&lt;br /&gt;- Messieurs les jurés, dit-il, nous laisserons de côté le motif du meurtre, les circonstances dans lesquels il a été accompli, et aussi le meurtre lui-même. Dans ces conditions, que reprochez vous à mon client?&lt;br /&gt;Les jurés frappés par cette face du problème qu'ils n'avaient pas encore envisagée, se taisaient un peu inquiets. Le juge dormait et le procureur était vendu aux Allemands.&lt;br /&gt;- Présentons le problème autrement, dit l'avocat, heureux de ce premier succès. Si l'on ne tiens pas compte de la douleur, assurément regrettable, et devant laquelle je m'incline, des parents de la victime; si l'on fait abstraction de la nécessité devant laquelle s'est trouvé, a sont corps défendant, permettez-moi de l'ajouter, mon client, d'abattre deux policiers chargés de l'arrêter, enfin ne fait état de rien, que reste-t-il?&lt;br /&gt;- Rien, fut obligé de reconnaître un des jurés, qui était instituteur.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Boris Vian, Le Brouillard, &lt;i&gt;in&lt;/i&gt; Les Fourmis&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já agora, andamos para aqui a argumentar (não este post, mas os precedentes) a favor do Evolucionismo, e ocorre-me uma pergunta: Alguém, além do Jónatas Machado, acredita no Criacionismo?&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/posts-duvidosos.html" /&gt;Posts duvidosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115879091189181675?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115879091189181675/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115879091189181675&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115879091189181675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115879091189181675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/09/se-deixarmos-de-lado-as-evidncias.html' title='Se deixarmos de lado as evidências científicas, o que fica?'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115800823262384414</id><published>2006-09-20T00:56:00.000+02:00</published><updated>2007-01-08T02:10:56.266+01:00</updated><title type='text'>Ser mulher é bom mas não chega</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As eleições presidenciais francesas do ano que vem vão ser importantes não só a nível interno, mas também, e muito, a nível europeu. Agora que a Europa está parado, depois dos resultados dos referendos à Constituição em França e na Holanda, a eleição do próximo presidente em França pode estabelecer um novo equilíbrio de forças capaz desbloquear a situação (ou bem pelo contrário, dependendo do eleito). Objectivamente a vitória do "Não" em França e na Holanda foi muito mais uma vitória de quem não simplesmente não queria a construção europeia, do que de quem queria uma outra Europa (com uma outra Constituição), ou seja uma vitória muito mais do "Não" de direita do que do "Não" de esquerda. Se a situação continuar, o actual bloqueio pode tornar-se permanente, o que me parece que é o que vai acontecer se o próximo presidente francês for de direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/segolene.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/200/segolene.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;A escolha do candidato presidencial do PS francês é por isso de grande importância para toda a esquerda europeia, se quiserem retomar o processo de construção europeia. Acima de tudo o candidato do PS tem que ser capaz de derrotar o mais que provável candidato da direita, Nicolas Sarkozy (que por estes dias se entretém a anunciar na televisão que vai expulsar de imediato 23mil imigrantes com filhos escolarizados). A candidata que aparece à frente de todas as sondagens, do lado dos socialistas, é Ségolène Royal. Confesso que depois do Chile, da Libéria e da Alemanha (talvez um mau exemplo) muito me agradaria ver uma mulher presidente de França, ou dos EUA (Hilary?), mas ser mulher por si só&lt;span class="fullpost"&gt; não chega. NA minha opinião Ségolène tem a seu favor, para além da imagem de tranquilidade e competência, vários pontos. Primeiro, contrariamente ao que dizem os detractores tem ideias, e algumas até polémicas, como por exemplo ter na sala de aula para além do professor um outro educador responsável pela disciplina. Segundo não segue a agenda mediática, e não anda atrás da actualidade, apresenta as suas propostas quando acha conveniente, marca ela própria a sua agenda política. Usa meios originais em política para apresentar as suas propostas, nomeadamente a internet, o que teve bastante impacto e mostra uma política com ideias novas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem contra ela vários pontos também. Politicamente alinha claramente ao centro, numa onda Blairista tipo revivalismo da terceira via, alguns dirão que é um ponto a favor, eu não. Depois, e acho que é a sua grande falha, não debate. Houve a "Universidade de Verão" do PS há poucas semanas, e Ségolène recusou a prova de fogo de responder às perguntas dos militantes da Juventude Socialista. Foi a única dos candidatos e putativos candidatos à nomeação presidencial socialista que recusou esse debate. E não é um caso único, quando as suas posições são atacadas, nomeadamente distorcidas pela direita, não vem a público defender-se, pelo menos de forma convincente, e daí as acusações de não ter ideias. Num frente a frente com Sarkozy, não me custa a imaginar um Sarkozy agressivo que consiga desacreditar fortemente Ségolène. Mais ainda ainda, até hoje ainda não deu uma entrevista de fundo, num jornal, televisão, ou rádio, a vir apresentar-se para o combate político, ainda não fez críticas que se ouvissem aos candidatos da direita. O grande trunfo que Ségolène tem neste momento são as sondagens, mas as sondagens em França, em particular para as presidenciais, e a esta distância das eleições tem uma longa tradição de se enganarem: os favoritos não costumam passar à segunda volta, foi Jospin (era favorito empatado com Chirac) há cinco anos, Edouard Balladur em 1995, antes ainda Raymond Barre em 1988, e Giscard d'Estaing em 1981 (se bem que tenha passado à segunda volta). As sondagens neste momento não podem ser o factor de escolha do candidato da esquerda, tem que ser o perfil e o projecto político, e aí tenho dúvidas que Ségolène seja a melhor escolha.&lt;br /&gt;P.S. - Entre Ségolène Royal e Lionel Jospin, preferia Jospin, que acredito se vá candidatar, mas entre Ségolène e qualquer dos outros preferiria provavelmente Ségolène.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html"&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115800823262384414?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115800823262384414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115800823262384414&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115800823262384414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115800823262384414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/09/ser-mulher-bom-mas-no-chega.html' title='Ser mulher é bom mas não chega'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115849092762164107</id><published>2006-09-18T20:44:00.000+02:00</published><updated>2006-09-18T21:28:46.696+02:00</updated><title type='text'>Evolução Inteligente (parte III)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há mais alguns posts que vale a pena ler, sobre esta questão do evolucionismo vs criacionismo. Filipe Moura no &lt;a href="http://avesso-do-avesso.blogspot.com/2006/09/debater-o-evolucionismo-com-quem-e.html"/&gt;Avesso do Avesso&lt;/a&gt; e João Sousa André no &lt;a href="http://estacaocentral.blogspot.com/2006/09/o-que-certo-que-na-bblia-no-houve.html"/&gt;Estação Central&lt;/a&gt; colocam a questão de princípio, se vale a pena discutir a questão. Embora ciência e religião estejam em campos diferentes, se os criacionistas entram no campo da ciência então há que responder-lhes neste campo. É o que fazem, e muito bem Vasco Barreto que &lt;a href="http://memoria-inventada.weblog.com.pt/arquivo/2006_09.html#240478"/&gt;aceitou o desafio&lt;/a&gt; de Jónatas Machado e já escreveu &lt;a href="http://cabinet.weblog.com.pt/arquivo/2006/09/a_teoria_da_evolucao_e_os_seus"/&gt;este post&lt;/a&gt; (parece que vai haver mais, vale a pena seguir com atenção), e Ludwig Krippahl que relembra em capítulos vários argumentos a favor da Teoria da Evolução, argumentos de &lt;a href="http://ktreta.blogspot.com/2006/09/jnatas-machado-e-gentica-de-populaes.html"/&gt;Genética de Populações&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://ktreta.blogspot.com/2006/09/jnatas-machado-e-paleontologia.html"/&gt;Paleontologia&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://ktreta.blogspot.com/2006/09/jnatas-machado-e-teoria-da-informao.html"/&gt;Teoria da Informação&lt;/a&gt;, e &lt;a href="http://ktreta.blogspot.com/2006/09/jnatas-machado-e-biologia-molecular.html"/&gt;Biologia Molecular&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda outro texto a este respeito que vale bem a pena ler: &lt;a href="http://www.theonion.com/content/node/39512"/&gt;esta paródia&lt;/a&gt;, no impagável "The Onion". Vale a pena ler não só porque é bastante divertido mas porque é bastante sério. O autor do texto está muito longe de ser um humorista de abordagem superficial que faz a piadinha fácil, bem pelo contrário. O paralelismo entre o &lt;i&gt;Intelligent Design&lt;/i&gt; e esta nova suposta teoria do &lt;i&gt;Intelligent Falling&lt;/i&gt; (Queda Inteligente) - que é suposto contrariar a teoria da gravidade - é perfeito! Os argumentos dos defensores do &lt;i&gt;Intelligent Design&lt;/i&gt; são transpostos impecavelmente para a Física, o que demonstra o absurdo da argumentação. Acreditem que a "Queda Inteligente" é tão plausível quando o "Desenho Inteligente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. - Já agora, a &lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2006/09/o-estado-do-ensino-das-cincias.html" /&gt;isto&lt;/a&gt; se chama desconversar.&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115849092762164107?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115849092762164107/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115849092762164107&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115849092762164107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115849092762164107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/09/evoluo-inteligente-parte-iii.html' title='Evolução Inteligente (parte III)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115840791386070796</id><published>2006-09-16T13:31:00.000+02:00</published><updated>2006-09-21T09:21:20.906+02:00</updated><title type='text'>Evolução Inteligente (parte II)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;João Miranda, no Blasfémias &lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2006/09/finalmente-um-debate-de-jeito.html" /&gt;iniciou um debate sobre Criacionismo e Evolução&lt;/a&gt;, a propósito de um artigo de Paulo Gama Mota no Público (transcrito no &lt;a href="http://aguiarconraria.blogsome.com/2006/09/14/servico-publico-iii/" /&gt;Destreza das Dúvidas&lt;/a&gt;). Em boa parte a argumentação de João Miranda foi já desmontada pelo Santiago &lt;a href="http://contanatura.weblog.com.pt/arquivo/2006/09/debates_sem_gra.html" /&gt;no Conta Natura&lt;/a&gt;, mas o Santiago aceitou "jogar fora", e ir para o terreno de discussão do João Mirando (é uma armadilha em que nós cientistas caímos frequentemente, mas o Santiago até se saiu bem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu prefiro uma abordagem diferente, e numa coisa concordo com o João Miranda, os adeptos do Evolucionismo deviam estar contentes com a coça que os criacionistas vão levar, isto se os adeptos do Evolucionismo conseguirem manter o debate no terreno científico, onde ele pertence. E se for assim a vitória dos evolucionistas&lt;span class="fullpost"&gt; é por falta de comparência, o Criacionismo não é ciência. Evolucionismo vs Criacionismo é assim como Futebol vs Bacalhau à Gomes de Sá, não tem nada a ver. O Criacionismo é uma visão religiosa da origem da vida que resulta de uma determinada interpretação da Bíblia, não tem nada a ver com dados empíricos ou resultados experimentais. Aliás, parece até que &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/09/evoluo-inteligente.html"/&gt;o Vaticano vai adoptar uma posição sobre o Evolucionismo&lt;/a&gt; respeitando o princípio de que a Religião não se deve meter na Ciência e vice-versa. Sendo assim, e respeitando o princípio da laicidade do estado, se alguém a quiser ensinar o criacionismo deve ensiná-lo na catequese, e não na escola pública, muito menos nas aulas de Ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disto anda para aí (nos EUA) uma corrente que se autodenomina de científica, o &lt;i&gt;Intelligent Design&lt;/i&gt; (ID daqui em diante, e que pode traduzir-se por Desenho Inteligente). O ID não é mais do que uma forma de Criacionismo encapotada, e vem de movimentos religiosos que consideram que há uma incompatibilidade entre Criacionismo e a Ciência, mas contrariamente (ao que parece) à Igreja Católica não respeitam a separação entre Religião e Ciência, e tentam entrar no território científico. Vamos por partes, porque é que o ID não é uma teoria científica? Primeiro usa como grande argumento que o Universo e em particular a Vida são demasiado complexos para que essa complexidade surja do acaso, logo por consequência tem que existir um ente criador por trás dessa complexidade. Apresentado deste modo o argumento é puramente interpretativo e especulativo, colocando numa mesma amálgama todos os componentes do Universo, de uma forma não sistemática e ordenada de modo a poder ser testado experimentalmente ou corroborado por dados empíricos. Mais ainda fazer uso de um ente criador para explicar as observações é uma não-resposta científica, é transferir a explicação para um ente que não é um objecto definido, logo não pode ser alvo de uma análise científica. No entanto há uma componente da teoria que pode ser individualizada e testada, por modelização matemática ou experimentalmente, a saber o aspecto de a complexidade do Universo e da Vida não poder ter ocorrido ao acaso, ou como se diz no jargão científico "através de acontecimentos estocásticos". Curiosamente os defensores do ID querendo travestir-se de cientistas não fizeram uso deste importante dado empírico, e a razão é bem simples, é que os cálculos já foram feitos e contradizem a assumpção do ID.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além da sua defesa em termos científicos ser fraca (como espero ter demonstrado acima), os ataques que o ID faz ao Evolucionismo são também fracos. Dito de uma forma bem clara, o estado da arte hoje em Biologia é o seguinte: Nada do que sabemos faz sentido se não for à luz da Teoria da Evolução. E a teoria já avançou bastante depois de Darwin, nomeadamente no que respeita à sua base genética, e o que Darwin disse não foi ainda refutado. Há um corpo de dados experimentais e empíricos enorme que suporta a Teoria da Evolução. Paulo Gama Mota, no referido artigo no Público, enumerou uns quantos, e aí curiosamente João Miranda ficou-se pelo acessório e não atacou o essencial. E o essencial são os dados acumulados ao longo de todo este tempo que sustentam a Teoria da Evolução. Sem querer ser exaustivo há: 1) Dados paleontológicos, fósseis que demonstram alteracão gradual das espécies ao longo dos tempos, 2) Dados moleculares, os genes são mais semelhantes em espécies que a Teoria da Evolução prediz serem mais próximos, além de as bases moleculares da vida serem surpreendentemente semelhantes em todos os organismos, tudo isto indicando a existência de ancestrais comuns, 3) Dados genéticos, é possível estabelecer correlações entre semelhanças genéticas e morfológicas entre diferentes espécies, 4) Contrariamente ao que alguns pensam é possível estudar Evolução Experimental, há laboratórios que o fazem (inclusivamente em Portugal) e dai tem vindo novas explicações sobre os mecanismos pelos quais a Evolução actua.&lt;br /&gt;Quem quiser refutar a Teoria da Evolução vai ter que fazê-lo encontrando erros fundamentais nestes dados empíricos e experimentais ou encontrar erros de raciocínio nas interpretações que os evolucionistas fazem desses dados, e, não menos importante, encontrar outras hipóteses explicativas coerentes para esses resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui está também a fraqueza científica do ID. A Teoria da Evolução não é uma teoria acabada, é obviamente complexa, e há ainda muitos pontos de interrogação sobre os quais trabalham muitos investigadores. Convém dizer aqui claramente que esses pontos de interrogação não são de todo sobre SE a Evolução ocorre, mas tão somente COMO ela funciona. Os adeptos do ID tentam (sem grande sucesso, diga-se) argumentar que esses pontos de interrogação chegam para refutar a Evolução, logo demonstrar o ID. Ora em ciência a demonstração de prova funciona como no direito (aliás, é ao contrário, mas não interessa), não é por se demonstrar a inocência do réu A que se prova a culpa do réu B, é preciso provar para lá que qualquer dúvida que o réu B é culpado. Os adeptos do ID tentam dizer que há falhas na Teoria da Evolução, logo isso demonstra a o ID é verdade. Erro científico mais crasso tenho dificuldade em imaginar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115840791386070796?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115840791386070796/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115840791386070796&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115840791386070796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115840791386070796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/09/evoluo-inteligente-parte-ii.html' title='Evolução Inteligente (parte II)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115813734341517302</id><published>2006-09-15T22:48:00.000+02:00</published><updated>2006-09-21T09:19:39.830+02:00</updated><title type='text'>Evolução Inteligente (parte I)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/ratzinger.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/200/ratzinger.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o papa Ratzinger reuniu os seus discípulos no castelo Grandolfo para falar sobre a teoria da evolução houve muito quem visse nisso (por exemplo &lt;a href="http://puxapalavra.blogspot.com/2006/09/bento-xvi-creacionista.html"&gt;este post do Diário Ateísta&lt;/a&gt;) um sinal de que a igreja católica iria recuar na sua posição actual, por sinal ambígua, e adoptar a teoria não-científica criacionista do "Desenho Inteligente" - &lt;i&gt;Intelligent Design&lt;/i&gt; em inglês - . Segundo a Nature não é esse o caso (link só para assinantes, mas está aqui o &lt;a href="http://agresteavena.noosblog.fr/mon_weblog/files/RatzingerNoID.pdf"&gt;PDF&lt;/a&gt;), a Igreja vai adoptar antes uma posição&lt;span class="fullpost"&gt; bem mais realista do "a igreja não se mete com a ciência, e a ciência não se mete com a religião". Já &lt;a href="http://puxapalavra.blogspot.com/2006/09/bento-xvi-creacionista.html"&gt;o puxapalavra&lt;/a&gt; tinha previsto algo do género (se se vier a verificar, os meus parabéns). Convém lembrar que isto pode ser a própria Nature a puxar a brasa à sua sardinha, da Ciência, e a tentar exercer alguma influência, mas a mim parece-me absolutamente lógico.&lt;br /&gt;Segundo o tal artigo o papa aceita como consensual que a teoria da evolução, mas a igreja vê-a de uma forma teística, foi Deus quem pôs a evolução "em movimento". De facto seria suicidário, ou pelo menos um enorme tiro no pé, da parte da igreja, voltar a teses criacionistas. Hoje em dia na Europa o criacionismo é visto (digo eu...) como um bizarro folclore dos fundamentalistas religiosos americanos (não-católicos, pequeno pormenor), e a Europa continua a ser a principal base de apoio da igreja católica. Ridicularizar a igreja à vista dos seus próprios fiéis europeus para ganhar umas migalhas nos EUA seria de uma falta de realismo pouco usual na igreja católica, hélas. Por muito que o anti-clerical que há em mim esteja desiludido, ainda não é desta que vejo o papa dar um tiro no pé.&lt;br /&gt;P.S. - E no fim de contas tudo isto tem muito pouco a ver com ciência, ou até com teologia...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/cincia.html"&gt;Ciência&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115813734341517302?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115813734341517302/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115813734341517302&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115813734341517302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115813734341517302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/09/evoluo-inteligente-parte-i.html' title='Evolução Inteligente (parte I)'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115818006979849832</id><published>2006-09-13T21:44:00.000+02:00</published><updated>2006-09-21T09:24:28.620+02:00</updated><title type='text'>Futebol e Política aqui pela França</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/1600/tutu-vieira.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5959/2264/200/tutu-vieira.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já eu &lt;a href="http://agresteavena.blogspot.com/2006/07/il-est-bien-ce-mec.html" /&gt;aqui&lt;/a&gt; falei do envolvimento político do Lilian Thuram, já o &lt;a href="http://veu-da-ignorancia.blogspot.com/2006/07/la-sarkosation-des-esprits_22.html"/&gt;Hugo tinha dado conta da "Sarkoïsation des esprits"&lt;/a&gt;, uma expressão particularmente feliz de Thuram (que, lembre-se, é o jogador mais internacional da história da selecção francesa). Actualmente, enquanto a esquerda se entretém (com honrosas excepções) em guerrinhas para saber quem é o enésimo candidato às eleições presidenciais do próximo ano, Thuram continua a ser, de há um ano para cá, o mais sério opositor político de Sarkozy. Quando Sarkozy aparece como o inevitável candidato da direita às presidenciais e aposta numa estratégia de se encostar à extrema-direita para retirar votos a Le Pen, de Villiers e quejandos, é bom ter um jogador de futebol da estatura de Thuram a fazer o que a esquerda não faz. A boa notícia é que já não é só um, mas dois jogadores, desta vez Patrick Vieira, capitão de equipa da selecção francesa, juntou-se a Thuram &lt;a href="http://www.liberation.fr/actualite/reuters/reuters_france/202750.FR.php"/&gt;ao convidar 80 squats de Cachan&lt;/a&gt; para o jogo França - Itália da semana passada, o que deixou a &lt;a href="http://www.lefigaro.fr/france/20060907.FIG000000133_cachan_show_biz_et_sportifs_s_en_melent.html"/&gt;direita à beira de um ataque de nervos&lt;/a&gt;. Numa altura em que Sarkozy,&lt;span class="fullpost"&gt; na sua qualidade de ministro o interior, tenta levar avante a sua agenda através da expulsão de imigrantes em situação supostamente irregular - estamos a falar de milhares de imigrantes que estão em França há anos e têm filhos na escola - o squat de Cachan, nos subúrbios de Paris, tem atraído a atenção dos media, e tornou-se no símbolo da luta contra as expulsões. Os squaters são todos imigrantes, muitos em situação irregular, foram expulsos pela força, sob as ordens de Sarkozy, o prédio onde habitavam sem que a questão do alojamento estivesse resolvida, continuam alojados temporariamente num ginásio. É neste cenário de Thuram e Vieira (ele próprio imigrante naturalizado) decidem, pagando do seu próprio bolso, comprar bilhetes para alguns desse squaters e convidá-los a assistir ao jogo. Esta atitude, carregada de simbolismo, teve um enorme impacto, graças às ondas de choque que gerou à direita. É caso para dizer que acertaram na mouche. O mais curioso é ver a falta de argumentos de quem contesta Thuram e Vieira, o que se ouve mais vezes é que são futebolistas logo não se devem meter na política, como se não fossem antes de mais cidadãos e eleitores, e como tal com direito a uma opinião e a uma tomada de posição. Sarkozy desta vez não se pronunciou, já sabe que quando se mete o Thuram leva, mas mandou recado...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html"&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115818006979849832?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115818006979849832/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115818006979849832&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115818006979849832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115818006979849832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/09/futebol-e-poltica-aqui-pela-frana.html' title='Futebol e Política aqui pela França'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115809083735528497</id><published>2006-09-12T21:45:00.000+02:00</published><updated>2006-09-12T21:53:57.370+02:00</updated><title type='text'>E se o futuro for isto?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1270008" /&gt;Brasil oferece ajuda à India e à África do Sul para a produção de etanol&lt;/a&gt;. O objectivo é fazer face à dependência do petróleo, e o assunto vai ser debatido numa cimeira entre os três países. Será isto o primeiro sinal de cooperação entre as três grandes potências mundiais dum futuro próximo?&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/poltica.html"&gt;Política&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115809083735528497?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115809083735528497/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115809083735528497&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115809083735528497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115809083735528497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/09/e-se-o-futuro-for-isto.html' title='E se o futuro for isto?'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22273693.post-115769670161013719</id><published>2006-09-12T08:24:00.000+02:00</published><updated>2006-12-16T11:45:03.383+01:00</updated><title type='text'>Para finalizar...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acabam aqui as crónicas da viagem à Guadeloupe com algumas fotos.&lt;br /&gt;&lt;iframe align=center src="http://www.flickr.com/slideShow/index.gne?nsid=&amp;set_id=72157594253571198&amp;text=&amp;tags=&amp;tag_mode=&amp;user_id=&amp;favorites=&amp;group_id=&amp;contacts=&amp;frifam=&amp;single=&amp;firstIndex=&amp;firstId=&amp;sort=&amp;v=1.6&amp;codeV=1.28".gne?user_id=arvore frameBorder=0 width=500 scrolling=no height=500&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Arquivado em:&lt;a href="http://agresteavena-temas.blogspot.com/2006/05/viagem-s-carabas.html" /&gt;Viagem às Caraíbas&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22273693-115769670161013719?l=agresteavena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agresteavena.blogspot.com/feeds/115769670161013719/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22273693&amp;postID=115769670161013719&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115769670161013719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22273693/posts/default/115769670161013719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agresteavena.blogspot.com/2006/09/para-finalizar.html' title='Para finalizar...'/><author><name>Zèd</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14260343321971775492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
